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Eixo Atlântico pede exceção de teste à covid-19 na fronteira com Galiza

Espanha exige teste negativo para entrar no país

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Foto: DR / Arquivo

O Eixo Atlântico pediu hoje ao ministro da Saúde espanhol que considere a eurorregião Galiza/Norte de Portugal como “exceção”, caso venha a decidir alargar às fronteiras terrestres entre os dois países a exigência de apresentação de teste negativo.

“Solicitamos ao seu Ministério, no caso de estender a norma para além dos portos e aeroportos, que considere excecional a situação da eurorregião Galiza – Norte de Portugal, de modo a permitir a continuidade das nossas atividades sociais e económicas dentro das limitações que a pandemia, principalmente, a prevenção da mesma e o bom senso aconselham”, refere a carta hoje enviada pelo Eixo Atlântico a Salvador Illa Roca.

Espanha vai passar a exigir a partir de 23 de novembro a apresentação de um teste PCR negativo realizado 72 horas antes da chegada a um aeroporto ou porto do país de um viajante vindo de países de risco.

Portugal incluído na lista de novas restrições em Espanha

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde espanhol anunciou que as agências de viagens, operadores turísticos e empresas de transporte aéreo ou marítimo, e qualquer outro agente que venda bilhetes, devem passar a informar desta nova exigência os passageiros de países considerados de risco da pandemia de covid-19 cujo destino final seja um aeroporto ou porto espanhol”.

Hoje, o Eixo Atlântico, presidido pelo autarca de Braga, Ricardo Rio, pediu ao Governo espanhol que considere a atribuição de “discriminação positiva” aos portugueses da região Norte.

O Eixo Atlântico é uma associação que reúne 36 municípios do Norte de Portugal e da Galiza.

“Quero transmitir-lhe uma situação que o seu Ministério deve levar em consideração, pois responde às circunstâncias muito características da Espanha. Refiro-me a Portugal, país com o qual Espanha partilha a fronteira mais longa e estável da Europa, com relações sociais, culturais e económicas muito fortes”, refere a missiva assinada pelo secretário-geral do Eixo Atlântico.

No documento, Xoan Mao sublinha que na eurorregião Galiza/Norte de Portugal aquelas relações “adquirem o perfil de um território comum que, na prática, tem muito mais afinidades quotidianas do que as que existem, por exemplo, entre a Galiza e o Levante ou a Andaluzia”.

Espanha exige teste negativo à covid a portugueses que queiram entrar no país

Segundo o Eixo Atlântico, aquele relacionamento transfronteiriço é “responsável por um fluxo constante de população, composta maioritariamente por trabalhadores transfronteiriços, mas também por estudantes e investigadores de universidades, por executivos e empresários, e por cidadãos da esfera cultural, que se deslocam semanalmente ou em muitos casos diariamente a fronteira”.

“Não é necessário explicar os problemas que a aplicação desta medida, de forma indiscriminada, causaria no desenvolvimento económico da eurorregião”, alerta.

A nova medida cumpre a recomendação europeia de 13 de outubro, que aconselhou os Estados-membros da União Europeia a terem por base nas suas restrições de viagem na União Europeia a situação epidemiológica, estabelecendo um código de cores por zona.

Esta medida vem juntar-se aos controlos sanitários que já se efetuam, controlo visual e temperatura, a todos os passageiros internacionais nos pontos de chegada a Espanha.

O país já chegou quase aos 1.400.000 casos positivos de covid-19 desde o início da epidemia e está perto das 40.000 mortes, de acordo com dados do Ministério da Saúde espanhol.

A incidência média acumulada por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias é hoje de 514,2 casos, inferior a países como Itália (655,4) e França (908,5), e bastante longe da Bélgica (1.458,4) e da República Checa (1.390,1).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.285.160 mortos em mais de 52,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.103 pessoas dos 192.172 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Alto Minho

Marcelo vence em Ponte de Lima. André Ventura em segundo (e Vitorino Silva em quarto)

Eleições presidenciais 2021

Já está fechada a contagem dos votos em Ponte de Lima, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa. André Ventura surge em segundo lugar, seguindo-se Ana Gomes. Vitorino Silva é quarto.

