Eis o 11 (e treinador) do século do Vitória SC

Centenário

Os sócios do Vitória SC elegeram o onze ideal dos últimos 100 anos, equipa que foi anunciada esta quinta-feira à noite, durante a gala comemorativa do centenário do ’emblema’ de Guimarães.

Na baliza, o ‘eterno’ Neno foi unânime. O guarda-redes nascido em Cabo Verde, naturalizado português e cidadão de Guimarães por amor, estreou-se no Vitória na temporada 84/85, por empréstimo do Benfica. Embora ainda com um regresso aos ‘encarnados’ acabou por regressar a Guimarães entre 1988 e 1990 e novamente entre 1995 e 1999. Faleceu de forma trágica em 11 de junho de 2021. Tem uma bancada e um mural com o seu nome no Estádio D. Afonso Henriques. Fez 133 jogos pelo Vitória.

Foto: DR

Na defesa, as laterais foram entregues a Dimas (esquerdo) e Ricardo Pereira (direito). Em comum, jogaram apenas duas temporadas na equipa principal do Vitória, mas deixaram boas recordações e acabaram por se tornar em jogadores internacionais de elevado valor. Dimas veio do Estrela da Amadora em 1992 e saiu para o Benfica em 1994. Jogou 71 vezes pelo Vitória e marcou um golo.

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Já Ricardo Pereira veio da formação do Sporting e ‘brilhou’ na equipa principal do Vitória em 2012/13, saindo para o FC Porto. Está há cinco temporadas no Leicester, da Premier League inglesa. Jogou 39 vezes pelo Vitória e marcou oito golos.

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Já os centrais, e primeiros estrangeiros da equipa, escolhidos foram o brasileiro Geromel, que jogou três temporadas (2005-2008) até sair para o Koln (Alemanha) e Tapsoba, que se impôs como patrão da defesa vitoriana na época de 19/20, saindo para o Bayer Leverkusen, também na Alemanha, onde é titular pela quarta temporada consecutiva. Geromel fez 76 jogos e um golo pelo Vitória. Tapsoba jogou em 30 ocasiões e marcou sete golos.

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No meio-campo, foi escolhido N’Dinga, zairense associado ao caso que levou à descida de divisão da Académica, e que ainda hoje mexe com os associados de ambas as equipas. O médio-centro jogou dez temporadas (1986-1996) no Vitória, transferindo-se depois para uma equipa do seu país natal, onde terminou carreira.  No ’emblema’ de Guimarães fez 335 jogos, marcando 23 golos.

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Acompanham-no Pedro Mendes, natural de Moreira de Cónegos, formado no Vitória e que brilhou em clubes como o FC Porto, Sporting, Tottenham ou Rangers. Terminou a carreira no clube do coração – o Vitória – pelo qual fez um total de 91 jogos sete golos.

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A fechar o miolo foi escolhido o eterno capitão Pedro Barbosa, conhecido como o poeta do futebol. O médio ofensivo de grande qualidade foi formado no FC Porto mas deu nas vistas no Vitória, onde alinhou quatro temporadas (1991-1995). Transferiu-se depois para o Sporting, onde terminou a carreira em 2005. Fez 118 jogos no Vitória SC, marcando um total de 22 golos.

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No trio de ataque, os sócios escolheram o inesquecível Paulinho Cascavel.

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À semelhança dos laterais, também Paulo Roberto Bacineli, nascido em Cascavel, no Brasil, apenas alinhou pelos vitorianos em duas temporadas, mas 60 golos em em 76 jogos tornaram-no numa das maiores figuras de sempre do clube Transferiu-se em 1987 para o Sporting, onde jogou mais três temporadas, acabando a carreira no Gil Vicente em 1991.

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Ao lado de Cascavel está o famalicense Vítor Paneira, que tem um percurso inverso à maioria dos jogadores do centenário. Brilhou no Benfica e ainda se transferiu para o Vitória onde voltou a brilhar ao longo de quatro temporadas, apesar de só ter marcado 19 golos. Acabou a carreira em 2001, na Académica, tornando-se treinador.

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A completar o ataque está Raphinha, hoje um dos jogadores mais cobiçados no mundo. O extremo brasileiro, atualmente no Barcelona, esteve três épocas e meia no Vitória, mas apenas foi regular nas duas últimas temporadas, marcando 22 golos em 84 jogos. Antes de aterrar no Nou Camp, passou por Sporting, Rennes e Leeds.

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A fechar o elenco, Rui Vitória foi selecionado como treinador do ano para os vitorianos. Foram quatro épocas (2011-2015) de muito sucesso, onde inscreveu o nome do clube na galeria da Taça de Portugal, feito que os adeptos, sempre muito exigentes com as equipas técnicas, não esquecem. Fez 155 jogos pelo clube de Guimarães, venceu 61.

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