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Região

Eleições da Turismo Porto e Norte Portugal decorrem hoje com lista única

Ato eleitoral entre as 14:00 e as 18:00 em Viana do Castelo

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Foto: Divulgação

As eleições antecipadas da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) realizam-se hoje, em Viana do Castelo, entre as 14:00 e as 18:00, com uma única lista candidata, liderada por Luís Pedro Martins.

As eleições realizam-se apenas na sede da entidade regional de turismo, em Viana do Castelo.

A demissão em bloco a 05 de dezembro de três dos cinco elementos da Comissão Executiva da TPNP e do presidente da Mesa da Assembleia Geral, Eduardo Vítor Rodrigues, obrigaram à convocação de eleições antecipadas, às quais concorre apenas uma lista, encabeçada por Luís Pedro Martins, atual diretor executivo na Torre dos Clérigos.

Luís Pedro Martins irá ser eleito presidente da entidade de Turismo. Foto: DR

Entre as 86 câmaras do Norte do país que podem ir a votos, nove municípios não estão incluídos no caderno eleitoral porque “estavam em falta com pagamento de quotas”. Das mais de 130 entidades privadas membros da TPNP, apenas 39 estão incluídas no caderno eleitoral.

No dia 04 de janeiro apareceram duas listas candidatas para as eleições da TPNP, mas ambas foram rejeitadas pelo presidente da Mesa da Assembleia da TPNP por “irregularidades”.

A primeira lista candidata era liderada por Júlio Meirinhos, jurista e ex-presidente da Câmara de Miranda do Douro, e a segunda lista foi encabeçada por Luís Pedro Martins, atual diretor executivo da Torre dos Clérigos no Porto e licenciado em ‘design’ pela Escola Superior de Artes e Design.

Depois das duas listas candidatas terem sido rejeitadas, decorreu uma reunião entre os dois candidatos, que celebraram um acordo para haver uma única lista a concorrer, “em nome da coesão regional e da importância do setor do Turismo para a economia da região Norte”.

O presidente interino da TPNP é Jorge Magalhães, que substituiu Melchior Moreira, em prisão preventiva desde o final de 2018 no âmbito da operação Éter, uma investigação em curso da Polícia Judiciária sobre uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública que culminou com a indiciação de cinco arguidos.

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Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

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Foto: DR

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

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Cávado

Funeral de Paulo Gonçalves realiza-se sexta-feira, às 16 horas

Informou o Município de Esposende

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O funeral de Paulo Gonçalves, piloto que morreu no Rali Dakar, irá realizar-se na próxima sexta-feira, às 16:00 horas, em Gemeses, informou a autarquia de Esposende em comunicado enviado a O MINHO, confirmando a informação previamente avançada pela revista TV7 Dias.

“Ele foi autopsiado, amanhã [22 de janeiro] será reconhecido o corpo pela embaixada e lacrado o caixão. Na quinta-feira, dia 23, chega a Portugal e irá diretamente para a Igreja de Gemeses, em Esposende, onde será velado durante a noite”, disse uma fonte ligada ao piloto à publicação.

De acordo com a nota posterior da autarquia, “o cortejo fúnebre passará, na quinta-feira, cerca das 11:30, pelo centro de Esposende, antes de rumar a Gemeses, onde decorrerão as cerimónias fúnebres”.

“A última homenagem a Paulo Gonçalves decorrerá no trajeto do cortejo fúnebre, prevendo-se a concentração de motos na marginal-sul de Esposende. À passagem do cortejo fúnebre pela Praça do Município será cumprido um minuto de silêncio, antes de rumar a Gemeses, onde o corpo ficará em câmara ardente a partir das 16:00 horas”, acrescenta.

Paulo Gonçalves faleceu dia 12 de janeiro, aos 40 anos, na sequência de uma queda sofrida ao quilómetro 273 da sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, cuja 42.ª edição se disputou este ano na Arábia Saudita.

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Braga

Irmãos de António Variações em palco com quatro orquestras para “espetáculo ímpar”

No Europarque, em Santa Maria da Feira

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Jaime, Adosinda e Luiz Ribeiro, com o ator Sérgio Praia, protagonista do filme "Variações". Foto: Ricardo Santos / Revista "Lux" (2016)

Jaime e Luíz Ribeiro, irmãos do músico António Variações (1944-1984), sobem sábado ao palco do Grande Auditório do Europarque, em Santa Maria da Feira, para participar num “espetáculo ímpar” com mais de 200 instrumentistas de quatro bandas sinfónicas.

O concerto é uma produção desse município do distrito de Aveiro e, marcando o encerramento do cartaz de 2020 da Festa das Fogaceiras, reunirá os coletivos musicais de Arrifana, Lobão, Vale e Souto para a interpretação de um ‘medley’ instrumental, 11 temas com acompanhamento vocal – pelos irmãos de Variações e também por Joana Espadinha, Joana Almeirante e Goodfellas – e ainda um arranjo final.

“Com 200 músicos em palco, vai ser um espetáculo ímpar, algo realmente diferente, e isso deixa-nos muito orgulhosos porque demonstra como o António tinha de facto um talento tão especial que ainda hoje, passados tantos anos, continua a emocionar as pessoas e a fazer tanta gente gostar dele, mesmo nas gerações mais novas”, declara Luíz Ribeiro, irmão do artista homenageado.

Jaime Ribeiro refere que formatos idênticos já foram apresentados em Idanha-a-Nova e Braga, mas realça que nunca antes foi testado um registo “com tantos músicos em palco”, pelo que defende que esta “experiência inédita vai ser muito bonita e terá um impacto diferente, mais marcante”.

O espetáculo está a ser planeado desde meados de 2019 sob a direção artística de Marcelo Alves, que assina os novos arranjos dos temas a apresentar ao público e os vem preparando em estreita colaboração com os maestros daquelas que são “as quatro e únicas bandas sinfónicas da Feira”.

Os ensaios gerais com os solistas convidados começam esta quinta-feira e permitirão ultimar um espetáculo com “uma sonoridade muito própria, já que os instrumentistas vão garantir às canções de António Variações um registo tão ou mais rock do que aquele que uma banda de rock permitiria”.

Marcelo Alves diz à Lusa que isso resulta do profundo conhecimento que os maestros envolvidos no projeto revelam ter sobre “as potencialidades de cada instrumento sinfónico” e antecipa assim um desempenho coletivo “com estrondo e com um som poderoso”.

Os temas de António Variações selecionados para o alinhamento do concerto não foram, por isso, deixados ao acaso: irá ouvir-se, por exemplo, “O corpo é que paga”, “Estou além”, a “Canção do Engate” e “Maria Albertina”.

Jaime Ribeiro, que nunca seguiu uma carreira profissional como artista, mas sempre se dedicou à música, vai interpretar “Que pena seres vigarista”, evocando assim o facto de que o irmão “adorava Amália e, portanto, também o fado”.

Já Luíz, que se dedica à música de forma menos regular, mas já reuniu “para os filhos, netos e família” 16 faixas sobre “saudade e nostalgia” no álbum “Então fui a Braga”, cantará no Europarque “Deolinda de Jesus” e reconhece que essa escolha “é simbólica”.

“É uma canção do António sobre a nossa mãe. Mas, no fundo, fala de todas as mães e de um sentimento com que todos se identificam, qualquer que seja a sua origem e a sua idade”, conclui.

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