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Braga

Ecopontos destruídos em ato de vandalismo na Povoa de Lanhoso

Parque do Pontido

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Foto: Facebook da Freguesia da Povoa de Lanhoso / DR

Vários ecopontos foram destruidos na madrugada de sábado para domingo, adiantou a freguesia da Póvoa de Lanhoso na sua página de Facebook oficial.

Os actos de vandalismo aconteceram junto ao parque do Pontido, podendo-se contabilzar, naquela zona, vários ecopontos completamente queimados.

A autarquia entregou o caso às autoridades, que estarão a tomar as diligências necessárias para encontrar os responsáveis pelos estragos causados.

A Braval, empresa responsável pela recolha do lixo nestes ecopontos, também denunciou a situação, apelidando-a de “lamentável”.

Pedro Machado, diretor geral executivo, diz que “estes atos criminosos que continuam a ser frequentes”.

“É com profunda revolta, que assistimos a estes atos de vandalismo que destroem bens que são de toda a comunidade, que são da empresa, mas também da população, atos que poderiam ter consequências mais desastrosas, caso tivessem alastrado a outros bens”, refere Pedro Machado.

“Cada acontecimento desta natureza é um duro golpe no esforço que a Braval e os municípios fazem para dotar as freguesias com estes equipamentos de recolha seletiva, para melhor servir as populações”, acrescenta.

(Notícia atualizada às 18h04 com declarações de Pedro Machado)

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Braga

Jovem esfaqueado junto à estação de comboios de Braga

Agressões

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um jovem elemento da claque de futebol Red Boys foi esta quinta-feira esfaqueado por um grupo de desconhecidos, no final do jogo Glasgow Rangers-SC Braga [disputado na Escócia], na Rua Nova da Estação, na cidade de Braga, numa situação que poderá estar envolvida com “confrontos entre claques”.

Ao que apurou O MINHO, o adepto, com cerca de 25 anos e que terá assistido ao jogo na sede dos Red Boys, terá sido abordado naquela rua de Maximinos, em circunstâncias ainda por apurar, resultando num esfaqueamento na zona do abdómen.

O alerta para a polícia e para os serviços de emergência foi dado cerca das 22:30 horas, mobilizando os Bombeiros Voluntários de Braga e a VMER.

A vítima, estabilizada e assistida no local, foi transportada para o Hospital de Braga com acompanhamento da viatura médica.

Apesar de o mesmo ter sofrido um golpe profundo, os ferimentos foram considerados ligeiros pela equipa médica que o assistiu numa primeira fase.

A PSP registou a ocorrência e encontra-se a proceder a diligências para encontrar os responsáveis.

(notícia atualizada com mudança da hora da ocorrência de 20h30 para 22h30)

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Braga

Dez mil euros de caução para falsa psiquiatra de Braga

Com apresentações periódicas na PSP

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Foto: DR

O Tribunal aplicou uma caução de dez mil euros à mulher que se fazia passar por médica psiquiátrica e que dava “consultas” na sua residência em Braga, apurou O MINHO.

Como medidas adicionais foram exigidas apresentações periódicas na PSP, assim como proibição desta contactar os seus “ex-clientes”.

Segundo a PJ, a mulher intitulava-se médica psiquiátrica e procedia à realização de consultas daquela especialidade, conseguindo “ludibriar diversos clientes, dos quais obteve grandes somas de dinheiro, aproveitando-se das suas debilidades físicas e psicológicas”.

Após uma denúncia e consequente investigação, a PJ deteve na quarta-feira a “falsa psiquiatra” e recolheu “importantes e sólidos elementos de prova, que vieram demonstrar a continuação da atividade criminosa, que perdurará, pelo menos, desde há cerca de dois anos”.

Foram apreendidos vários equipamentos informáticos, quantias em dinheiro, medicamentos e material relacionado com a atividade criminosa em causa.

A mulher, que se terá chegado a intitular diretora do Serviço de Psicologia e Psiquiatria do Hospital de Braga, é suspeita da prática de crimes de burla qualificada e usurpação de funções.

Vai ser presente à autoridade judiciária competente no Tribunal de Braga, para aplicação das respetivas medidas de coação.

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Braga

Alegado amante nega relação com mulher estrangulada pelo marido em Vieira do Minho

Mas defesa do alegado assassino pede para serem lidas mensagens de amor trocadas entre ambos

em

Foto: DR

Jorge Ferreira, testemunha no julgamento de um homem acusado de ter asfixiado a mulher, até à morte, em março de 2019, no restaurante pertença de ambos, em Salamonde, Vieira do Minho, negou, na última audiência, no Tribunal de Braga, as alegações de que seria amante da vítima. “Eramos só amigos! Nunca se passou nada entre nós”, afirmou, confessando, no entanto, que “gostava muito dela”.

