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Alto Minho

Eleições/Viana do Castelo: Distrito envelhecido volta a eleger seis deputados

Dados do EyeData

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Foto: DR / Arquivo

O distrito de Viana do Castelo, com uma média de 231.568 residentes em 2018 e a taxa mais baixa de desemprego do país, volta a eleger, nas eleições legislativas de outubro, seis deputados.

Em 2018, segundo dados do EyeData, uma ferramenta de análise de dados estatísticos criada pela Social Data Lab para a agência Lusa, o distrito tinha em média, no ano passado, 26.630 jovens até aos 15 anos de idade(11,5%). Já um quarto da população dos 10 concelhos tinha 65 ou mais anos (25%), num total de 50.180 pessoas.

O saldo populacional natural por 10.000 habitantes era de -63,48 e, a nível nacional de -25,26.

Em 2018, Viana do Castelo liderava no distrito a lista dos 10 concelhos com mais habitantes (em média 84.825) e Melgaço, o concelho mais setentrional do país, era o menos habitado, com 8.197 pessoas.

Com uma área de 2.219 quilómetros quadrados, Viana do Castelo tinha no ano passado uma percentagem de 3,53% de desempregados inscritos (em relação ao total de residentes entre os 15-64 anos), enquanto a média nacional se fixava nos 5,54%.

De acordo com dados de 2016 do EyeData, um trabalhador do distrito de Viana do Castelo ganhava em média cerca de 900 euros, enquanto a média nacional era 1.108 euros, sendo que a autarquias, segundo dados de 2017, eram as principais empregadoras da região.

O comércio e serviços, agricultura e pecuária, alojamento, restauração e indústria transformadora são outras das principais atividades económicas da região.

Nos últimos anos, alguns municípios, como Valença, a segunda cidade do distrito, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Paredes de Coura têm anunciado vários investimentos privados, sobretudo do setor automóvel.

No ano passado, o distrito apresentava a mais alta taxa de mortalidade infantil (5,07%), enquanto a média nacional se fixava nos 3,23%.

Em 2018, os beneficiários da Segurança Social, a partir dos 15 anos, representavam 44,51 % da população residente (abaixo da média nacional de 50,59%). Já os beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido e do Rendimento Social de Inserção eram 1,44% dos residentes, contra 3,20% no país.

Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca são três dos cinco municípios abrangidos pelo único parque nacional, criado em 1971. O Parque Nacional da Peneda-Gerês, classificado desde 2009 como Reserva Mundial da Biosfera, completa-se com os concelho Terras de Bouro (Braga) e Montalegre (Vila Real).

Vinte partidos e movimentos concorrem às eleições legislativas de 06 de outubro pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo: PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE, PCTP-MRPP, Aliança, PPM, RIR, Chega, Iniciativa Liberal, PNR, PAN, JPP, PDR, Livre, Partido da Terra, PURP, PTP e Nós, Cidadãos!.

De acordo com o mapa oficial publicado em 12 de agosto em Diário da República, os 240.942 eleitores do distrito de Viana do Castelo vão eleger seis representantes para a Assembleia da Republica.

Nas legislativas de 2015, de acordo com os dados do EyeData, a abstenção fixou-se nos 49,25% (a nível nacional situou-se nos 43,01%).

A coligação PSD/CDS-PP conquistou 45,54% dos votos e elegeu Carlos Abreu Amorim, Luís Campos Ferreira, Maria Emília Cerqueira e Abel Lima Baptista.

O PS somou 29,82% dos votos e elegeu Tiago Brandão Rodrigues e José Manuel Vaz Carpinteira. O Bloco de Esquerda contou com 7,96% dos votos, a CDU 5,24%, e o PAN 0,85%.

A proximidade dos municípios do Vale do Minho à Galiza resultou na construção de cinco pontes sobre o rio Minho. A última a ser inaugurada foi a travessia entre Vila Nova de Cerveira e Tomiño, em 2004 – num investimento que rondou os seis milhões de euros, a ponte veio resolver as difíceis ligações feitas até então por um ‘ferryboat’.

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Alto Minho

APPACDM de Ponte de Lima com exposição na Fundação Bienal de Cerveira

“Confrontos vividos por diversos autores”

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Foto: Facebook de APPACDM de Ponte de Lima

“Confrontos”, da autoria dos alunos da delegação de Ponte de Lima da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) é uma das três exposições de pintura a inaugurar no sábado, em Cerveira, e que iniciam o plano de atividades da Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) para 2020.

Em causa, para além de “Confrontos”, estão as exposições “Ilha dos Imortais”, de Tereza Trigalhos, e “Global Make-Up Program”, de Zoran.

A exposição da APPACDM “debruça-se sobre os confrontos vividos por diversos autores, sejam individuais, únicos e irrepetíveis, onde as intenções rumam à construção de projetos de vida e nos transportam para novos mundos, recorrendo à pintura, à cerâmica e diversas técnicas mistas”.

