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Eleições Legislativas: Iniciativa Liberal quer privatização da Caixa Geral de Depósitos

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O partido Iniciativa Liberal defende a privatização, “como um todo ou em partes”, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), bem como a criação de legislação que impeça a “injeção de mais capital” no banco público.

Em comunicado, o partido dá conta de uma proposta que consta do seu programa eleitoral às eleições legislativas de 06 de outubro e que “pretende criar uma legislação impeditiva de injeção de mais capital da CGD, iniciando um processo de privatização da CGD e criando a possibilidade de ser vendida como um todo ou em partes”.

Na ótica da Iniciativa Liberal, esta medida “vai ao encontro do objetivo de impedir o Estado de voltar a injetar dinheiro na banca, incluindo na Caixa Geral de Depósitos, o banco que mais dinheiro dos contribuintes recebeu nos últimos anos”.

Com esta medida, o objetivo do partido passa por “retirar o Estado do sistema financeiro e tirar aos partidos do regime um instrumento de redistribuição de favores entre empresários próximos do regime político, bem como incentivar maior dinamismo e concorrência no sistema bancário português”.

Citado no comunicado hoje divulgado, o líder da Iniciativa Liberal declara que a CGD “custa mais aos contribuintes do que os outros bancos, cobra o mesmo às pessoas, entrou no mesmo cartel para prejudicar clientes e também está ao serviço de negócios privados de quem a controla”.

“Tudo igual aos outros bancos, a única diferença é que nos bancos privados também os acionistas perdem dinheiro com a má gestão”, indica Carlos Guimarães Pinto, notando que “no banco público são sempre os contribuintes a pagar e os responsáveis pela má gestão nunca têm absolutamente nada a perder”.

Na mesma nota, o partido cuja “principal missão” é “a defesa do indivíduo” e que “se apresenta na defesa das ideias liberais e da consolidação das mesmas a nível nacional”, refere que o programa eleitoral inclui também medidas como “a isenção de IRS no trabalho acima das 35 horas no setor privado, que correspondente à diferença entre o horário semanal de trabalho do público e do privado”.

Com esta medida, a Iniciativa Liberal pretende “repor a justiça possível na diferença entre horário de trabalho semanal de público e privado, limitando o aprofundamento desta injustiça no futuro, aliviando a carga fiscal e evitando aumentos de despesa pública que a reposição das 40 horas obrigariam”.

Outra das medidas defendidas por esta força política passa por “substituir o salário mínimo nacional por salário mínimo municipal”, que seria “definido por cada autarquia do país”.

No caso das ilhas, os governos regionais de cada arquipélago fixariam salários mínimos regionais.

“A proposta visa dar autonomia aos municípios para adotarem a remuneração mínima que mais se adeque à economia local”, lê-se na nota, que aponta como outros objetivos da proposta a descentralização de “uma componente da política económica que depende fortemente das condições económicas locais, fomentar a coesão territorial e flexibilizar o mercado de trabalho”.

Em termos fiscais, a Iniciativa Liberal defende “a taxa única de IRS de 15% para os rendimentos acima de 650 euros”, alegando que “o nível de isenção aumentaria 200 euros por cada filho ou 400 euros por filho para famílias monoparentais”.

“Com esta medida, a Iniciativa Liberal pretende garantir que os melhores talentos ficam no país e facilitar aumentos salariais por parte das empresas”, remata a nota.

Criado oficialmente em 2017, esta é a primeira vez que a Iniciativa Liberal se apresenta a umas legislativas.

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Os números do Euromilhões

1.° prémio: 173 milhões

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 17 de setembro: 22, 37, 43, 44 e 45 (números) e 1 e 12 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 173 milhões de euros.

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Debate Costa – Rio visto por 2,66 milhões de espetadores na SIC,TVI e RTP1

Eleições Legislativas 2019

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Imagem via RTP 3

O debate entre Rui Rio e António Costa, transmitido na segunda-feira em simultâneo pela SIC, TVI e RTP1 foi visto por 2,66 milhões de espetadores, segundo dados da GFK/CAEM esta terça-feira divulgados.

