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Viana do Castelo

Edifício em Viana do Castelo devoluto há 30 anos vai ser habitação de luxo

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Foto: Olhar Viana do Castelo

O antigo armazém da Quimigal Adubos, um edifício devoluto e abandonado há mais de três décadas na frente ribeirinha de Viana do Castelo, vai ser demolido e transformado em habitação de luxo, divulgou hoje o promotor da obra.

“A reabilitação desta zona nobre da cidade vai ser o maior investimento da última década, no setor imobiliário, em Viana do Castelo”, afirmou hoje à agência Lusa, Fernando Peixoto.

O imóvel, antigo armazém da Quimigal Adubos, em avançado estado de degradação, está situado junto à antiga doca comercial onde está atracado o navio museu Gil Eannes. Para aquela zona está ainda prevista a construção de uma marina atlântica que sirva navios de cruzeiro.

“No futuro, será uma grande valorização para o empreendimento porque, nessa altura, esta zona da cidade será uma das portas de entrada mais importantes da cidade, com a chegada dos grandes veleiros vindos de toda a Europa”, afirmou o empresário.

Mais do que o investimento na aquisição do imóvel e no projeto de transformação em habitação, Fernando Peixoto, de 50 anos, um dos dois sócios do projeto Reabilitar Viana, “prefere” destacar “a paixão pela cidade e pela valorizarão do património da cidade”.

“O valor final global deste projeto envolve alguns milhões de euros. É um empreendimento virado para as famílias, para fixar famílias no centro da cidade”, destacou.

O edifício foi adquirido “há cerca de duas semanas, sendo que as obras deverão começar ainda este ano”.

“O projeto está em fase de conclusão. Está a ser feito com todo o cuidado. Dentro de duas semanas deverá dar entrada na câmara o pedido de licenciamento e esperamos, ainda este ano, iniciar a demolição, para iniciar a empreitada”.

Construído de raiz, o empreendimento vai ocupar uma área de 5.550 metros quadrados, com cave, rés do chão e dois andares, num total de 22 apartamentos.

“Em forma de ‘U’ o edifício vai nascer totalmente virado para o mar e terá, a meio, uma praça verde, aberta à comunidade. O projeto do arquiteto Fernando Jorge vai ser apresentado à cidade, em breve”, adiantou.

Criado, em 2016, o projeto Reabilitar Viana “começou com um apartamento e tem, atualmente, quer em fase de projeto ou já em reabilitação, cerca de 100 apartamentos situados em prédios antigos de várias ruas do centro histórico da cidade”.

“Reabilitamos o passado, mas garantimos condições de habitabilidade e conforto do século XXI. É o conceito de chave na mão, com muita qualidade. A empresa aposta sobretudo no produto “chave na mão” que envolve todo o processo, do projeto à obra final, incluindo decoração e mobiliário de projeto ou construção”, referiu o empresário.

Fernando Peixoto sublinhou ainda que além da reabilitação a marca “aposta na dinamização da economia local, envolvendo na reabilitação as empresas do concelho e da região”.

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Viana do Castelo

Movimentos anti-lítio de Viana também protestaram na baixa de Lisboa

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Foto: Vasco Morais

Cerca de quatro centenas de manifestantes de diferentes movimentos independentes de defesa do ambiente e de proteção do património rural protestaram este sábado em Lisboa, contra a concessão e exploração a céu aberto do lítio em Portugal.

Entre os manifestantes, estavam perto de uma centena de pessoas vindas de vários locais do Minho, como Viana do Castelo, Barcelos, Vizela ou Caminha.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

O MINHO falou com Vasco Morais, responsável pelo movimento Amonde – Lítio Não, de Viana do Castelo, que fez um balanço positivo da participação do Minho neste protesto levado a cabo na capital, que contou ainda com o movimento SOS Serra d’Arga (Viana) e SOS Cávado (Braga)

Vasco conta que, só de Viana do Castelo, deslocaram-se a Lisboa cerca de 70 pessoas, tendo sido um autocarro alugado para o efeito. Apontou ainda representantes do concelho de Vizela, Barcelos ou Ponte de Lima. O responsável vinca a importância desta manifestação para que não se faça “tudo pela calada”.

“Gostei de ver tanta gente unida por esta causa, porque é necessário alertar a população para as intenções do Governo, e se as pessoas não fazem nada, o Governo faz o que quer e, pior, fazem tudo pela calada”, salientou.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Vasco Morais explica que na freguesia de Amonde, em Viana do Castelo, já existiu em tempos uma mina de estanho, e que a população local não vê com bons olhos a reabertura de uma mina nas proximidades.