“Em termos das artes plásticas destaco as obras de Tereza Trigalhos e Zoran, até pelos seus currículos, mas é também muito importante para a FBAC a mostra dos trabalhos dos alunos da APPACDM, por resultar do trabalho do nosso serviço educativo”, afirmou, esta sexta-feira, à Lusa o diretor artístico da fundação, Cabral Pinto.

As exposições “Ilha dos Imortais”, “Global Make-Up Program” e “Confrontos” vão ser inauguradas, no sábado, às 16:00, no Museu Bienal de Cerveira, com a presença dos artistas representados.

Para Tereza Trigalhos, citada num comunicado enviado à imprensa, o objetivo da sua mostra consiste em “perpetuar a liberdade através de um apelo a que os seres se tornem livres e que não fiquem agarrados àquilo que nos querem impor”.

Já a mostra de Zoran, segundo o diretor coordenador do MAC – Movimento Arte Contemporânea e Ensino, Álvaro Lobato de Faria, representa “um entendimento globalmente vivido e vivenciado por cada um de nós quotidianamente, em que cada indivíduo é, talvez, o seu único passivo, acrítico e impudico espetador”.

O plano de atividades da FBAC para 2020, adiantou Cabral Pinto, prevê ainda, na primavera, a exposição 220 Edições de Arte: Ação e Luz2, de Silvestre Pestana e, entre 10 de julho a 13 de setembro, a XXI Bienal de Vila Nova de Cerveira, com o tema “Diversidade – Investigação. O Complexo Espaço da Comunicação pela Arte”.

A mostra “Mulheres Artistas na coleção da FBAC”, que retratará “o acervo e a intervenção das mulheres na pintura e nas artes”, e a exposição “De outro Modo”, de três artistas do Porto (Sobral Centeno, Vasco Coutinho e Manuel Porfírio), completam a programação de 2020.

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Alto Minho

Mais dois quilómetros de ecovia com passadiços em Arcos de Valdevez

Investimento de 175 mil euros

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Passadiços do Vez. Foto: O MINHO

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou, na última reunião do executivo, o arranque do procedimento concursal relativo à “Expansão da Rede de Ecovias – Ecovia de Loureda/Cabreiro”, com preço base de 175 mil euros.

“Com o presente projeto pretende-se realizar os trabalhos de implantação de uma ecovia com uma extensão aproximada de cerca de dois mil metros, e que permita a alteração à ecovia existente, desde o Poço das Caldeiras a S. Sebastião, que se desenvolvia ao longo de estrada municipal», lê-se no comunicado enviado a O MINHO.

O trajeto proposto desenvolve-se “de forma contínua ao longo do rio, em pavimento natural e passadiços”, disse a O MINHO fonte da Câmara.

A ideia passa por tornar o percurso “mais agradável e seguro para quem o quiser realizar e irá, ao mesmo tempo, aumentar o potencial turístico da ecovia, a qual já é procurada por milhares de turistas”, sublinha a mesma fonte.

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Alto Minho

Vestígios de acampamento com 2 mil anos, a 1.500 metros de altitude, em Arcos de Valdevez

Sítio do Alto da Pedrada

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Foto: Luis Beleza Vaz / Olhares

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou, esta sexta-feira, a abertura de um concurso para a realização de sondagens arqueológicas no sítio da Alto da Pedrada, no ponto mais alto da serra do Soajo, naquele concelho do Alto Minho.

O concurso, com valor base de 11.500 euros, servirá para comprovar a informação avançada em maio de 2019, de que existirá rastro de um acampamento militar, anterior ao século V, que poderá ser preservado, apurou O MINHO junto de fonte relacionada com arqueologia.

Segundo avança a autarquia, este projeto “está integrado” num esforço ibérico de “investigação dedicado ao estudo das relações estabelecidas entre o exército romano e as comunidades indígenas do Noroeste da Península Ibérica”. O projeto é coordenado por João Fonte, investigador do grupo científico Romanarmy.eu.

“Esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do nosso concelho, e, ao mesmo tempo para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez”, refere a mesma nota.

O Alto da Pedrada é o ponto mais alto do concelho arcuense, com cerca de 1.500 metros de altitude.

Segundo João Fonte, o local está muito bem conservado por estar dentro da área do Parque Nacional da Peneda-Gerês e por não ter tido grande impacto antrópico.

Com cerca de um hectare de extensão, o investigador afirmou que poderá ter acolhido “cerca de mil soldados” durante o final do século I a.C.

Apesar das evidências arqueológicas encontradas, a equipa de investigadores pretende agora “trabalhar esses locais”, uma vez que é ainda necessário “saber quais os momentos históricos a que se referem, e contextualizá-los”.

O objetivo da equipa passa por, durante a primavera e verão do próximo ano, arrancar com a primeira campanha para “validar o caráter e cronologia” dos mesmos.

“Se os primeiros resultados forem promissores, aí sim, vamos tentar avançar com um projeto mais amplo e, até pode ser que surjam outros sítios, porque a identificação destes locais ainda não terminou”, concluiu.

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