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Alto Minho

Emigrante de Arcos de Valdevez tem o melhor local para comer no Canadá

Primeiro dos 100 melhores locais, segundo a Yelp

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Tony Alvez no 'Ma Poule Mouillee' em Montreal. Foto: Dario Ayala / THE GAZETTE

Já ouviu falar na churrasqueira A Galinha Molhada? Pois, em Montreal, Canadá, não se fala de outra coisa quando o assunto é comida. Propriedade de Tony Alves, natural de Arcos de Valdevez, ficou em primeiro da lista da rede social Yelp, para os 100 melhores locais para comer no Canadá.


Localizado no centro de Montreal, sob o intenso frio da região do Quebeque, o restaurante é ponto de paragem obrigatório para os apreciadores de frango assado, prato que deu fama ao estabelecimento do emigrante arcuense.

Os resultados foram revelados pela Yelp, dando conta das 440 avaliações de diferentes utilizadores, “quase todas positivas e muito positivas”. “Para determinar os melhores lugares para comer em 2020, a equipa de análise de dados da Yelp selecionou os melhores restaurantes por classificação e número de avaliações em 2019 por todo o Canadá”, explica a Yelp apontando o resultado como “uma lista tão peculiar, interessante e única”.

A liderar a lista está o “melhor frango assado de Montreal”, com o molho picante feito com ingredientes secretos. Aberto desde 29 de julho de 2013, o Ma Pettie Poullée foi fundado por Tony em parceria com um tio padeiro, e hoje está também a cargo do filho, Michael Alves. “É o molho que faz a diferença, porque todos são capazes de grelhar um frango”, aponta a família minhota, que, em 2018, conquistou o 16.º lugar desta lista.

Esta distinção foi ainda destacada pela embaixada do Canadá em Lisboa, através do Facebook, apontando que um restaurante português é o melhor local para comer no Canadá. Para além do típico galo, as bifanas e os pasteis de nata têm, também, muita saída, de acordo com Tony Alves.

“Não podia esperar um melhor presente para 2020, um ano depois do incêndio. Há um ano prometemos que voltaríamos em força. E aqui vamos nós, passamos do 16.º lugar no 1.º lugar”, escreveu o empresário nas redes sociais.

Em 2018, o restaurante foi engolido pelas chamas. A recuperação do espaço foi feita em tempo recorde, com apoio da comunidade.

A Yelp é uma empresa multinacional baseada em São Francisco, Califórnia, destinada, através de site e aplicação, à avaliação de estabelecimentos comerciais por todo o mundo.

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Alto Minho

Regulamento de pesca do rio Minho define quotas e reduz captura de sável

Publicado em Diário da República

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Foto: CM Melgaço (Arquivo)

A introdução de quotas para a pesca lúdica e a redução do período de captura de sável são as principais alterações ao regulamento de pesca no troço internacional do rio Minho para 2020/2021, hoje publicado em Diário da República.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da publicação daquele edital, o capitão do porto e comandante da Polícia Marítima (PM) de Caminha, Pedro Santos Jorge, explicou que, “pela primeira vez”, o Regulamento da Pesca no Troço Internacional do Rio Minho (RPTIRM) define “quotas para a pesca lúdica, e um defeso, em 15 dias, para a pesca do sável, período que coincidirá com o surgimento do peixe na foz do rio”.

“Estes 15 dias vão abranger todas as modalidades de pesca, desde a profissional, lúdica às pesqueiras”, reforçou, adiantando que o regulamento hoje publicado em Diário da República entra em vigor em 01 de novembro e por um período de um ano.

O novo regulamento para a temporada 2020/2021 define, por exemplo, para a “pesca lúdica/recreativa apeada e embarcada com um pescador a bordo” a captura por dia de apenas um salmão, oito unidades de trutas marisca e sapeira, cinco savelhas e um sável.

Já no caso de no barco existirem mais do que um pescador, estes poderão pescar mais trutas, até ao limite de 16 por dia. Poderão capturar ainda 10 savelhas e dois sáveis por dia, mas apenas é permitida a pesca de um salmão por embarcação/dia.

“Os tamanhos mínimos de captura para as espécies Salmo trutta trutta e Salmo trutta fario foram alterados para 25 centímetros”, lê-se ainda no regulamento, entre outras especificidades.

Segundo Pedro Santos Jorge, aquelas medidas visam a “proteção das espécies piscícolas” do rio internacional, fronteira natural entre Portugal e Espanha, e “resultam de deliberações tomadas pela Comissão Permanente Internacional do Rio Minho (CPIRM)”, que integra representantes de vários setores da administração de ambos os países, “na sequência de recomendações do projeto Migra Minho/Miño”.

