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Futebol

“É justo dizer que o empate traduziu exatamente o que aconteceu”

Declarações após Moreirense-Paços de Ferreira (1-1)

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o jogo Moreirense-Paços de Ferreira (1-1), da 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado na segunda-feira:

João Henriques (treinador do Moreirense): “Foi um jogo para o fraco, sinceramente. Não correspondeu àquilo que temos vindo a fazer. O jogo estava muito apertado. As duas equipas estavam encaixadas na primeira parte e não houve grandes ocasiões.

Tentámos retificar uma ou outra situação ao intervalo, para chegar a zonas de finalização, mas este era um daqueles jogos que se decidia na bola parada. Assim foi. Queríamos vencer e lamentamos não ter conseguido, ainda que o resultado se ajuste. Ouvi a ‘flash’ do meu colega [Jorge Simão] e, com certeza, ele viu um jogo completamente diferente.

Ninguém merecia ganhar, mas acho que, pelo empenho e luta dos atletas, é justo dizer que o empate traduziu exatamente o que aconteceu.

Antes do jogo, sabíamos que se vencêssemos subíamos seis ou sete posições. O campeonato está muito justo e tem sido muito difícil vencer. Uma certeza temos: só perdemos com as quatro equipas da frente.

Temos vindo a pontuar e devíamos pontuar mais. Já tivemos vários jogos em que ficaram por trazer pontos para Moreira de Cónegos. Com mais três pontos, estávamos no sétimo ou oitavo lugar e já olhavam para nós de forma extraordinária. Há dias em que as coisas não saem, mas a equipa trabalha bem durante a semana e sabemos para onde vamos.

As vitórias vão aparecer com mais frequência. Importa não perder, como o meu colega disse na antevisão. Toda a gente pensa no mesmo. Queremos ganhar, mas, se não perdemos, também somamos pontos. Despachámos os jogos frente ao ‘top-6’ da época anterior e, na próxima semana, vamos arrumar o ‘top-7’ [frente ao Vitória SC].

No final da primeira volta, vamos fazer um balanço positivo. Estamos mais consistentes e temos de continuar a melhorar. Queríamos dar os três pontos ao aniversariante do dia, o nosso clube, que eram importantes para o conforto dos jogadores, face às exibições anteriores que têm apresentado e à forma como as coisas têm fugido entre os dedos.

Temos três fantásticos avançados, sendo que o André Luís e o Rafael Martins têm feito golos. A utilização de cada um tem a ver com cada momento do jogo. O Rafael tem sido chamado mais vezes para jogar de início, mas não vejo o André como arma secreta.

O André é muito forte no jogo aéreo e tem feito muitos golos dessa forma. Entra naquela altura do jogo em que há mais cruzamentos, bola parada e gente na área. Quando ele entrou de início, não fez o golo. Há posições na nossa equipa em que, quem fica de fora do ‘onze’, é injusto, como este exemplo, porque trabalham muito bem e têm feito golos.

Felizmente, temos esta dor de cabeça. Antes de serem dois bons jogadores, são dois grandes homens e merecem que as coisas lhe corram bem. É muito bom o André Luís marcar, até para não baixar as questões motivacionais. Jogando um ou outro, estou completamente descansado. Já o Derik Lacerda, tendo vindo de uma lesão na época anterior, tem estado a aproximar-se deles. Estamos bem servidos nessa posição”.

Jorge Simão (treinador do Paços de Ferreira): “Clara e objetivamente, merecíamos sair daqui com mais do que um ponto. Com todo o respeito pelo Moreirense, fomos muito melhores qualitativamente que o adversário. Por isso, acho que um ponto é muito curto.

Tive o cuidado de perguntar ao meu guarda-redes se tinha feito alguma defesa, porque não me recordava e, às vezes, há lapsos de memória, mas confirmou-me que não fez nenhuma. Mesmo após marcarmos o golo, o jogo estava controlado. Estávamos bem posicionados no lance de bola parada, mas há mérito para quem cabeceia para o golo.

Golo anulado a Maracás? Todos os golos marcados dão-me um gozo enorme, sejam de que forma for. Depois, o facto de ter sido invalidado, é como é. Eu vi as imagens e não posso dizer nada”.

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