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Alto Minho

Emparcelamento agrícola reclamado há décadas incluído no “maior” orçamento de sempre em Monção

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Foto: DR/Arquivo

O emparcelamento de Monção, reclamado há décadas pelos agricultores locais, é um dos projetos incluídos no “maior” orçamento de sempre do concelho, no valor de 23,3 milhões de euros, destacou hoje à Lusa pelo presidente da Câmara.

“O emparcelamento agrícola nas freguesias de Moreira, Barroças e Taias, reclamado há muitos anos, vai finalmente avançar. O dinheiro está aprovado e o projeto a ser ultimado. O concurso público poderá ser lançado antes do final do ano para que os trabalhos, no terreno, possam começar em 2019”, afirmou o social-democrata António Barbosa.

Reunião de Câmara. Foto: Facebook de Município de Monção

Segundo o autarca social-democrata, o investimento naquele projeto, aprovado em Conselho de Ministros em novembro de 2016, é superior a 4,3 milhões de euros.

“Os principais objetivos a concretizar com este emparcelamento são a introdução de fatores de racionalização, valorização e competitividade agrícola, tendo como objetivo a promoção do ordenamento do espaço rural, com o intuito de melhor aproveitar as potencialidades e recursos, com vista à valorização da agricultura no espaço rural”, referiu, na altura, o Conselho de Ministros.

Em causa está um projeto para a reestruturação e modernização, nomeadamente da produção de vinho Alvarinho, atividade que envolve 2.000 produtores, com 67 empresas e 112 marcas diferentes.

O projeto de ordenamento fundiário “envolve terrenos nas freguesias de Moreira e Barroças e Taias, abrange 529 hectares, dos quais 127 de reconversão de vinha, 616 proprietários e 892 lotes”, sendo considerado “estruturante” para a reconversão agrícola e vinícola daquele concelho.

António Barbosa destacou ainda o investimento superior a três milhões de euros na reabilitação urbana do casco histórico de Monção e os mais de cinco milhões de euros previstos para cinco projetos de saneamento básico e um de abastecimento de água a várias freguesias do concelho.

O autarca referiu que o orçamento para 2019, no valor global de 23.336 milhões de euros, “é o maior de sempre no concelho”.

“É um documento realista, rigoroso e estruturante, focado no desenvolvimento económico, criação de riqueza e bem-estar de todos os monçanenses”, reforçou António Barbosa, adiantando que o orçamento para o próximo ano, apresentado “em Powerpoint, algo inédito no concelho”, e aprovado em reunião camarária realizada na última semana, prevê um “investimento total próximo de dez milhões de euros”.

O documento, que será submetido à apreciação e votação da Assembleia Municipal na sexta-feira, pelas 21:00, foi rejeitado pelos vereadores do PS na autarquia, Augusto Domingues, Paulo Esteves e Nídia Além.

Em comunicado enviado à imprensa, a bancada socialista justificou o sentido de voto com “o imposto da derrama municipal e os valores transferidos para freguesias”.

“O voto contra explica-se por diferentes fatores. Antes de mais, é preciso sublinhar o aumento das despesas com pessoal, fruto do crescimento exponencial das assessorias. Este voto contra prende-se ainda com a continuidade da derrama municipal e com o congelamento do valor das transferências de capital para as Freguesias de Monção e Troviscoso e Mazedo e Côrtes”, sustentam os três vereadores socialistas.

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Alto Minho

Alvarinhos de Monção e Melgaço triunfam nos Óscares do vinho verde

Cinco vinhos alvarinhos de Monção e de Melgaço arrebataram os prémios “Best of 2019”

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Foto: Divulgação / Arquivo

Cinco vinhos alvarinhos de Monção e de Melgaço arrebataram os prémios “Best of 2019” do Concurso “Os Melhores Verdes”, que foram entregues esta quinta-feira noite na Sala do Arquivo, na Alfândega do Porto.

A eleição dos melhores vinhos verdes é uma iniciativa anual da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e esteve a cargo, este ano, de um júri composto por “críticos e provadores de sete países, selecionados nos principais mercados de exportação do vinho verde”, informou o organismo.

Desde 2009 que a CVRVV inclui a categoria “Best Of” no Concurso Melhores Verdes, visando promover um “Top 5” alvo de maior divulgação e promoção internacional, e este ano os distinguidos “são uma vitória unânime da casta Alvarinho da sub-Região de Monção e Melgaço”, uma das nove da Região Demarcada dos Vinhos Verdes.

Os vinhos “Best Of 2019” são Valados de Melgaço Reserva Alvarinho 2017, Encosta dos Castelos Alvarinho 2018, Dom Ponciano Colheita Seleccionada Alvarinho 2013, Vinha Antiga Escolha Alvarinho 2017 e Portal do Fidalgo Alvarinho 2018.

O júri deste concurso elegeu ainda 12 referências na categoria Ouro, entre 291 amostras a concurso, agrupadas nas categorias Vinhos Verdes Brancos, Rosados, Tintos, de Casta, Colheita igual ou anterior a 2016, Espumantes, Aguardentes e Regional Minho.

Entre os vinhos premiados com o ouro figuram dois “Best Of”, o Dom Ponciano Colheita Seleccionada Alvarinho 2013, na categoria Colheita anterior a 2016, e o Encosta dos Castelos Alvarinho 2018, na da casta Alvarinho.

Os outros premiados com Ouro são Quinta dos Encados Grande Escolha 2018 (Branco), Desfiado Reserva 2018 (Rosado), Quinta da Samoça Vinhão 2018 (Tinto), Ardina Colheita Seleccionada 2018 (Arinto), Quinta de Linhares 2018 (Avesso), Vale do Homem 2018 (Loureiro), Opção Azal 2018 (Azal), Alvarinha (Aguardente), Muralhas de Monção Branco Reserva Bruto Alvarinho 2015 (Espumante) e Quinta de Gomariz Colheita Seleccionada Alvarinho 2018 (Regional Minho).

