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Alto Minho

Em Paredes de Coura, as alheiras vegetarianas já se fabricam aos milhares

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Foto: Facebook de Agromonte

O aumento da procura pelas alheiras vegetarianas produzidas por Laurentino Alves e pela mulher levou o casal de Paredes de Coura a criar uma nova unidade de produção, que deverá começar a laborar até final do ano.

“Sentimos necessidade porque o espaço que temos é relativamente pequeno para acompanhar o crescimento das encomendas e da produção. Aproveitamos para criar uma unidade nova, de raiz, onde poderemos criar mais produtos”, avançou Laurentino Alves, este sábado, à agência Lusa.

Laurentino Alves e Isabela Alves, proprietários da Agromonte

Além das alheiras vegetarianas, com e sem glúten, e dos hambúrgueres, com base de grão e de feijão, a nova unidade vai permitir o lançamento de novos produtos feito a partir de seitan (produto que substitui a proteína), como os chouriços e as morcelas vegetarianas.

Criado há quatro anos, num espaço no quintal da habitação do guarda prisional e presidente da União de Freguesias de Linhares e Cossourado, o negócio familiar – Enchidos Agramonte – produzia, essencialmente, de forma tradicional e artesanal, e fumados com lenha de carvalho, os enchidos tradicionais, como os chouriços, chouriças, morcelas e alheiras.

Alheira vegetariana à brás com ovos de “galinhas felizes”

Em 2016, o município e amigos do casal, ligados à organização do congresso internacional Paredes de Coura Vegetariana, cuja quinta edição decorreu em setembro, desafiaram Albertino e a mulher a criar um enchido vegetariano.

Nasceu a “alheira do Tino”, como é localmente conhecida, responsável atualmente por cerca de 80% da produção da empresa familiar.

“Inicialmente fazíamos umas 80 a 100 por mês. Agora produzimos cerca de mil ‘alheiras’ vegetarianas por mês”, especificou.

Agora o negócio prepara-se para uma nova fase, com um espaço de produção especialmente destinado aos enchidos vegetarianos e com a criação de um posto de trabalho.

“A minha mulher é que se dedica a tempo inteiro ao negócio. Entrega as encomendas e faz as compras. Eu ajudo nos meus tempos livres e as nossas duas filhas, que estão a estudar, dão uma mãozinha ao fim de semana. Com a nova unidade de produção temos de criar um posto de trabalho para dar resposta às encomendas”, acrescentou.

Alheira do Tino

O investimento nas novas instalações, “a rondar os 100 mil euros, passou pela aquisição de uma casa, que se encontrava fechada, situada a cerca de 100 metros da habitação do casal, onde o negócio familiar começou como um part-time.

“É um espaço criado de raiz, numa casa que se encontrava fechada e que adquirimos, reconstruímos e transformámos num espaço com cerca de 100 metros quadrados, com todas as condições para o fabrico deste produto”, explicou.

Laurentino Alves recusa “entrar em megalomanias” por defender que a Enchidos Agramonte deve crescer com “passos seguros” e continuar “o mais artesanal e tradicional possível”.

Composição e ingredientes da alheira vegetariana

Em Paredes de Coura, as alheiras vegetarianas podem ser adquiridas na residência do casal de produtores ou na loja rural que o município tem instalada bem no centro daquela vila do Alto Minho.

A presença do produtor em eventos gastronómicos tem permitido que os enchidos vegetarianos estejam disponíveis em vários espaços comerciais e de restauração em diversas cidades do país.

*** Por Andrea Cruz, da agência Lusa ***

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Alto Minho

Alto Minho recomenda ao Governo manutenção de financiamento à Bienal de Cerveira

DGArtes

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Foto: DR / Arquivo

A assembleia intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, aprovou, por unanimidade, uma recomendação ao Governo a solicitar o financiamento plurianual da bienal de arte de Vila Nova de Cerveira, informou hoje a fundação que organiza o evento.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) adianta que “a proposta de recomendação da assembleia intermunicipal da CIM Alto Minho vai ser remetida à Presidência da República, primeiro-ministro, ministra da Cultura, Direção-Geral das Artes, presidente da Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República”.

A proposta foi aprovada na sexta-feira, em reunião daquele órgão, “por todas as bancadas representadas na Assembleia Intermunicipal da CIM Alto Minho”.

“É mais uma entidade regional a manifestar publicamente o seu apoio à FBAC, após a candidatura denominada “Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo” ter sido considerada elegível, mas sem qualquer financiamento atribuído pelo Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 da Direção-Geral das Artes (DGArtes)”, sublinha o comunicado.

A DGArtes revelou, em novembro, as três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, que vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram a ser divulgados pela DGArtes no passado dia 16 de novembro e, na área das Artes Visuais, estes confirmaram os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

No concurso de Artes Visuais, na área da criação, o júri considerou elegíveis para apoio oito candidaturas, mas só três obtiveram financiamento. A candidatura da bienal de Cerveira é uma das cinco para as quais não há dinheiro disponível.