O Migra Minho/Miño, liderado pela Direção-Geral do Património Natural (DXPN), da Junta da Galiza, é desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O projeto, tem como áreas principais de intervenção “a criação de mais mobilidade e acessibilidade no ‘habitat’ fluvial, mitigação de pressões, reforço e melhoria de populações de peixes migradores e a avaliação do impacto das ações desenvolvidas” no Troço Internacional do Rio Minho (TIRM).

Além da componente ambiental, este projeto “quer dar solução às exigências políticas e sociais de proteção e melhoramento do estado natural do troço internacional do rio Minho, mediante a conservação de um dos elementos chave mais ameaçados, as espécies de peixes migradores”.

“Isto contribuirá para a preservação e a valorização das atividades pesqueiras tradicionais, bem como ao desenvolvimento socioeconómico sustentável do território transfronteiriço, ao satisfazer as necessidades práticas das atividades comerciais como a pesca, o turismo ou o setor energético”, lê-se na página oficial do projeto ibérico.

Segundo dados revelados em maio de 2019, aquando de uma ação de repovoamento com cerca de 600 mil salmões juvenis, numa ação conjunta da Junta da Galiza e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), na parte fluvial, a bacia internacional do rio Minho, é conhecida a presença de 24 espécies de peixes pertencentes a 14 famílias e repartidas em 18 espécies autóctones.

Entre estas seis são diádromas (incluindo a truta marisca), oito anfídromas, cinco residentes (incluindo a truta residente) e seis espécies alóctones.

Das espécies, 75% são autóctones e, destas, 21% apresentam um importante valor de conservação, já que são espécies endémicas a nível peninsular.

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Viana do Castelo

Nova coreografia da vianense Olga Roriz “Seis Meses Depois” estreia hoje em Lisboa

Dança

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Foto: DR / Arquivo

A nova coreografia de Olga Roriz, intitulada “Seis Meses Depois”, uma ficção futurista, estreia-se hoje, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e será incluída na digressão da companhia este ano e em 2021, com “Autópsia”.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, estreada em novembro do ano passado, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade, e decorre num futuro próximo, com as personagens a procurarem o passado.

Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat, as personagens da nova coreografia, habitam a cidade de Tannhauser, no ano de 2307, no planeta Terra 3, segundo a sinopse da peça.

A peça de dança estreia-se hoje e será retomada sábado e domingo, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com o qual tem coprodução, a par da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e do Município de Loulé.

Concluída depois de ter surgido a pandemia, a nova coreografia de Olga Roriz, “Seis meses depois”, subirá ao palco na sua versão “mais leve, tranquila e feliz”, por opção da criadora, que decidiu “iluminá-la e elevá-la”.

“Esta ansiedade que nos abalou a todos acompanhou a criação do espetáculo, mas em vez de nos deprimir, teve o efeito contrário. Eu optei pela luz”, comentou, em declarações à agência Lusa, uma semana antes da estreia.

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano.

A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

A Companhia Olga Roriz irá em digressão a 26 de setembro, apresentando “Autópsia” na Figueira da Foz, a 03 de outubro, “Seis meses depois”, em Famalicão, a 31 de outubro, em Loulé, a 27 de novembro no Centro Cultural de Ílhavo, e em 2021, a 23 e 24 de janeiro, será a vez de “Autópsia” subir ao palco no Teatro Nacional de São João, no Porto, e a 13 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança.

Em 2015, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira, com a revisitação da peça “Propriedade Privada” (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

O seu repertório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90 obras.

Criou e remontou peças para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet e Alla Scala de Milão (Itália).

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, atualmente instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

O seu repertório conta, entre outras, com as peças “Pedro e Inês”, “Inferno”, “Start and Stop Again”, “Propriedade Privada”, “Electra”, “Os Olhos de Gulay Cabbar”, “Nortada”, “Jump-Up-And-Kiss-Me”, “Pets”, “A Sagração da Primavera”, “Antes que Matem os Elefantes” e “Síndrome”.

Foi distinguida com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2008) e o Prémio da Latinidade (2012), entre outros prémios.

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Viana do Castelo

Jovem resgatado com vida do rio Lima em Viana

Darque

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Foto: DR

Um jovem, com cerca de 20 anos, foi resgatado com vida depois de ter ficado preso no rio Lima, esta noite de quinta-feira, na freguesia de Darque, em Viana do Castelo.

Pelo que foi possível apurar, o jovem terá entrado no rio junto ao antigo posto de secagem de bacalhau, perto da Ponte Eiffel, acabando por ficar preso no lodo. Desconhecem-se as razões que levaram o jovem a entrar no rio.

Para o local foram rapidamente acionados vários meios dos Bombeiros Sapadores e dos Voluntários de Viana do Castelo, assim como da Polícia Marítima.

A vítima foi resgatada pelos operacionais dos Sapadores e estabilizada na ambulância dos Voluntários, sendo posteriormente transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, não correndo perigo.

O alerta foi dado às 21:30.

A Polícia Marítima registou a ocorrência.

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