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Braga

“Em 2015, a Noite Branca vai ser ainda mais longa. Estás preparado? Aguentas (48 horas)?”

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Mais de 300 mil pessoas esperadas nas 48 horas da Noite Branca em Braga.

Em 2015, a Noite Branca Braga vai ser ainda mais longa. Estás preparado? Aguentas 48 horas?#NoiteBrancaBraga #Concertos #Música #Braga

Posted by Noite Branca – Braga on Sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mais de 300 mil pessoas são esperadas em Braga, em setembro, nos 60 eventos da quarta edição da iniciativa lúdico-cultural Noite Branca, que este ano se vai prolongar por 48 horas, disse o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rio.

A iniciativa realiza-se em diversas cidades europeias, mas Braga é a primeira a realizar a festa durante dois dias e duas noites, entre a tarde de sexta-feira, 11 de setembro, até ao final da tarde de domingo, dia 13, contando com concertos de António Zambujo, Deolinda, Richie Campbell e Diabo na Cruz.

Apresentacao Noite Branca 2015

“Se o ano passado, apenas com um dia de eventos, participaram mais de 150 mil pessoas, este ano, vamos mais do que duplicar esse número de participantes. Com a programação acrescida, com prolongamento da duração, seguramente, que vamos ultrapassar as três centenas de milhar de pessoas na Noite Branca”, afirmou Ricardo Rio.

O presidente da Câmara de Braga, que em parceria com o Theatro Circo e a Fundação Bracara Augusta organiza a iniciativa, sublinhou que nos dois dias da iniciativa irão realizar-se 60 eventos, como concertos, instalações, exposições, animação de rua, atividades lúdicas, entre muitas outras.

“É uma iniciativa que temos vindo a valorizar e enriquecer de ano para ano, mantendo o espírito central, um momento de afirmação da dinâmica cultural da cidade, da sua vitalidade e juventude”, frisou.

O evento resultou da Capital Europeia da Juventude (CEJ) Braga 2012, teve repetição em 2013 e 2014, ano em que levou, segundo dados da organização, mais de 150 mil pessoas às ruas da cidade.

Este ano, com “o triplo da duração das Noites Brancas existentes na Europa”, em Braga, a iniciativa, hoje apresentada publicamente, incluirá mais de um evento por hora, em espaços como a Praça do Munício, a Avenida Central, bem como um pouco por todo o centro histórico.

Além de concertos com artistas com reconhecimento nacional, haverá performances de DJ, de multimédia, ópera cómica, maratona de jazz, animação de rua, mostras de artesanato, teatro, instalações, dança e atividades para as crianças, como uma biblioteca de jardim e uma orquestra de brinquedos.

Haverá ainda os “Laboratórios de Verão”, promovidos pelo GNRation, que vão apresentar quatro projetos artísticos originais, e este ano os LIKE Architects vão desenvolver, com a população, instalações efémeras de luz que serão espalhadas pelo centro histórico da cidade, feitas de garrafas de água vazias.

Com o tema “Festa Total numa cidade que é, ela própria, também total”, a edição de 2015 apresenta na noite de 11 de setembro o fado “bem característico” de António Zambujo.

Na noite seguinte é a vez de subir ao palco a banda portuguesa Deolinda, e Ricardo Ventura da Costa, mais conhecido pelo público por Richie Campbell.

No domingo à tarde atua a banda Diabo na Cruz.

Durante os dias do evento, o comércio da cidade estará aberto até às 24:00, e os museus até às 02:00, sendo que a entrada em todos as ações é gratuita.

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Braga

Presépio particular com mais de duas mil figuras é atração natalícia em Vila Verde

Quintal da Elisa é um mega-presépio

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Presépio com mais de 2.300 figuras. Fotos: Luís Ribeiro / O MINHO

A disparidade com que é colocado ao redor de um terreno hortícola não permite captar, num só momento, o longo percurso de 35 metros do presépio de Elisa Araújo, uma colecionista e criadora daquele que, em número de peças, é o maior presépio particular do concelho de Vila Verde.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

O MINHO visitou o espaço situado no n.º 75 da Travessa do Monte de Cima, no centro da sede de concelho, encontrando milhares de figuras que recriam quadros bíblicos ao redor do ‘quintal’ da autora.

Elisa dispõe, pelos canteiros, as figuras que, pisoteando musgo, serrim ou pedras enmusgadas, atraem já várias pessoas ao longo dos últimos doze anos, desde que iniciou este que é “quase um trabalho a tempo inteiro” durante o mês de dezembro.

Apaixonada pelo efeito das recriações bíblicas desde criança, a vila-verdense decidiu, em 2007, depois de perceber que o presépio “já não cabia dentro de casa”, invadir o quintal: “O meu filho também gostava muito de ajudar na elaboração e decidimos instalar o presépio ao ar livre”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

De lá, até cá, aumentou em cerca de duas mil peças, às cerca de 300 que já utilizava, criando um dos maiores presépios particulares na região de Braga. “Acho até que é o maior do Minho”, afiança, mas sem certezas.

Nos últimos anos, várias escolas do concelho têm visitado a obra de Elisa, para além de cidadãos que, ao saber que ali existe uma atração, pede sempre para “espreitar um bocadinho”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

“Deixo entrar toda a gente, o portão está sempre aberto e os visitantes podem passar ao longo do mês de dezembro, sem pagar nada”, explica. O presépio vem já de uma tradição implementada pelo avô de Elisa, que vendia bebidas nas romarias. “Em homenagem, tenho aqui uma figura que o representa”, destaca.

