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Vila Verde

Emigrante assassinada na Bélgica sepultada em Oleiros

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Foto: O MINHO

A mulher assassinada pelo companheiro na Bélgica foi hoje sepultada na sua terra natal, em Oleiros, Vila Verde.

Maria da Conceição Rocha, de 45 anos de idade, ficou em jazigo de família no Cemitério Paroquial de Santa Marinha de Oleiros, em Vila Verde, depois do funeral, realizado a meio da tarde, que mobilizou muitos familiares e amigos da vítima do crime de violência doméstica.

Foto: DR

A vilaverdense foi encontrada morta pela filha de nove anos, que assistiu ao funeral, esta tarde, em Oleiros, dedicando algumas palavras em francês à sua mãe, que inicialmente pensava ter “adormecido” quando a viu com ferimentos nas costas, provocados por uma série de facadas, desferidas companheiro da vítima, David Vens, de nacionalidade belga, no apartamento familiar, situado na cidade de Charleroi, no sul da Bélgica.

Estiveram no funeral o tio e a tia maternos da menina, ambos residentes no Luxemburgo, a cerca de 200 quilómetros da cidade belga de Charleroi, que confirmaram a tragédia aos pais da vítima, residentes em Oleiros, Vila Verde.

Inicialmente pensava-se que o funeral iria ser apenas para a semana, mas o Ministério Público, na Bélgica, acelerou o processo, em parceria com as autoridades portuguesas, de acordo com diversos esforços levados a cabo pela Funerária Gandarela, de Ponte de Lima.

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Vila Verde

Cerveja Letra recebe duas medalhas de prata em festival em Barcelona

Cerveja artesanal made in Vila Verde

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Foto: Divulgação

A Cerveja Letra arrecadou duas medalhas de prata na 8.ª Edição do Barcelona Beer Festival, em La Farga, Barcelona, na Catalunha.

As cervejas galardoadas foram a Letra C – Oatmeal Stout e uma cerveja mais exclusiva, Letra Alvarinho B.A. Grape Ale feita em colaboração com o renomado enólogo Anselmo Mendes.

Filipe Macieira, um dos sócios fundadores refere com entusiasmo que “a viagem da Letra Brew&Beyond terminou da melhor forma, pois estas duas medalhas são o reconhecimento do trabalho que temos vindo a fazer”. Já Francisco Pereira reforça que “agora que marcamos a internacionalização, o foco continuará a ser na qualidade das nossas cervejas, interligado à criação de novas receitas criativas, diferenciadoras e com matérias-primas da região”.

Para a Cerveja Letra a internacionalização é uma aventura que começa a dobrar

Os tripulantes da Letra Brew&Beyond regressaram esta terça-feira a Vila Verde com o sentido de dever cumprido: promoveram a marca a nível internacional, criaram pontes de negócio com distribuidores e intermediários, produziram novas cervejas artesanais em colaboração com marcas conceituadas da Europa e voltaram com duas medalhas de prata.

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Vila Verde

Vereador do PS mostra “estado deplorável” de habitações sociais em Vila Verde – vídeo

José Morais, vereador do PS na Câmara de Vila Verde, visitou algumas habitações sociais da autarquia, na freguesia de Barbudo, onde contactou com residentes e verificou “o estado lastimável em que algumas das habitações se encontram”. “Pude ver, por exemplo, alguns tetos totalmente apodrecidos, com bolor e esburacados”, relata o líder da oposição numa nota enviada a O MINHO, denunciando a falta de “condições de salubridade mínima”. Vídeo: Enviado por José Morais

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José Morais, vereador do PS na Câmara de Vila Verde, visitou algumas habitações sociais da autarquia, na freguesia de Barbudo, onde contactou com residentes e verificou “o estado lastimável em que algumas das habitações se encontram”.

“Pude ver, por exemplo, alguns tetos totalmente apodrecidos, com bolor e esburacados”, relata o líder da oposição numa nota enviada a O MINHO, denunciando a falta de “condições de salubridade mínima”.