“A Bienal Internacional de Arte de Cerveira é hoje uma marca com notoriedade nacional e internacional. Cultivando e estimulando a criatividade da região, tem vindo a atrair o público a um ritmo crescente e a alargar a sua incidência geográfica ao promover exposições em espaços culturais localizados noutros concelhos do Vale do Minho e da Galiza. Este fenómeno de descentralização cultural e internacionalização, tem vindo a proporcionar um espaço de encontro, interação, divulgação de ideias e uma oportunidade de projeção para artistas nacionais e internacionais”, refere a proposta de recomendação agora aprovada.

No comunicado hoje divulgado, a FBAC realçou que, “para a realização das bienais de Cerveira, a DGArtes tem contribuído pontualmente com apoios, que se materializaram nos anos 2013, 2015, 2017 e 2018 (anos de Bienal) com uma verba a rondar os 40 mil euros”.

“A candidatura submetida no corrente ano com vista ao desenvolvimento do trabalho da FBAC, no qual se integra a organização da XXI edição em 2021, não foi contemplado com qualquer financiamento”, destaca.

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Viana do Castelo

Cinquenta toneladas de lenha mantêm fogueira em convívio de Natal em Viana

No largo das Neves, comum a três freguesias

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Foto: Divulgação / Arquivo

Mais de 50 toneladas de lenha vão manter acesa, durante cinco dias, a fogueira de Natal num largo comum a três freguesias de Viana do Castelo, para promover o convívio natalício das populações do Vale do Neiva.

“Entre lenha e cepos conseguimos reunir 50 toneladas para a edição 2019 da fogueira de Natal. As árvores abatidas resultam de corte seletivo, árvores que estavam doentes ou que estavam a impedir o crescimento de outras”, disse hoje à agência Lusa, o porta-voz do grupo Lenhadores do Largo, que organiza o convívio, Joel Monteiro.

Joel Monteiro, do movimento cívico que organiza a fogueira de Natal no largo das Neves, comum às freguesias de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe, adiantou que “na época própria serão plantadas mais de uma centena de árvores” na zona onde agora foi realizado o corte seletivo.

Além daquela plantação, o grupo Lenhadores do Largo “vai oferecer à comissão de baldios de Carvoeiro 120 pés de azevinho”.

Além da vertente “ambiental e de sustentabilidade”, a fogueira de Natal do Largo das Neves, iniciada há três anos por um grupo de cidadãos do Vale do Neiva, pretende promover o convívio próprio da época.

No dia 21 de dezembro, a partir das 16:00, “dia e noite” a fogueira de Natal “aquecerá as conversas entre conterrâneos, amigos, vizinhos”.

“Com o pretexto do calor e da luz do fogo conviverão, confraternizando e reencontrando velhos amigos”, adianta a organização.

A lenha, que começou a ser recolhida em outubro, encheu oito tratores e vai manter a fogueira do Largo das Neves a arder entre os dias 21 e 25 de dezembro.

“O fogo, que durante imensos séculos e milénios serviu para proteger, guiar e reunir as pessoas e definir famílias, comunidades e sociedades, será novamente um motivo para a reunião, diálogo, convívio e reflexão numa quadra festiva de encontros e reencontros”, sublinhou o grupo de Lenhadores do Largo.

O largo das Neves, tem um “pedaço” das freguesias de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe. É naquele espaço que foi construída, no início do século XVII, a Mesa dos Três Abades, iniciativa dos párocos para assinalar o fim das discórdias em relação aos limites das três freguesias.

Ao longo dos anos, e numa altura em que eram os párocos quem mais ordenavam, a Mesa dos Três Abades assumiu-se como uma espécie de fórum popular, já que era ali que eram discutidos e tratados os assuntos de interesse da comunidade, do foro eclesiástico e do civil.

Além da fogueira, “haverá animação e petiscos, entre eles, chouriças feitas pelos próprios lenhadores”.

No recinto estará disponível o “novo mobiliário produzido pelo grupo com tábuas de madeira para proporcionar conforto a todos os que participarem no convívio”.

“Os Lenhadores do Largo procuram através desta iniciativa contribuir para a dinamização, promoção e envolvência das três comunidades que se encontram no Largo das Neves”, destaca o movimento cívico.

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Alto Minho

Investimento de mais de 250 mil euros para alargar rede de esgotos em Ponte de Lima

Coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo

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Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Ponte de Lima informou hoje que vai assinar, na quarta-feira, pelas 15:00, o auto de consignação da empreitada de alargamento da atual rede de esgotos – Cabaços/Freixo, num investimento estimado de 254.870 mil euros.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia liderada por Victor Mendes (CDS/PP), revelou que a empreitada terá início no primeiro trimestre de 2020.

A intervenção “visa a instalação de um coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo”.

A extensão da conduta e ramais, prolonga-se por 4.200 metros, e está integrada num projeto global, que pretende resolver os problemas de saneamento de várias freguesias da margem sul do rio Lima.

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