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Futebol

Eleições do Vitória marcadas para 20 de julho

Eleições antecipadas

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Foto: Divulgação/Vitória SC (Arquivo)

As eleições para os órgãos sociais do Vitória de Guimarães vão realizar-se em dia 20 de julho, sábado, anunciou hoje o presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube da I Liga portuguesa de futebol, Isidro Lobo.

Num breve anúncio proferido na academia do clube, o dirigente afirmou que as listas candidatas podem ser formalizadas até às 18:00 de 19 de junho, com um mínimo de 300 assinaturas de sócios efetivos, e pediu um ato eleitoral com “civismo e máximo respeito”.

O clube vimaranense, cuja equipa de futebol obteve o quinto lugar na última edição da I Liga, vai novamente a votos, após a demissão da direção presidida por Júlio Mendes, anunciada na segunda-feira.

O dirigente justificou a demissão com o “clima de contestação” ao seu trabalho, ao longo da última temporada desportiva, e também à indisponibilidade dos sócios para abrirem a SAD vitoriana, responsável pelo futebol, a maior investimento externo – 57% dos sócios recusaram discutir uma mudança nos estatutos do clube nesse sentido, numa Assembleia Geral realizada em 08 de setembro de 2018.

Júlio Mendes foi reeleito para um terceiro mandato à frente do clube em 24 de março de 2018, quando derrotou o candidato Júlio Vieira de Castro, com 52,4% dos votos válidos, no ato mais participado da história do clube – votaram 7.274 sócios.

O presidente demissionário do Vitória de Guimarães, que já garantiu continuar em funções até ao dia das eleições, assumiu a liderança do clube em 31 de março de 2012, quando derrotou Pinto Brasil nas urnas, com 63% dos votos válidos, e foi reeleito pela primeira vez em 2015, num ato em que foi o único candidato.

O Conselho Vitoriano, num comunicado hoje emitido, apelou aos sócios do emblema vimaranense para encararem as próximas eleições “como um novo fôlego numa história centenária” – o clube foi fundado em 1922 – e para participarem no processo eleitoral com “serenidade, elevação e dedicação”.

O órgão consultivo, presidido por Carlos Alpoim, disse ainda estar disponível para “colaborar na resolução da atual situação do clube”, tendo ainda agradecido o trabalho da direção presidida por Júlio Mendes.

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Futebol

Vice-presidente do Vitória vai apresentar queixa ao Ministério Público contra candidato às eleições

Daniel Rodrigues – Um Vitória à Vitória (lista C) alegou que Armando Marques, além de “controlar o futebol”, está também preocupado em “controlar o processo eleitoral”, com uma “estrutura a ir ao encontro dos sócios” para supostamente favorecer o Movimento “Todos Vitória” – Miguel Pinto Lisboa (lista B)

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Foto: Divulgação

Armando Marques, um dos atuais vice-presidentes do Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, revelou hoje que vai apresentar queixa no Ministério Público (MP) contra Daniel Rodrigues, um dos candidatos às eleições do clube.

Num debate a propósito do ato eleitoral do próximo sábado, transmitido pelas duas rádios locais de Guimarães, Fundação e Santiago, o ‘rosto’ da lista C alegou que o vice-presidente, além de “controlar o futebol”, está também preocupado em “controlar o processo eleitoral”, com uma “estrutura a ir ao encontro dos sócios” para supostamente favorecer a lista B, encabeçada por Miguel Pinto Lisboa.

Num comunicado hoje enviado à imprensa, Armando Marques disse “repudiar, de forma veemente as afirmações” de Daniel Rodrigues e confirmou a apresentação de uma queixa junto do MP.

“Nessa medida, o signatário dará entrada nos serviços do Ministério Público do procedimento criminal com vista ao apuramento da verdade”, lê-se na nota.

O ainda vice-presidente dos minhotos considerou que o “teor” das palavras do candidato é “revestido de especial gravidade”, face ao “momento eleitoral que o clube vive”, cabendo-lhe o “ónus da sua prova em sede própria”.

Armando Marques salientou ainda que a decisão foi tomada após o comunicado hoje divulgado pela Mesa da Assembleia-Geral do clube, a dizer que “não tem conhecimento de que as listagens de sócios tenham sido fornecidas a quem quer que seja”.

A nota, assinada pelo ainda presidente desse órgão, Isidro Lobo, frisou ainda que o “processo eleitoral tem decorrido com escrupuloso respeito pelo que preveem os estatutos do Vitória” e pediu a todos que possam aceder às listagens de sócios, “por força das suas funções profissionais”, que avisem a Mesa da Assembleia-Geral de algo “suscetível de afetar a validade do ato eleitoral”.

Além das candidaturas de Daniel Rodrigues e de Miguel Pinto Lisboa, as próximas eleições do Vitória de Guimarães contam ainda com a lista A, encabeçada por António Miguel Cardoso.

O ato eleitoral vai decorrer na sequência da demissão em bloco da direção liderada por Júlio Mendes, anunciada em 27 de maio. Armando Marques é vice-presidente do clube desde 2012, ano em que Júlio Mendes foi eleito presidente pela primeira vez.