A testemunha continua a ser ouvida nesta sexta-feira no Tribunal de Braga.

A acusação – e conforme O MINHO tem noticiado – diz que o arguido, António Manuel Fidalgo, de 45 anos, – em prisão preventiva – terá “apertado o pescoço” da mulher, Ana Paula, de 41 anos, “com o que lhe causou a morte por asfixia”. O alegado crime ocorreu no dia 07 de março de 2019, pelas 21 horas, na lavandaria da pensão/restaurante que ambos exploravam no local.

A morte da mulher ocorreu um dia antes de o casal assinar escrituras sobre bens que possuíam em conjunto, um ato preparatório do divórcio.

Na segunda sessão do julgamento, e ante o coletivo de juízes, a testemunha garantiu que eram muito amigos, e que “gostava dela”, mas assegurou que não tinham um relacionamento amoroso.

O seu depoimento coincidiu com os dos pais da vítima, Maria de Jesus e Alfredo, que disseram que entre ela e o Jorge havia apenas amizade.

Trabalhava de graça

O Jorge Ferreira trabalhava, graciosamente, no restaurante desde 2018, e “para ajudar a família”, dadas as dificuldades financeiras que enfrentavam: “prometeram-me que, quando tivessem disponibilidade de dinheiro me pagariam”, explicou.

A testemunha, que é motorista de transportes escolares na região, passava grande parte do dia no restaurante. No seu depoimento, afirmou que o arguido desconfiava da mulher sem razão, e que tinha atitudes agressivas para com a família. Esta declaração provocou alguns risos na sala, o que levou a juíza a repreender o público, gente de Salamonde, lembrando que se estava a tratar de uma tragédia, com uma pessoa morta, um preso, e filhos órfãos.

Na mesma sessão, os pais da Ana Paula, assistentes no processo, contaram, sempre com alguma comoção, que o arguido a teria já ameaçado com uma faca e que, uns meses antes da sua morte, apareceu com um cachecol à volta do pescoço, alegadamente para esconder marcas de agressões dele.

Depoimento dos pais

A mãe, Maria de Jesus disse que, no dia do crime, o genro, não foi trabalhar como motorista em Braga, dando a entender que teria estado a premeditar o ato. Nesta altura, o advogado de defesa, João Magalhães, desmentiu o facto, lembrando que, nos autos consta uma declaração da empresa, a garantir que trabalhou nesse dia. De seguida, o jurista requereu ao Tribunal que declare a nulidade do seu depoimento, por ser “falsa” e visar apenas “vingar-se do genro”.

O causídico contestou, ainda, por difamatórias, as afirmações do pai, segundo as quais o Fidalgo teria dado um desfalque na conta bancária que tinham, todos, em conjunto, dela retirando 100 mil euros: “O senhor está a difamar o meu cliente!”, retorquiu, lembrando que o casal, que regressara de Inglaterra, tinham contraído empréstimos para pagar a pensão e devia 150 mil euros a uma irmã da Ana Paula. Ou seja, a eventual retirada de dinheiro do banco seria para pagar essas dívidas…

Mensagens de amor

João Magalhães interveio, também, após o Jorge Ferreira ter dito que não havia nada entre ele a Ana Paula, isto apesar das mensagens amorosas que trocavam. No processo constam mais de duas centenas de mensagens telefónicas trocadas entre ele e a vítima, com sucessivas juras de amor e promessas de felicidade futura.

Por isso, o advogado de defesa, João Magalhães, pediu ao Tribunal que, na próxima sessão, agendada para dia 27, fossem lidas e projetadas no ecrâ da sala todos os sms’s amorosos, nas quais ela diz, várias vezes, “eu amo-te”.
No julgamento, a acusação tenta demonstrar que o arguido matou a mulher por “ciúmes” e que estes não tinham razão de ser.
Já os defensores, que incluem os advogados Mariana Agostinho e Luís Correia, não admitem o crime, tentam provar que os dois eram amantes, apesar de a mulher ser ainda casada com o arguido.

O Jorge encontra-a no chão

Minutos depois de ter saído, a mãe de Ana Paula pediu a Jorge que fosse chamar o casal, porque o jantar estava pronto. Este encontrou-a no chão, inanimada, com sangue e hematomas no rosto. Aos gritos, pediu para chamarem o INEM. A GNR também veio. Nos autos estão fotos do próprio arguido, também, com sinais de arranhões e sangue na cara, o que deixa supor que terão brigado. A defesa diz que, quando ele saiu ela ainda não estava morta, tese que sustenta com o facto de o INEM ainda a ter tentado reanimar.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho uma unidade de alojamento local.

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