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Eixo Atlântico preocupado com atrasos na modernização da Linha do Minho

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Foto: DR/Arquivo

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, alertou esta quinta-feira que, ao contrário do prometido, a empreitada para modernizar a Linha do Minho desde Viana até Valença ainda não foi adjudicada, temendo atrasos numa obra “extremamente necessária”.

“Estamos muito preocupados porque, apesar de o secretário de Estado nos ter dado garantias de que as obras vão terminar no fim de 2019 – e nós temos motivos para acreditar porque nunca nos enganou – a verdade é que já vão dois atrasos nos tempos que se havia falado para assinar os contratos”, afirmou o responsável à margem do lançamento, esta quinta-feira na Corunha, em Espanha, do Plano de Ação da Agenda Urbana do Eixo Atlântico.

Estas obras permitirão que a ligação ferroviária por Alfa Pendular possa chegar a Valença, perto da fronteira com Espanha e com a cidade de Tui, ficando a faltar, do lado espanhol, a ligação a Vigo, uma antiga reivindicação do Eixo Atlântico, organismo que congrega 38 municípios portugueses e galegos.

Para criar um corredor de ligação ferroviária em alta velocidade entre o norte da Galiza e Lisboa, que permita a alta velocidade do lado espanhol, faltam 30 quilómetros entre Vigo e a fronteira portuguesa devidamente eletrificados e modernizados e uma saída da linha a sul de Vigo.

“Estamos muitos satisfeitos que o governo português tenha aceitado pôr sobre a mesa do governo espanhol a saída sul de vigo e agora estamos à espera que concretizem e a próxima cimeira ibérica dê o pontapé de saída para que o governo espanhol construa os 30 quilómetros que faltam entre a saída a sul de Vigo e Tui-Valença”, destacou.

Segundo o Plano de Investimentos em Infraestruturas Ferrovia 2020, apresentado pelo Governo em fevereiro de 2016, a segunda fase das obras da linha do Minho, deveria ter início entre outubro e dezembro de 2017.

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