“Locais no interior de casas onde, sempre que chove, pinga água, ou situações onde foi colocado um pilar de ferro a segurar uma viga do telhado que estará partida ou ver o chão de casas de banho em cimento, sem tijoleira”, salienta José Morais.

“É desumano e inaceitável que a câmara deixe os seus inquilinos, famílias desfavorecidas, viverem nas condições que encontrámos”.

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Vila Verde

Tribunal de Vila Verde não fez diligências “essenciais” em caso de violência doméstica, diz Relação

Relação manda repetir julgamento, considerando que não foram feitas diligências “essenciais” para a descoberta da verdade

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou uma sentença que absolvia um empresário de Vila Verde acusado de violência doméstica e mandou repetir o julgamento, considerando que não foram feitas diligências “essenciais” para a descoberta da verdade.

Por acórdão de 11 de fevereiro, hoje consultado pela Lusa, a Relação diz ainda que o Tribunal de Vila Verde, que assinou a sentença, não procedeu ao exame crítico da prova que achou crível, “razão por que tal decisão se acha eivada de incompreensibilidade”.

Refere também que o tribunal de primeira instância “olvidou os sentimentos de amizade, e até dependência económica, que ficaram patenteados em alguns dos depoimentos” de algumas testemunhas do arguido.

Sublinha que algumas dessas testemunhas “patentearam azedume e destempero” para com a alegada vítima, ex-mulher do arguido.

Acrescenta que, perante depoimentos de cariz “absolutamente contraditório” por parte de algumas testemunhas, o tribunal deveria ter promovido a acareação entre elas e ouvir outras.

Para a Relação, o Tribunal de Vila Verde deveria, assim, ter levado a efeito um conjunto de diligências “tendentes à busca da verdade material e, consequentemente, à boa decisão da causa”.

No processo, uma mulher queixa-se que o ex-marido, ao longo dos 24 anos de casamento, a agrediu com bofetadas, murros, pontapés e apertões no pescoço.

Queixa-se ainda de agressões verbais e psicológicas e de ameaças de morte.

Segundo a acusação, as agressões registavam-se com uma frequência semanal, no interior da residência de ambos e na presença dos filhos comuns do casal.

A vítima diz que nunca participou criminalmente por vergonha e por medo das atitudes que o arguido pudesse tomar em relação a si e aos seus filhos.

Em julgamento, as testemunhas de defesa e de acusação fizeram declarações “completamente díspares”, o que levou o tribunal a absolver o arguido, por não ter conseguido dissipar as dúvidas.

A mulher recorreu e o Ministério Público (MP) promoveu a improcedência do recurso.

Para o MP, resulta claro que arguido e ofendida têm personalidades fortes, e que havia discussões entre o casal, mas tal não é suficiente para se darem por assentes os factos constantes das acusações.

“É que parece que era o modo normal de se relacionarem, com berros e discussão, o que é avançado por todos quantos privavam com o casal”, refere o MP.

Assim, para o MP, fica-se sem saber se a mulher “foi ou não agredida e insultada do modo constante da acusação, bem como se estava tão subjugada como fez crer”.

Para o MP, nenhuma das testemunhas ou assistentes e arguidos apresentou maior credibilidade do que os outros.

“Nenhuma delas sobressaiu, todas se tendo afigurado credíveis. Assim, sempre o tribunal permanece na dúvida sobre como os factos tiveram lugar, já que não consegue descortinar qual das versões é a verdadeira, ou teve efectivamente lugar”, defendia ainda o MP.

O Tribunal da Relação, no entanto, anulou a sentença e mandou repetir o julgamento, instando o juiz a fazer uso do princípio da investigação.

“A condução e o esclarecimento da matéria factual não pertencem apenas aos sujeitos processuais, mas ainda, e em primeiro lugar e como última instância, ao julgador. Isto é, a atividade jurisdicional não se limita ao controlo da legalidade dos atos, como ainda sobre o magistrado impende o dever de investigação judicial autónoma da verdade”, sublinha o acórdão da Relação.

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