“As pessoas têm assistido a várias palestras e contactos pelas redes sociais e estão a ficar sensibilizadas com o nosso protesto”, alerta.

Mais de 500 pessoas de todo o país em Lisboa

“Levámos esta questão à Assembleia da República pela voz do deputado José Luís Ferreira, para questionar o ministro [do Ambiente], para saber como é que se assina um contrato sem um estudo de impacte ambiental”, disse à agência Lusa Mariana Silva, candidata do partido Os Verdes pelo Círculo de Lisboa às eleições legislativas de 06 de outubro próximo.

E prosseguiu: “O que está em questão é este tipo de exploração mineira, que nós sabemos que vai ter consequências não só para as populações como para os solos, e como é que se assina um contrato antes de se fazer um estudo de impacte ambiental para avaliar se é ou não possível fazer esta exploração e se é ou não válido para aquelas populações em termos ambientais a exploração em Morgade [concelho de Montalegre]”.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Os manifestantes, que se juntaram hoje à tarde na Praça do Rossio, na baixa de Lisboa, subiram o Chiado até ao Largo Camões, onde se concentraram numa ação de protesto gritavam “Não à Mina, Sim à Vida!” e “Governo escuta: Sim à água, não ao lítio!”, e empunhavam cartazes em que se lia “Travar o ataque contra a biodiversidade!, “Não à desertificação!”, “ Não ao lítio!”, “Cancro!”.

O rufar de tambores e os gritos ecoaram entre o olhar dos turistas que iam passando pelos manifestantes.

Mariana Silva disse ainda à Lusa que se tratam de “terrenos classificados”, lembrando que, por isso, “há outros projetos e investimentos que podem ser feitos naquela zona”.

Além disso, alertou que a exploração do lítio “irá trazer graves problemas para os solos, para os lençóis de águas e até para as populações que podem desaparecer com a exploração deste minério”.

Foto: Vasco Morais

“’Os Verdes’ não são totalmente contra a exploração de minério. Temos que ver caso a caso. Até porque se nós temos recursos no nosso país eles devem ser explorados com peso e medida e não em nome do lucro de alguns”, sublinhou, adiantando que “se estes terrenos são públicos não podem ser explorados por privados”.

Para Mariana Silva, os recursos naturais “são de todos” e, no caso de Morgade, devido a um processo que “não foi bem esclarecido”, daí “prestar toda solidariedade” às populações e a trabalhar no parlamento para que o Governo “não continue” a fazer este tipo de contratos de exploração.

Já Maria do Carmo Mendes, representante da aldeia de Bargo, na Serra da Argemela, e uma das organizadoras do protesto, disse aos jornalistas que quer que o Governo “os oiça” e olhe para eles.

Foto: Vasco Morais

E avançou: “Até hoje estamos à espera de resposta [por parte do Governo]”.

Depois de ter sido aprovada uma recomendação em plenário da Assembleia da República a pedir ao Governo que “não concedesse a exploração na Serra da Argemela”, alertou a ativista, continuam sem resposta.

Disse também que, consoante a resposta do Governo, vão voltar à rua depois das eleições e “fazer o que for preciso”~, e alertou para “uma certa permeabilidade entre o sistema político e o mundo empresarial” no caso do lítio.

A ativista referiu ainda que vai ser criada uma plataforma conjunta entre todos os movimentos independentes por esta causa depois das eleições legislativas de 06 de outubro.

*Com Lusa

Notícia atualizada às 00h04

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Viana do Castelo

Imóvel de Viana do Castelo reabilitado para hotel de peregrinos de Santiago

Investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros

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Foto: Turismo Porto e Norte

Um imóvel no centro histórico de Viana do Castelo vai ser reabilitado para hotel com oferta dirigida aos peregrinos do Caminho de Santiago pela Costa, num investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros.

Em declarações esta sexta-feira à agência Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, explicou que o projeto da nova unidade hoteleira de quatro estrelas, “com projeto já licenciado”, irá representar uma “oferta única e diferenciadora para os peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, com localização e serviços pensados especificamente para essa procura”

“Já foi aprovado o projeto de licenciamento, sendo que o promotor está a concorrer aos sistemas de incentivos do quadro comunitário Portugal 2020”, especificou.

Em janeiro, o autarca tinha referido que, nos últimos cinco anos, o concelho registou um “crescimento astronómico do número de peregrinos dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Galiza, de 1.755%”.

“De 2013 a 2018 temos um crescimento espetacular (…). O Caminho de Santiago é um fator a ter em conta, sendo que esta tendência vai manter-se. A previsão é que, em 2021, iremos ter um recorde com cerca de 300 mil visitantes”, observou.

