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Região

Embalagens usadas dão descontos no Pingo Doce

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Foto: DR/Arquivo

Uma nova campanha, hoje apresentada, vai permitir a troca de embalagens usadas por descontos em cartão numa cadeia de supermercados, iniciativa que para o secretário de Estado do Ambiente poderá incentivar os cidadãos a reciclar.

A campanha está disponível em 15 lojas espalhadas pelo país, dentre as quais: Fafe e Vizela, em Braga, Arcos de Valdevez, Monção (Gandra), Vila Nova de Cerveira (Lugar de Faias) e Viana do Castelo, sede de distrito.

A campanha “Reciclar Vale Mais”, dinamizada pela Environmental Global Facilities (EGF), disponibiliza, a partir de hoje, uma rede nacional de ecopontos “especiais” em 15 lojas da cadeia Pingo Doce, o que vai ser testado até 02 de outubro.

Ao entregar as embalagens usadas em sacos de 30 ou 50 litros, o cliente recebe 0,10 cêntimos ou 0,15 cêntimos em cartão, para utilização imediata.

“Temos em Portugal 33 por cento de pessoas que não fazem nada pela reciclagem. Temos que ser mais criativos porque praticamente nos últimos quatro ou cinco anos o valor ‘per capita’ não teve incremento”, apontou o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, na sessão de apresentação do projeto, que decorreu hoje na Quinta do Conde, em Sesimbra, distrito de Setúbal.

Através da campanha, Carlos Martins espera que os portugueses que “ainda não encontraram a motivação” se sintam incentivados a reciclar.

“Talvez a motivação económica seja o clique para os despertar para o que está por trás destes gestos, que além de ambientais, são de responsabilidade social”, frisou.

O governante manifestou-se ainda “esperançado” nos bons resultados da iniciativa, para que se torne “um projeto contínuo”.

A presidente do conselho de administração da EGF, Gabriela Ventura, também referiu que “o sucesso destas iniciativas é indissociável do comportamento do ser humano”.

Para a responsável, “a associação da reciclagem a um benefício económico é uma maneira de trazer as pessoas para este problema”.

O projeto tem o duplo objetivo de aumentar a quantidade de embalagens enviadas para a reciclagem e também que o cidadão faça a separação de resíduos de embalagens.

A ação faz parte de um projeto cofinanciado pela União Europeia, chamado Ecoponto com Desconto, aprovado pelo PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

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Famalicão

Trinta e nove finalistas vão ‘lutar’ para vencer o Festival de Vídeo Ecológico de Famalicão

Cerca de 500 projetos de 19 países concorreram ao festival

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Foto: CM Famalicão

Participantes dos quatro cantos do mundo do Burundi à Índia, do Brasil à Colômbia, da França à Irlanda, submeteram 500 trabalhos à edição deste ano do Bgreen – Festival de Vídeo Ecológico, cuja grande final decorrerá no dia 07 de junho, em Vila Nova de Famalicão.

O júri terá que apreciar os 39 finalistas para depois escolher os vencedores.

“Grande Prémio Bgreen”, “Bgreen Júnior” “Menção Honrosa”, “Melhor Making-Of”, “Prémio do Público” e “Prémio Alphonse Luisier” são as seis categorias a concurso. Os vencedores serão revelados numa gala de entrada livre que terá lugar no auditório do Parque da Devesa, pelas 21:30.

O festival, promovido pela Escola Profissional Oficina, nesta sua nona edição contou com projetos oriundos de 16 países.

“Blue Home” foi o tema escolhido para a edição deste ano do Bgreen.

Originalidade, inovação, impacto social e ambiental foram alguns dos critérios tidos em conta pelo júri do concurso na pré-seleção dos trabalhos.

Segundo nota municipal, “sensibilizar os jovens estudantes do ensino básico e secundário, com idades compreendidas entre os 13 e os 21 anos, para as questões ambientais é o principal objetivo do Bgreen, que se realiza alternadamente no concelho famalicense e no concelho de Santo Tirso”.

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Braga

Câmara de Braga contesta providência cautelar contra venda da Confiança alegando com a degradação do edifício

Providência cautelar impediu a realização da hasta pública no início do mês de maio que tinha como preço-base o de 3,87 milhões de euros

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O Município de Braga contestou a providência cautelar interposta pelo Ministério Público do Tribunal Administrativo e Fiscal contra a venda da antiga fábrica Confiança.

Segundo a argumentação do advogado do Município a que O MINHO teve acesso é referido que “se por hipótese a providência vier a ser decretada, o imóvel ficará no estado em que está, sendo inevitável a sua degradação, como tem acontecido nos últimos anos, e não obstante os esforços do Município”.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga (2014)

Recorde-se que uma providência cautelar impediu a realização da hasta pública no início do mês de maio que tinha como preço-base o de 3,87 milhões de euros. A contestação à alienação partiu da Plataforma Salvar a Confiança para quem o prédio deve permanecer municipal.

