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Alto Minho

Economia do mar, construção automóvel e turismo entre as apostas do Alto Minho até 2030

Segundo José Maria Costa (CIM Alto Minho)

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Foto: Cedida a O MINHO / Arquivo

A economia do mar, os setores da construção automóvel, metalomecânica, agroalimentar e turismo são as apostas da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho para o período até 2030, disse hoje à Lusa o presidente daquela estrutura.

“A CIM do Alto Minho tem aproveitado da melhor forma quer o desenvolvimento económico da região norte, quer também o crescimento económico da vizinha Galiza, nomeadamente no setor automóvel, para se posicionar na competitividade da região, desenvolvendo estratégias nas principais áreas de atividade”, afirmou o socialista José Maria Costa.

O líder daquela estrutura, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e que falava à margem do seminário sobre competitividade, inovação e empreendedorismo no Alto Minho em 2030, que hoje decorre na sede da CIM do Alto Minho, em Ponte de Lima, referiu que o ‘cluster’ do mar é uma das áreas em que o território vai “continuar a potenciar” no que diz respeito “às energias renováveis, construção e reparação naval e desportos náuticos”.

José Maria Costa. Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo (Arquivo)

José Maria Costa, que é também presidente da Câmara de Viana do Castelo, apontou ainda como “estratégicos” os setores automóvel e da metalomecânica, “fruto da proximidade”, quer à PSA de Porriño, província de Pontevedra, na Galiza, quer à fábrica do grupo em Mangualde, no distrito de Viseu.

“Vamos continuar a apostar nesta fileira, desenvolvendo projetos e atividades associadas a logística deste setor”, especificou.

Referiu que os setores agroalimentar e da floresta “são emergentes no território, com cada vez mais produtores e investidores quer nacionais quer internacionais na produção de flores para exportação”.

Destacou o setor da vitivinicultura, “com a excelência dos vinhos verdes, do Alvarinho e do Loureiro, da transformação de produtos endógenos, nomeadamente o fumeiro e os enchidos”.

José Maria Costa disse existir “uma definição muito clara das apostas” da região, na qual se inclui o turismo sustentável.

“O Alto Minho tem vindo a consolidar uma estratégia de turismo sustentável, premiada pela União Europeia, sendo considerado um dos 100 destinos mais sustentáveis do mundo. Temos um conjunto de ofertas na área do turismo de natureza, náutico, montanha, estando em conclusão investimentos nas ciclovias, melhoramentos de espaços naturais, entre outras intervenções”, explicou.

Para José Maria Costa, o turismo é “uma fileira importante para a região, reforçada com o crescimento verificado no produto religioso associado aos Caminhos de Santiago de Compostela”.

“O turismo é um setor que vai ter grande expressão, que garante grande empregabilidade e que nos ajuda a exportar os nossos produtos endógenos. O turista, quando visita a região, adquire serviços, artesanato, come produtos regionais e bebe os nossos vinhos. Acaba por exportar o que de melhor temos, sem grandes custos para o território”, observou.

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Alto Minho

Três mil travessas de cozido servidas em Monção

Em Anhões e Luzio

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Imagem ilustrativa / DR

O tradicional Cozido à Portuguesa esteve em destaque durante o fim de semana, na união de freguesias de Anhões e Luzio, concelho de Monção, completando cerca de três mil travessas servidas a perto de cinco mil visitantes.

Os números são avançados pela Rádio Vale do Minho, citando o presidente da União de Freguesias de Anhões e Luzio, Amâncio Alves.

“Acima de tudo estou muito agradecido às cerca de 50 pessoas que fizeram parte da equipa organizadora deste evento. Estou muito orgulhoso da gente que tenho! A comunidade ajudou e sem eles nada disto seria possível”, assegurou o autarca, sem garantir que o evento terá continuidade.

Esta foi a primeira edição de evento “O Campo em Festa – Fim-de-semana Gastronómico do Cozido à Portuguesa”, juntando ingredientes típicos das duas freguesias de Anhões e Luzio.

Batatas, vegetais, duas vacas, oito porcos e dezenas de galinhas, entre outras carnes, foram ao lume como mandam os antigos, disse fonte da organização durante um programa especial transmitido na RTP.

Em termos de retorno financeiro, o evento também terá sido um sucesso, uma vez que cada travessa custava 15 euros (12, caso a devolvesse).

Citado pela mesma fonte, António Barbosa, presidente da Câmara, declarou o certame como uma verdadeira “união”. “Hoje temos aqui uma verdadeira União de Freguesias! Não administrativa, mas sim de pessoas que acreditam neste território e que hoje mostram isso”, apontou.

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Alto Minho

Passos Coelho em Ponte da Barca cumpre promessa de 2017

Tomada de posse da concelhia PSD

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Foto: Facebook de Eduardo Teixeira

O ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho dirigiu, este domingo, um “voto público” ao PSD e ao CDS de “afirmação” e “união” para que os dois partidos possam fazer as “ações reformistas importantes” que o país precisa, dando o exemplo de Ponte da Barca, onde o PSD se soube unir para recuperar, em 2017, uma câmara socialista.