No concelho de Ponte de Lima, Marcelo Rebelo de Sousa conquistou o primeiro lugar colhendo 11.696 votos, André Ventura, em segundo, obteve 1.996 votos, seguido por Ana Gomes, com 1.478.

Vitorino Silva ocupa o quarto lugar, com 703 votos, Marisa Matias ficou em quinto, com 577 votos, Tiago Mayan em sexto, com 432 votos, e João Ferreira, por último, com 423 votos.

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Viana do Castelo

Marcelo vence em Viana. Ana Gomes em segundo (e João Ferreira em quarto)

Eleições presidenciais

Fonte: MAI

Já está fechada a contagem dos votos no concelho de Viana do Castelo, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa. Ana Gomes surge em segundo lugar, seguindo-se André Ventura.

Resultados em Viana do Castelo. Fonte: MAI

No concelho de Viana do Castelo, Marcelo Rebelo de Sousa conquistou o primeiro lugar colhendo 21.674 votos, Ana Gomes, em segundo, obteve 4.838 votos, seguida por André Ventura, com 3.859.

João Ferreira ficou em quarto, com 1.575 votos, Marisa Matias, em quinto, com 1.442, Vitorino Silva, em sexto, com 1.266, e Tiago Mayan, por último, com 970 votos.

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Alto Minho

Surto no lar da Santa Casa de Paredes de Coura infeta 102 utentes e funcionários

Covid-19

Foto: DR

Um surto de covid-19 no lar da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura infetou 74 dos 80 utentes e 28 dos 44 funcionários, disse hoje o provedor da institutição.

Em declarações à agência Lusa, o padre Manuel Alberto Lourenço explicou que dos 74 utentes do lar de idosos, “um foi transferido, na sexta-feira, para o hospital de Viana do Castelo e, hoje de manhã, um outro utente sofreu um AVC”.

“A situação parece está a tornar-se mais calma, com todas as ajudas e com toda a colaboração. Temos a ajuda de uma Brigada de Intervenção Rápida (BIR) e de vários voluntários. Temos tido a ajuda possível, sabendo de antemão que se a situação estabilizar irá correr tudo bem, se se agravar iremos precisar de mais recursos humanos”, referiu o provedor.

Segundo o pároco, os 28 funcionários infetados pelo primeiro surto a afetar a instituição desde março de 2020, “estão em casa, em recuperação”.

“Tenho contactado com eles todos os dias. Alguns estão bem, assintomáticos, outros, porém, apresentam alguma sintomatologia associada à covid-19. Mas estão bem”, referiu.

“Os trabalhadores que não estão infetados estão a dar tudo por tudo. Não olham a horas de serviço para estarem a prestar cuidados aos idosos”, destacou.

O surto, explicou o provedor, “teve início no dia 13, quando cinco utentes foram testados por apresentarem sintomatologia associada à covid-19”.

Os seis utentes que não contraíram a doença causada pelo novo coronavírus “estão isolados na instituição, sendo que, na próxima semana, serão novamente testados, assim como o primeiro grupo de utentes testados há 15 dias”, acrescentou.

“Na segunda e terça-feira, os primeiros funcionários infetados com covid-19 vão fazer testes no centro de saúde e se tudo correr bem poderão voltar ao trabalho”, adiantou.

O provedor manifestou ainda “gratidão a todas as entidades parceiras, Câmara Municipal de Paredes de Coura, Unidade de Saúde Pública do Alto Minho (ULSAM) e Centro de Saúde de Paredes de Coura, Centro Distrital da Segurança Social, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Cruz Vermelha Portuguesa, por serem incansáveis e sempre presentes no acompanhamento de toda a situação”.

“Têm-nos ajudado no desenvolvimento das melhores estratégias para enfrentarmos o dia a dia na Misericórdia”, afirmou.

“Não tem sido fácil gerir os dias que correm. A situação é delicada, pois trata-se da saúde das pessoas. Continuamos todos a dar o nosso melhor, toda a nossa dedicação e esforço para que tudo regresse à normalidade, o mais breve possível”, referiu.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.107.903 mortos resultantes de mais de 98,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.194 pessoas dos 624.469 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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