O prémio “A melhor Vinha 2019”, que reuniram 15 concorrentes, foram para a Quinta da Calça (Esposende), Quinta de Ornellas (Amares) e Solar das Bouças (Amares), o de “Melhor Viticultor do ano” foi entregue a João Tomás (Quinta da Calça) e o de “Vinha e Ambiente” coube à Quinta de Santiago.

O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, disse à agência Lusa que o triunfo dos alvarinhos na categoria “Best Of” mostra que “é uma casta internacionalmente” reconhecida” e que esses “vinhos estão prontos para a exportação e serão bem recebidos nos mercados externos”.

“A esmagadora maioria dos vinhos verdes exportados são de lote e o alvarinho ainda está ser descoberto como uma grande casta a nível mundial. A Região tem é que agarrar esta oportunidade”, acrescentou, referindo que a nova aposta deve ser “valorizar” o produto” mais do que “crescer”.

Manuel Pinheiro declarou-se ainda “muito satisfeito pelo número recorde” de 291 vinhos concorrentes e pelos prémios atribuídos, pois “o último ano foi difícil e ainda assim conseguiram-se bons vinhos”, mérito, em sua opinião, da “viticultura, que tem sido a alavanca da região”.

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Caminha

Ferryboat volta a cruzar o rio Minho entre Caminha e La Guardia

Santa Rita de Cássia começou a operar no rio Minho em 1995

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Foto: Divulgação / CM Caminha

O ‘ferry’ internacional que liga Caminha (Alto Minho) e La Guardia (Galiza) volta a navegar a partir de sexta-feira, depois de um mês de paragem para manutenção e renovação do certificado de navegabilidade, informou hoje a autarquia.

De acordo com o sítio oficial da autarquia na internet, hoje consultado pela agência Lusa, o ferryboat Santa Rita de Cássia vai retomar a ligação entre Caminha e La Guardia, a partir das 14:00, de sexta-feira.

A embarcação interrompeu as ligações entre as duas margens do rio Minho no passado dia 18 de março, para a realização de “intervenções de rotina, que implicaram a docagem do ‘ferry’ e vistoria por técnicos da Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, condições necessárias para a renovação do certificado de navegabilidade”.

Segundo dados avançados pelo presidente da Câmara, Miguel Alves, em 2018, atravessaram o rio Minho, a bordo daquela embarcação, cerca de 90 mil pessoas.

Foto: Divulgação / CM Caminha

O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia começou a cruzar o rio Minho em 1995.

Depois uma paragem de cerca de 11 meses, em 2014, devido ao assoreamento do canal de navegação, o “Santa Rita de Cássia” retomou o funcionamento em abril de 2015, de forma condicionada, só aos fins de semana.

Em junho desse ano fazia a travessia apenas durante as marés altas, tendo começado a trabalhar de forma interrupta a partir de 01 de julho.

Caminha é único concelho do vale do Minho que depende do transporte fluvial para garantir a ligação regular à Galiza. Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço dispõem de pontes internacionais.

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Viana do Castelo

Viana defende corredor atlântico para fazer face a cenário pós-Brexit

José Maria Costa em Dublin

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu um corredor Atlântico ferroviário a ligar os portos portugueses aos do norte de Espanha e França, até à Normandia para fazer face a um cenário pós-Brexit, informou hoje a autarquia.

Para José Maria Costa, que participou, em Dublin, num seminário promovido pela Comissão Europeia sobre as ligações entre portos e cidades na bacia Atlântica, a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia, “torna ainda mais urgente um reforço da cooperação entre as cidades e os portos do Atlântico”.

“É necessário que a Comissão Europeia, no âmbito do processo de revisão da RTE-T “Rede Transfronteiriça de Transportes” identifique o corredor Atlântico ferroviário que liga os portos portugueses aos portos do Norte de Espanha e portos franceses até à Normandia”, sustentou.

O autarca socialista da capital do Alto Minho, que participou numa mesa redonda dirigida pelo coordenador europeu do corredor Atlântico, referiu que aquela ligação “tem como primeiro objetivo promover uma extensão real destas ligações ferroviárias a portos da Irlanda através dos portos da Bretanha e Normandia”.

José Maria Costa defendeu “uma perspetiva europeia para o corredor Atlântico em que se torna prioritário um planeamento e um tratamento político deste corredor por parte dos governos de Portugal e Espanha”.

“Desta forma garante-se que toda a fachada atlântica ibérica não ficará de fora das grandes conexões portuárias e ferroviárias do futuro da Europa”, frisou.

A missão do corredor Atlântico “assenta, num primeiro plano, na rentabilização da infraestrutura ferroviária existente, sem investimento adicional, através de uma gestão centralizada da atribuição de capacidade, da gestão de tráfego e do relacionamento com os clientes”.

O corredor Atlântico “assume-se também como plataforma privilegiada para a coordenação dos investimentos na infraestrutura ferroviária em Portugal, Espanha, França e Alemanha, no sentido de serem ultrapassadas barreiras técnicas e operacionais, promovendo a interoperabilidade e, consequentemente, fomentando uma maior competitividade do transporte ferroviário de mercadorias”.

No seminário que decorreu terça e quarta-feira em Dublin, participaram responsáveis europeus da estratégia marítima atlântica, dos portos do Norte da Europa, de Espanha, do Báltico e também da Associação da Autoridade de Energia Renovável da Irlanda.

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