O ex-governante, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia de Ponte da Barca, terminou um discurso de quase 40 minutos, formulando um voto público aos dois partidos, em particular, ao seu.

“Isso está perfeitamente ao nosso alcance e o país precisa disso, e nós precisamos disso. É o voto que aqui quero deixar. Que o exemplo da Barca possa ser inspirador para os nossos partidos, e em particular para o meu, que é o PSD”, afirmou Passos Coelho.

De acordo com o jornal Expresso, a vinda a Ponte da Barca foi uma promessa do ex-primeiro-ministro a elementos do PSD barquense, por conseguirem recuperar a autarquia em 2017, “colocando as divergências de lado em nome de um projeto comum”.

Foto: Eduardo Teixeira

Esta rara presença de Passos Coelho na vida do partido que o elegeu como primeiro-ministro acaba por ser uma exceção, não devendo regressar à atividade política. No final da sessão, não respondeu a jornalistas e referiu mesmo: “Isto hoje é uma exceção”.

Foto: Norberto Brito

No raro discurso político, Passos Coelho lembrou que PSD e CDS fecharam “ciclos políticos” e que novos se abriram.

“No PSD houve eleições há pouco tempo e haverá um congresso daqui a 15 dias para coroar essa eleição. O CDS fez hoje o seu congresso. Podemos dizer que aqueles que estiveram, no Governo, juntos no passado com essas responsabilidades fecharam um ciclo, em definitivo, e abriram outro. Ainda para mais com pessoas e dirigentes que não tiveram nada a ver nem com esse Governo, nem com outros passados, destes partido”, especificou.

Passos Coelho apelou para que “as pessoas se unam, a pensar no serviço que podem prestar aos outros”.

Foto: Carlos Abreu Amorim

“Se puserem um bocadinho de lado as questões que foram acumulando, às tantas se elas não forem muitos importantes e, muitas vezes não são muitos importantes, as pessoas tendem a esquecê-las e tendem a unir-se em torno de coisas mais positivas”, alertou.

Na intervenção, que contou com a presença dos deputados Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira, do ex-deputado Carlos Abreu Amorim, dos presidentes da Câmara de Ponte da Barca, da concelhia e distrital do partido, Passos apelou ao “respeito e elevação”.

“Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá a debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas. Andamos para a frente. Não podemos andar sempre a bater na mesma tecla, senão não saímos do sítio”.

Convidado pelo PSD de Ponte da Barca para a tomada de posse da comissão política concelhia, Passos Coelho afirmou que a “união” daqueles dois partidos é “indispensável” perante a ausência, no presente, de “qualquer ação reformista importante” que possa “prevenir problemas maiores no futuro”.

Foto: Norberto Brito

“Não se vislumbra nenhum programa económico em que alguma reforma se esteja a fazer na dimensão da produtividade e competitividade da economia”, referiu, apontando o envelhecimento, a sustentabilidade dos apoios sociais e a saúde, “que está a rebentar pelas costuras”, como os principais problemas do país, a par do “descrédito da ação governativa”.

“Era indispensável que se começasse a intensificar esta forma de abordar os problemas. Quem está hoje no Governo prima pela ausência de um quadro reformista para um futuro melhor”, reforçou.

No final da intervenção e questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a prestar mais declarações.

“Isto hoje foi uma exceção”, disse.

(notícia atualizada às 22h52)

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Alto Minho

Ponte da Barca prepara ação contra o Estado por “prejuízos” nas transferências

Afetados em cerca de um milhão de euros

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Ponte da Braça disse este domingo que vai “intentar uma ação contra o Estado” pelos prejuízos contabilizados desde 1996 com as transferências de verbas para o município ao abrigo do Orçamento do Estado para 2020.

“Estamos a ultimar uma ação contra o Estado que vai dar entrada muito em breve. Em 2017, quando tomei posse, fiz o que tinha de fazer. Fui falar com a administração pública, com o Governo, partidos políticos e com o Presidente da República. Disseram-me que tinha razão, mas a situação mantém-se. É hora de dizer chega”, afirmou Augusto Marinho.

O autarca, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia do PSD de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, na presença do ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, disse que, “por muito que custe, a ação visa repor a verdade, fazer justiça para com o município”.

“Não baixarei os braços nem um minuto. Farei tudo o que estiver dentro do quadro legal nas minhas competências. Para trazer esses recursos que são fundamentais para este concelho. Já temos sido muito prejudicados. Não aceitarei que as coisas continuem desta forma”.

Em causa, segundo Augusto Marinho, está, em 2020, “cerca de um milhão de euros”.

“É muito dinheiro para nós. Calculamos em cerca de um milhão de euros o valor que estamos a deixar de receber. Se olharmos para o nosso orçamento isso tem um peso extremamente elevado”, referiu.

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