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Braga

Edifício da Confiança já foi classificado e será vendido este ano

Preço-base de 3,8 milhões de euros

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Foto: Sérgio Freitas/CM Braga

O edifício da antiga fábrica Confiança, de Braga, foi já classificado como “imóvel de interesse público” pelo Ministério da Cultura, revelou, sexta-feira à noite, na Assembleia Municipal, o presidente da Câmara, Ricardo Rio.


O autarca adiantou que a classificação permite ao Executivo camarário a sua venda, em hasta pública, com o preço-base de 3,8 milhões de euros, o que acontecerá, provavelmente, em outubro.

“O fim do processo classificativo permite-nos elaborar um caderno de encargos com regras claras para todos os interessados, e com as normas obrigatórias em matéria de preservação da traça e da estrutura do edifício”, disse o autarca a O MINHO.

Na ocasião, Rio abordou a recente exigência de um grupo de associações da cidade de transformação da Confiança num centro cívico e cultural, sublinhando que tal será feito pelo Município, mas noutro local, a Escola Francisco Sanches: “tal consta do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) e o anteprojecto está já a ser elaborado”, revelou.

O Centro Cívico será criado com meios financeiros da Câmara visto que, tal como sucede na Confiança, não há fundos comunitários para o efeito. Em novembro de 2011, a câmara, ainda presidida pelo socialista Mesquita Machado, decidiu, por unanimidade, comprar as instalações da fábrica, tendo sido aventada a hipótese de ali instalar valências culturais.

Posteriormente, em setembro de 2018, a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM, liderada por Ricardo Rio, no executivo e na Assembleia Municipal, votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

A autarquia já tentou vender o imóvel por duas vezes em hasta pública, ambas travadas por providências cautelares que, no entanto, foram decididas a favor do município pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.

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Braga

Vila Verde vai requalificar Trilhos de Nóbrega

Investimento de 150 mil euros

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Foto: Turismo Porto e Norte

A Câmara de Vila Verde lançou o concurso público para a execução da empreitada dos “Trilhos de Nóbrega”, um investimento de 150 mil euros que visa proteger os caminhos e incentivar a prática de montanhismo, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, aquela autarquia  esclarece que o valor total da obra será de 158.621,28 euros e “contempla a requalificação de trilhos” que percorrem a freguesia de Aboim da Nóbrega e Valdreu.

Segundo a autarquia, esta obra é o “pontapé de saída para uma estratégia global e integrada de reabilitação e ampliação de percursos pedestres municipais de relevante interesse turístico para o concelho e para a região” onde se inserem.

A intervenção prevê a “definição de novos traçados, reabilitação e/ou reabertura de troços existentes, regularização do piso, limpeza de vegetação e estabelecimento de uma sinalética robusta homologada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP)”.

Foto: Divulgação / CM Vila Verde

O projeto, “além do incentivo ao turismo e à prática de montanhismo, visa ainda a proteção e preservação do meio ambiente, propiciando a manutenção e proteção dos bosquetes autóctones, salvaguardando a regeneração natural e potenciando, assim, a conservação dos solos, a redução da erosão e o risco de incêndios florestais”.

“O concelho de Vila Verde, pela riqueza do seu património natural e edificado, reúne um conjunto de características muito peculiares que se impõe potenciar para que a atividade turística conheça um ainda maior dinamismo”, aponta, no texto, o presidente da autarquia, António Vilela.

Segundo o autarca, “a aposta nas potencialidades do Património Natural é uma prioridade estratégica do desenvolvimento local, alicerçada na valorização das potencialidades endógenas do território concelhio”.

António Vilela dá ainda conta que esta obra surge num “contexto de um conjunto de investimentos” a realizar no plano Municipal de mobilidade sustentável e trilhos, “nomeadamente em ciclovias e troços da Ecovia Homem-Cávado, que permitem a fruição de elementos naturais verdadeiramente idílicos”.