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Futebol

Vitória vende Tyler Boyd aos turcos do Besiktas por 2,4 milhões

Valor pode aumentar, dependendo de certos objetivos, e clube fica com 20% do passe

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Foto: Divulgação

O extremo Tyler Boyd deixou o Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, e reforçou o Besiktas, da Turquia, num negócio realizado por 2,4 milhões de euros, confirmou hoje o emblema vimaranense no sítio oficial.

O clube minhoto acrescentou, na mesma nota, que a transferência pode ainda incluir “verbas dependentes do cumprimento de objetivos individuais e coletivos” e que 20% dos direitos económicos do jogador de 24 anos estão ainda na sua posse.

Transferido numa fase em que só tinha contrato com os vitorianos por mais um ano, Tyler Boyd assinou pelo terceiro classificado da mais recente edição da Liga turca e vai prosseguir a carreira num país que já conhece – esteve emprestado ao Ankaragucu, na segunda metade da época passada, e marcou seis golos em 14 jogos.

O extremo nem sequer integrou a pré-época vitoriana, depois de ter ajudado a sua seleção, os Estados Unidos, a chegar à final da Gold Cup da CONCACAF – marcou dois golos em quatro jogos na prova, que decorreu entre 16 de junho e 08 de julho, conquistada pelo México.

Tyler Boyd chegou a Guimarães no início da época 2015/16, oriundo do Wellington Pheonix, da Nova Zelândia (o seu país de origem), e estreou-se na I Liga nessa primeira temporada, mas, até ao final da temporada 2016/17, jogou sobretudo pela equipa B, do segundo escalão – marcou 13 golos em 73 jogos.

Após ter sobressaído no Tondela, versão 2017/18, com cinco golos em 29 jogos, o ala regressou ao Vitória na época seguinte e até a começou como titular, mas perdeu espaço e acabou cedido ao Ankaragucu em janeiro de 2019, depois de ter apontado um golo em 13 jogos.

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Futebol

As principais mudanças nas leis de jogo para a nova época

Substituições e cartões para o banco de suplentes entre as mudanças na arbitragem

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou hoje quais as principais mudanças nas leis de jogo para a época 2019/2020, entre as quais estão também algumas clarificações sobre os lances de mão na bola.

Numa ação de formação promovida para jornalistas e comentadores desportivos dos órgãos de comunicação social, na Cidade do Futebol, em Oeiras, João Ferreira, vice-presidente do CA, acompanhado dos árbitros internacionais Tiago Martins e Hugo Miguel, deram conta das principais alterações às leis de jogo para a época que se inicia em 04 de agosto, com a realização da Supertaça Cândido de Oliveira, entre Benfica e Sporting, no Estádio Algarve.

As alterações definidas pelo International Board (IFAB) foram explicadas pelos responsáveis lusos, nomeadamente a da obrigatoriedade de os jogadores passarem a ter de sair de campo, aquando de uma substituição, pela linha mais próxima, ficando assim para trás a necessidade de se dirigirem até à linha de meio-campo, junto aos bancos de suplentes.

Uma alteração que, segundo João Ferreira, “procura aumentar o tempo útil de jogo” e evitar “perdas de tempo propositadas”.

Outra mudança para a época 2019/20 diz respeito às sanções disciplinares dos elementos presentes no banco de suplentes.

Se até esta data a única ‘ferramenta’ ao dispor do árbitro era a ordem de expulsão, a partir de agora o juiz pode identificar o elemento presente no banco de suplentes para o advertir, mostrar cartão amarelo ou vermelho, consoante a gravidade da infração. Refira-se que, em caso de não ser possível identificar o elemento que infringiu a lei, será o treinador principal a assumir a responsabilidade e será ele o alvo da correspondente ação disciplinar.

Por fim, entre as várias mudanças apresentadas, destaque para o esclarecimento nos lances de mão na bola.

Mantém-se na lei que há infração quando o jogar tocar “deliberadamente” na bola com a mão, mas que só é considerada uma ação deliberada quando a colocação do braço aumenta a volumetria do jogador ou a bola tocar no braço quando este está acima do nível dos ombros.

Segundo João Ferreira, lances em que o jogador tem os braços ao lado do corpo, “numa posição natural”, não devem ser sancionados, assim como não deve ser assinalada qualquer falta quando a intenção do jogador é jogar a bola com o pé e esta acaba por ressaltar para o braço.

A nova lei faz também uma distinção entre defesas e avançados no que a esta questão diz respeito, uma vez que num lance em que a bola toque no braço de um atacante e daí resulte um golo imediatamente a seguir, este deverá ser anulado, mesmo que o toque tenha sido involuntário, como no caso de um ressalto.

A mesma regra aplica-se no caso de o toque na mão, mesmo que involuntário por parte do atacante, crie de imediato um lance de golo ou situação de perigo, situação na qual o árbitro deverá também assinalar infração.

Já no caso de um defesa, caso esta toque no seu braço involuntariamente e se encaminhe para o fundo da baliza, o golo deverá ser validado.

Por último, a nova lei clarifica também a intervenção involuntária do próprio árbitro no jogo, que sempre que toque na bola e isso altere o sentido do jogo deve parar a partida e dar a bola à equipa que estava na sua posse, evitando assim situações em que a equipa adversária recupera a bola fruto de uma situação em que nada fez para que tal acontecesse.

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