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Empenho dos jogadores do Benfica leva Bruno Lage a sentir que tem condições

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Bruno Lage. Foto: DR / Arquivo

Ao lançar o desafio de quarta-feira, frente ao Rio Ave, o treinador do Benfica regressou até ao dia do empate com o Portimonense (2-2), na jornada anterior da I Liga, para justificar o sentimento que transmitiu no final desse encontro e garantiu não estar preocupado com o futuro e que “o dia de hoje” é sempre a sua “maior motivação”.

“É [por] sentir que, independentemente de tudo, toda a gente trabalha com empenho e dedicação para fazer o melhor. Vejo isso nos jogadores e esta é a minha forma de trabalhar e dedicar-me a esta profissão, que é viver o dia-a-dia tranquilo, mas com o empenho de sair de um jogo, fazer a análise e não trazer nada de bom nem de mau para o jogo seguinte”, explicou Bruno Lage.

Por falar em jogo seguinte, o técnico aproveitou para garantir que a série negativa de resultados das ‘águias’, com apenas uma vitória nos últimos dez encontros, “não é por falta de empenho” dos jogadores e voltou a frisar que o jogo seguinte é uma “oportunidade para fazer mais e melhor”.

Nesse sentido, revelou uma “enorme tristeza” de Grimaldo por não poder dar o contributo à equipa, em Vila do Conde, depois de sair lesionado do desafio em Portimão, e de todos os outros por “não estar a dar alegrias aos adeptos”, quando questionado sobre se faltava um líder carismático como Samaris dentro do campo.

“Acha que não temos um líder quando o Grimaldo, que vem de uma sequência fantástica, sai lesionado e está no balneário a chorar, com enorme tristeza por não poder dar o contributo à equipa? Ou o Pizzi, que joga constantemente, tem muitos anos de Benfica, marca 28 golos e com as oportunidades que cria, acha que falta liderança?”, questionou.

Dessa forma, o técnico dos campeões nacionais repetiu que “toda a gente está empenhada em fazer mais e melhor para dar uma alegria às pessoas que apoiam”, aproveitando para lembrar, aludindo à recente contestação à equipa, que “o apoio é outra coisa” diferente da “paixão” com que os adeptos vivem o clube e sublinhar que, nesse sentido, nunca sentiu “falta de apoio”, nem mesmo fora de casa.

Frente ao Rio Ave, “uma equipa muito competente e com enormes valores individuais e um excelente coletivo”, o Benfica não terá adeptos nas bancadas e terá, provavelmente, uma defesa totalmente composta por jovens formados no Seixal, nos quais o técnico garante ter “confiança total”.

“Porque o trabalho é sempre igual. Não trabalhamos de forma diferente os que jogam mais e os que jogam menos, o trabalho é feito para toda a gente estar preparada para jogar e isso é transversal. Estamos a falar de muita juventude, mas também muita confiança e tranquilidade transmitidas da minha parte”, afirmou o treinador dos ‘encarnados’.

O Benfica visita o Rio ave na quarta-feira, às 21:15, em partida da 27.ª jornada da I Liga que pode selar a pior série de resultados numa época da sua história se não vencer e ficar com apenas um triunfo nos últimos onze encontros.

A equipa de Bruno Lage, que segue em 2.º lugar do campeonato, a dois pontos do líder FC Porto, vai subir ao relvado do Estádio dos Arcos já a saber o resultado obtido nesta ronda pelos ‘dragões’, que vistam hoje (19:15) o último classificado, o Desportivo das Aves.

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