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Em Esposende já se pesca com redes biodegradáveis

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Em Esposende já se pesca com redes biodegradáveis, “promovendo uma pesca mais sustentável”, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, a Câmara refere que, no âmbito do projeto E-REDES, está a ser desenvolvido “um estudo-piloto sem precedentes”, no qual são fornecidas à comunidade piscatória local redes de pesca fabricadas com uma resina biodegradável, especificamente desenhada para o fabrico de monofilamentos destas redes.

O projeto prevê dotar as mais de 30 embarcações que operam no litoral de Esposende com estas redes biodegradáveis, por um período-experimental de um ano, período ao longo do qual serão recolhidas opiniões da eficiência e durabilidade das artes junto dos pescadores aderentes. O uso futuro destas redes será assegurado caso a comunidade piscatória fique perfeitamente esclarecida tanto da sua eficiência pesqueira como das vantagens para o ambiente marinho.

O E-REDES é um projeto cofinanciado pelos EEA Grants e promovido pelo Município, em parceria com a empresa municipal Esposende Ambiente, a Universidade do Minho e a Associação de Defesa do Ambiente – Rio Neiva. A sua implementação contribui para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, no que se refere ao ODS 12 – Produção e Consumo Sustentáveis, ODS14 – Proteger a Vida Marinha e ODS 17 – Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade, processo relativamente ao qual este município tem tanto empenho.

Desde os anos sessenta, quando se começou a utilizar materiais sintéticos em redes e outras artes de pesca, milhares de quilómetros de redes foram lançados às águas do litoral de Esposende, sendo que muitas delas ficaram perdidas. Estes equipamentos de pesca, para além de involuntariamente perdidos pelos pescadores, têm também sido abandonados ou descartados, em todos os mares e oceanos, tornando-se num instrumento de captura não controlável, dando origem a uma elevada taxa de mortalidade ao nível dos recursos, provocando o seu depauperamento tanto a nível económico, como ecológico. Para além disso, estas artes podem ainda causar alterações ao nível do ambiente marinho, aumentando igualmente os riscos para a navegação (provocando acidentes e danos a embarcações) e possibilitando a introdução de espécies invasoras e de detritos nas praias.

“Neste contexto, este projeto inovador, que envolve também ações de recolha e de caracterização dos resíduos que arrojam às praias concelhias, afigura-se como um importante e decisivo contributo para minimizar o impacto e a extensão deste problema”, conclui o comunicado.

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