O novo hotel, a instalar em dois imóveis, na rua da Bandeira, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, “terá 28 quartos e será dotado de uma piscina na cobertura e irá ainda oferecer respostas inovadoras para as pessoas que sofrem de asma”.

Na quinta-feira, o executivo municipal aprovou a atribuição de Interesse Municipal ao projeto da HCH – Investimentos Turísticos.

“O projeto de requalificação e refuncionalização de um conjunto edificado para unidade de turismo contribui, de forma objetiva, para a projeção e consolidação do setor turístico de Viana do Castelo, nomeadamente nas temáticas histórica, monumental, urbana, saúde, náutica e religiosa”, sustenta a declaração de Interesse Municipal.

José Maria Costa adiantou que o novo projeto, “além de ir ao encontro da estratégia municipal de reabilitação urbana, requalificando dois edifícios do centro histórico, enquadra-se na política de atração de novas unidades hoteleiras que a autarquia tem vindo a desenvolver para dar resposta às necessidades de alojamento do concelho”.

O autarca socialista referiu ainda estar em “fase de licenciamento a criação de um hotel temático, dedicado à filigrana, com 30 quartos que será criado num antigo restaurante situado na freguesia de Serreleis, junto ao rio Lima”.

Já para o Parque da Cidade, também “em fase final de licenciamento”, está previsto uma unidade hoteleira com 140 quartos, num investimento estimado em 11 milhões de euros do grupo espanhol Meliá Hotels International.

“No total, as três unidades hoteleiras representam um investimento de cerca de 14 milhões de euros e dotação o concelho de perto de 200 camas”, destacou.

Segundo dados hoje fornecidos pela autarquia, “a política de incentivos à reabilitação urbana e de dinamização das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) em Viana do Castelo permitiu gerar, entre 2014 e 2017, investimentos que ascendem aos 60 milhões de euros”.

O “investimento privado rondou os 40 milhões de euros e, em curso e até 2020, o Município de Viana do Castelo está a investir cerca de 20 milhões de euros”.

A Câmara Municipal “está a investir, até 2020, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), 20 milhões de euros em trinta diferentes projetos, cuja intervenção será focada nas ARU”.

Financiado pelo Portugal 2020, “este programa visa a qualificação do sistema urbano, intervindo nos setores da mobilidade sustentável, regeneração urbana e comunidades desfavorecidas”.

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Viana do Castelo

Estruturas gigantes em forma de peixe na ecovia de Viana incentivam à reciclagem

Instalados têm três metros de comprimento, dois de altura e um metro de largura

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Duas estruturas gigantes em ferro e em forma de peixe foram esta sexta-feira instaladas no troço de Viana do Castelo da ecovia do Litoral Norte para “motivar” quem passa à valorização de resíduos, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que os dois recipientes em forma de “peixe” hoje instalados têm três metros de comprimento, dois de altura e um metro de largura.

Uma das estruturas ficou localizada nas imediações da Fortim da Areosa, conhecido localmente como Castelo Velho, e, a outra foi instalada nas imediações do Campo de Jogos do Areosense, também naquela freguesia urbana de Viana do Castelo.

“Os locais de instalação das duas estruturas foram escolhidos tendo em conta o valor cénico do local e também as questões logísticas relacionadas com a recolha dos resíduos depositados, que ficará a cargo dos Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo (SMSBVC), parceiros da iniciativa”.

Os resíduos que forem depositados nos “peixes” serão encaminhados para a Resulima (entidade gestora do aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado), para valorização.

A colocação daquelas estruturas integra “a Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, no âmbito da promoção da literacia ambiental, alertando munícipes e visitantes para a importância de valorizar os resíduos produzidos no diariamente”.

No âmbito daquela estratégia, e segundo dados hoje fornecidos pelo município, quatros vezes por ano, 100 metros de areal da praia do Cabedelo, em Darque, são analisados para estudo dos resíduos marinhos.

Desde 2012 que aquela praia “é monitorizada, integrando um grupo de praias que participou no projeto-piloto sobre Lixo Marinho organizado pela Convenção OSPAR”.

“Em Viana do Castelo, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) é a entidade envolvida neste projeto promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e este levantamento serve para catalogar os resíduos que aparecem nas praias vianenses, percebendo de onde vêm e em que consistem”.

Ainda segundo a autarquia, “mensalmente, é também promovida uma atividade que conjuga a prática de exercício físico com a recolha de resíduos que o mar transporta até à costa do concelho”.

“A autarquia tem ainda colaborado com empresas e associações privadas que, no âmbito da sua responsabilidade social e ambiental, juntam colaboradores para ajudar a limpar as praias do concelho”, refere a nota.

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