Figura representa avô de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Elisa já gastou mais de dois mil euros no presépio, “aos poucos de cada vez”. “Cada peça pequena custa entre 1 a 3 euros. As casas já passam os 10 euros”.

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Presépio de Elisa Araújo. Foto: Luís Ribeiro / O MINHO

Este ano, recebeu uma doação de cerca de 200 peças, “de uma prima”, que vive na Alemanha. “Estas figuras são diferentes porque representam mesmo a vestimenta que utilizavam naquela região, no tempo de Jesus”, aponta.

O espaço de Elisa estará patente, “sempre no quintal”, até final do mês de dezembro. Apesar de convites, inclusive da biblioteca municipal, Elisa rejeita deslocar a obra. “Será sempre, sempre, no meu quintal”.

Para visitar o presépio, pode deslocar-se, a qualquer dia da semana, à residência de família de Elisa, situada por detrás do hipermercado Minipreço, à face da Estrada Nacional 101 (Braga-Ponte da Barca), na zona do Bom Retiro, depois de passar a avenida das árvores no centro de Vila Verde.

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Braga

‘Retidos’ por populares após roubo por esticão e assaltos a carros, em Braga

Foi detido pela PSP

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Dois homens foram detidos por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga depois de serem intercetados por cidadãos enquanto cometiam assaltos, anunciou aquela polícia.

Um homem, de 29 anos, foi detido, esta quinta-feira, depois de ter sido intercetado por um popular quando realizava um assalto na rua, pelo método de “esticão”.

A PSP refere que o suspeito terá roubado uma carteira a um jovem de 21 anos, que continha um telemóvel, dinheiro e documentos pessoais.

O suspeito foi intercetado pelo popular quando se punha em fuga e detido pela PSP.

Furto em viatura

A PSP deteve, também, um homem de 30 anos por furto no interior de uma viatura em Braga.

O suspeito foi entregue à polícia pelo proprietário da viatura, que o havia surpreendido no interior da mesma.

Os suspeitos foram detidos e notificados para comparecer nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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Braga

“Mais importante biblioteca particular sobre Braga” passa a estar disponível ao público

Na Biblioteca Pública de Braga

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Imagem ilustrativa. Foto: DR / Arquivo

A Universidade do Minho vai ficar com o espólio bibliográfico de Afonso Manuel Braga da Cruz, considerado “a mais importante biblioteca particular sobre Braga”, um “honra” para o reitor daquela academia que realça o “potencial de estudo” da coleção.

Em declarações à Lusa, Rui Viera de Castro explicou que da coleção, que ficará a cargo da Universidade do Minho (UMinho), fazem parte mais de 20 mil obras, “muitas delas raras” e que desta forma poderão ser vistas, consultadas pelo público, naquela que “é também uma missão da universidade, a de conservação de novas obras e enriquecimento do espólio” da Biblioteca Pública de Braga.

Segundo referiu o reitor, “é um acervo riquíssimo do ponto de vista histórico e que pode dar uma visão única para entender a sociedade ao longo de várias épocas, nomeadamente em Braga, seja do ponto de vista económico ou social”.

Da biblioteca privada da família Braga da Cruz fazem parte manuscritos, folhetos e fólios de 1528 até à atualidade, incluindo um importante núcleo referente à história da cidade de Braga, publicações ligadas à literatura, com destaque para a camoniana e camiliana, à história de Portugal, genealogia e heráldica, numismática, arte e azulejaria, matemática, física, química, ciências naturais, agricultura e vinhos.

“Além de todo o conhecimento sobre a área geográfica onde estamos e sobre o país, fruto da vivência da própria família, há que destacar a possibilidade de também conhecer através daquele espólio a realidade de S. Tomé e Príncipe e ainda outras antigas colónias portugueses”, apontou Rui Vieira de Castro.

A biblioteca congrega ainda um leque de publicações referentes ao direito romano, civil, administrativo, penal, comercial e canónico, monografias de Lisboa, Porto, Coimbra, Guimarães, Barcelos, Gerês e Galiza, congregando constituições, vários sermões e livros ascéticos, assim como manuais sobre música sacra e profana, revistas dos séculos XIX e XX e vários dicionários.

O novo espólio da UMInho vai ficar instalado em duas salas, na zona onde se encontram acondicionadas as coleções particulares da Biblioteca Pública de Braga, no complexo do Largo do Paço.

“A nossa missão também é esta. Enriquecer o património da cidade, conservá-lo, dá-lo a conhecer ao público e também estudá-lo. Para a família é uma forma de garantir a salvaguarda de todo o espólio e que o acesso a ele seja mais livre e fácil. É uma relação de dias vias”, apontou o reitor.

Manuel António Braga da Cruz, pai de Afonso Manuel Braga da Cruz, nasceu em Tadim, Braga, em 1897. Terminou o liceu em 1915 e formou-se em Matemática em 1919. Casou em 1929 com Alice de Araújo Afonso, de quem teve sete filhos. Cedo optou pelo ensino, tendo sido professor em liceus nos Açores, em Viana do Castelo e, por fim, em Braga, no Liceu Sá de Miranda. Foi um homem de cultura, bibliófilo, apaixonado e possuidor da mais importante biblioteca particular sobre Braga. Insigne bibliófilo e estudioso da história da cidade e da região, faleceu em Braga em 1982.

A cerimónia de assinatura da passagem do espólio da família para a UMinho será sexta-feira às 18:00, no Largo do Paço.

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