Segundo os dados fornecidos pelo Grupo Impresa, em média, cerca de 2,66 milhões de pessoas viram o único frente a frente televisivo entre os líderes do PS e PSD, de um total de 4,793 milhões de pessoas que estavam a ver televisão à mesma hora.

O debate foi liderado pela SIC no universo dos canais generalistas, com 22,3% de ‘share’ e 11,3% de audiência média, o que corresponde a 1,067 milhões de espetadores.

A TVI obteve 17,3% ‘share’, o que corresponde a uma audiência média de 8,2% ou cerca de 774 mil espetadores.

A RTP1, com um ‘share’ de 16,2%, registou cerca de 829 mil pessoas durante o debate televisivo (8,8% de audiência média).

As eleições legislativas realizam-se em 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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País

PCTP/MRPP critica PCP e BE por terem votado todos orçamentos do PS

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de PCTP/MRPP

O PCTP/MRPP critica o PCP e o Bloco de Esquerda por terem apoiado o Governo de António Costa e votado a favor de todos os orçamentos do Estado que apenas permitiram o pagamento da dívida e redução do défice.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito das eleições legislativas de 6 de outubro, a cabeça de lista pelo círculo de Lisboa do PCTP/MRPP, Maria Cidália Guerreiro, fez “uma avaliação negativa” da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo do PS, a chamada ‘geringonça’.

“Não correspondeu de facto às necessidades e ao que era expectável. Só existiu porque teve o apoio, neste caso, do PCP e do Bloco, que acabaram por votar a favor de todos os orçamentos”, lembrou.

A candidata considerou que o PCP e o BE viabilizaram “a existência, permanência e continuidade de um Governo que não deu resposta às questões essenciais”, mas que “apenas conseguiu responder aos compromissos internacionais” e que esteve “essencialmente vocacionado e direcionado para pagar uma dívida”.

“Foram quatro anos em que o principal objetivo foi pagar uma dívida que é impagável e que foi tentar reduzir o défice, que são imposições da União Europeia”, afirmou, sublinhando que uma “das primeiras medidas” do PCTP/MRPP “é a saída” de Portugal da União Europeia, do Euro e, “naturalmente, o não pagamento de uma dívida, que está a retirar toda a soberania” económica, monetária e bancária.

Para a cabeça de lista por Lisboa, não “é apenas” da responsabilidade do PS as consequências desta governação, mas de todos aqueles que a viabilizaram e fizeram esta aliança.

“Não podemos esquecer que não foi o PS que ganhou as eleições. Portanto, isto formou-se com a vontade de chegar ao poder e não para resolver os problemas. Os problemas essenciais não estão resolvidos”, sustentou.

Maria Cidália Guerreiro criticou também os órgãos de comunicação social por estarem “sistematicamente” a passar a ideia de que o Partido Socialista vai obter uma maioria absoluta a 6 de outubro, apelando para que os eleitores votem depois de fazer uma reflexão sobre os últimos quatro anos.

A candidata considerou que “não existiu um investimento público” nos principais setores, nomeadamente saúde, habitação e trabalho.

Nesse sentido, o PCTP/MRPP defendeu alterações ao Código de Trabalho e o alargamento das 35 horas semanais no setor privado e, na área da habitação, a revogação da lei das rendas, que está “a levar aos despejos e à especulação imobiliária”, bem como a municipalização dos solos.

Propondo “uma reforma na saúde” para que seja acessível para todos, a candidata frisa que deve ficar definido “a proibição de cativações na saúde”.

Caso o PCTP/MRPP consiga chegar à Assembleia da República, Maria Cidália Guerreiro promete “uma voz liberta de acordos, compromissos e jogos de poder”, prometendo “desmontar e denunciar todos os aspetos que no fundo não deixam que o país avance”.

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