Paulo Viana sustenta que “esta degradação já evoluiu para patamar mais grave, pois foram detetados focos de criminalidade no espaço, devoluto e amplo, não se conseguindo acudir a este tipo de situação. Do ponto de vista do Município, a opção política que tomou para a preservação do edifício é esta”, frisando que “a Câmara nem pode  ser forçada, por decisão popular ou judicial, a investir no imóvel em  causa”.

Ora, para o jurista, a alienação do imóvel que tem garantida a sua preservação responde a dois objectivos: “preservar a “fábrica Confiança” e “executar diversos projetos com as verbas provenientes da alienação do imóvel” já que o município espera angariar quatro milhões de euros.

Sem dinheiro

A argumentação de Paulo Viana vai mais longe lembrando que a autarquia “não dispõe de verbas próprias para implementar qualquer operação urbanística no imóvel em questão, nem de fundos comunitários para o efeito”.

Por isso, a suspensão da hasta público impede a concretização destes dois objectivos remetendo o imóvel para o abandono “por via de uma ação administrativa que, considerando recursos, nunca demorará menos do que cinco anos a ser decidida”.

Foto: DR

Paulo Viana também não deixa de criticar a postura do Ministério Público neste processo ao escrever: ”este é um dos pontos mais marcantes da utopia que a presente lide representa: é que não se pode obrigar/forçar a autarquia a investir recursos no imóvel, nem esta pode gastar o que não tem”.

Decreto de lei de 1932

Há outro dado que a defesa da Câmara não deixa de sublinhar. O decreto de lei invocado pelo Ministério Público é de 1932. “A interpretação de que não pode alienar o seu  património, mesmo que em processo de classificação, viola o princípio da autonomia das autarquias locais”.

E volta a mandar umas ‘farpas’ ao Ministério Público. É que invocar a ilegalidade da venda feita com base num decreto de 1932 “faria todo o sentido se estivéssemos em data anterior a 25 de Abril de 1974, mas não  estamos”.

“O Decreto de 1932 foi criado num período em que, sob a vigência do Código Administrativo de 1896, não existiam autarquias locais, mas antes corpos administrativos dependentes do Governo, que atuavam como órgãos locais da administração geral e comum do Estado”, salienta o jurista.

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Braga

INL desenvolve “cavalo de Tróia” contra vespas asiáticas

Desenvolvimento vai entrar na última fase em junho

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Foto: DR/Arquivo

Cientistas do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, desenvolveram uma nova armadilha contra as vespas asiáticas, em forma de cápsula, que irá entrar na última fase de desenvolvimento entre junho e setembro.

A armadilha será um “petisco” que as vespas vão confundir com o tórax de abelhas, que deverão ser levadas para os ninhos, onde será libertada um biocida para matar os animais. Por este motivo, as pequenas cápsula são descritas como um “cavalo de Tróia”.

A última fase de projeto Arma4Vespa vai decorrer numa zona aberta, mas controlada num local da Apicave em Braga. O INL começou a desenvolver a armadilha depois de ser desafiado em 2016.

“O desafio foi lançado para termos algo que pudesse ser selectivo e destruísse os ninhos da vespa-asiática de forma não convencional”, disse, ao Público, Miguel Cerqueira, engenheiro biológico do INL.

“As formas convencionais estão relacionadas com a identificação de ninhos, a sua recolha e muitas vezes com o uso de insecticidas ou pesticidas. Há ainda quem os destrua através de fogo.”

As cápsulas esféricas com cerca de quatro milímetros são compostas por polissacarídeos, bem como proteínas animais (com fígado de bovino ou carne de aves) e aromas (como óleo de camélia), que atraem a vespa asiática.

A vespa asiática gosta de apanhar abelhas, cortar-lhes as pernas, asas e cabeça e leva o tórax para o ninho. A armadilha imita justamente esta parte do corpo do inseto e tem um biocida (um insecticida, pesticida ou um microorganismo de combate biológico).

“Como normalmente as temperaturas no ninho são mais altas e os materiais acabam por se degradar, esperamos que a vespa coma uma parte da cápsula e ajude à sua degradação”, explica Miguel Cerqueira.

Estima-se que durante uma semana a cápsula liberte um biocida e mate as vespas dentro do ninho.

Recorde-se que a vespa asiática foi detectada pela primeira vez em Portugal em 2011, em Viana do Castelo, e já chegou ao Ribatejo.

O INL tem como parceiros a TecMinho, a Associação de Apicultores do Cávado e Ave (Apicave) e a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP). O Arma4Vespa foi financiado pelo Programa Apícola Nacional do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) em cerca de 150 mil euros.

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