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Braga

Braga: BE diz que classificação da Fábrica Confiança é “grande derrota” do executivo

Monumento de interesse público

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Foto: Divulgação / BE Braga

A Coordenadora Concelhia de Braga do Bloco de Esquerda congratula-se pela classificação do edifício da antiga Fábrica da Confiança como monumento de interesse público.

“O Bloco de Esquerda associa-se a milhares de bracarenses que celebram hoje a publicação da Portaria que classifica a Fábrica Confiança como Monumento de Interesse Público”, afirma o partido em nota de imprensa, acrescentando que “saúda os familiares dos antigos proprietários, os antigos funcionários e suas famílias, as associações cívicas e outros partidos políticos que se bateram pela Confiança, bem como todas as pessoas que em nome individual manifestaram o seu apoio à preservação deste notável imóvel”.

“Mas se este é um dia feliz para a cidade e para a cidadania bracarense, é também um dia triste para o executivo municipal de Braga que averba uma grande derrota. Recordamos, aliás, a tentativa ‘chico esperta’ do município de tentar ludibriar a Direção Regional de Cultura do Norte, apresentando àquela instituição um projeto de residência universitária que, na verdade, mais não era do que a criação de uma residência de estudantes privada”, critica o partido.

Braga: Fábrica da Confiança classificada como monumento de interesse público

Em nota de imprensa, o Bloco de Esquerda diz que a sua “pronta denúncia” da tentativa da Câmara de Braga “de violar a lei e descaracterizar de vez a Confiança foi a machadada final que levou a que a hasta pública da venda tivesse ficado vazia, pondo desta forma um ponto final, em mais uma operação de especulação urbanística e de destruição do nosso património coletivo”.

“Esta classificação faz com que a Fábrica Confiança esteja mais protegida da fúria destruidora desta autarquia. Mas, a nossa história recente, ensinou-nos que também no que se refere ao património e à defesa do que é de todos, os bracarenses não podem nunca descansar”, concluem os bloquistas.

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Braga

Investigador da UMinho ganha bolsa para estudar ansiedade e stress crónico

Tiago Gil Oliveira

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Foto: DR

Tiago Gil Oliveira, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho, ganhou um financiamento de 70 mil dólares da Brain & Behavior Research Foundation, para o projeto de investigação ‘Phospholipase D1 Ablation Disrupts Mouse Longitudinal Hippocampal Axis Organization and Functioning’. Este projeto visa desenvolver novas metodologias da avaliação da estrutura e da função do hipocampo e perceber o seu papel no contexto de ansiedade e stress crónico.

Para Tiago Gil Oliveira, este financiamento “é um bom indicador de que o projeto tem interesse e vai ajudar a equipa de investigação a atingir os seus objetivos, aliados à minha experiência com modelos animais, que utilizei em projetos anteriores, e enquanto neurorradiologista, que é a minha prática clínica”.

“É importante perceber que o hipocampo é uma estrutura do lobo temporal, no cérebro, fundamental para a aprendizagem e para a memória. A ideia é que o stress crónico e a ansiedade podem produzir alterações significativas na memória e na forma como percecionamos o espaço. Desta forma, o que nos propomos a fazer neste projeto é tentar encontrar essas alterações no hipocampo por ressonância magnética, utilizando aparelhos de última geração, que permitem avaliar com detalhe alterações em modelos animais, a partir de diferentes metodologias, para que consigamos estudar as várias sub-regiões do hipocampo como mediadores das alterações associadas a estas patologias. Este passo importante será possível graças à parceria com o Instituto Neurospin, em Paris”, afirma Tiago Gil Oliveira.

“No futuro, gostaríamos de aplicar estas metodologias de identificação de diferentes sub-regiões do hipocampo como biomarcadores associados ao diagnóstico de patologias de saúde mental, como a depressão, o stress e a ansiedade, e até como resposta potencial à terapêutica, o que nos pode ajudar a fazer um diagnóstico mais preciso na prática clínica. Estas são algumas das potenciais aplicações que podem abrir novas perspetivas no futuro com estudos humanos”, conclui o investigador.

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