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Alto Minho

Duzentos sobreiros benzidos em romaria de Caminha alertam para proteção ambiental

Romaria de São João Batista, na Serra d’Arga

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Duzentos sobreiros vão ser benzidos durante a romaria de São João Batista, em Caminha, para alertar milhares de peregrinos que em agosto sobem ao mosteiro que lhe foi erguido na serra d’Arga para a proteção ambiental.


A romaria de São João Batista acontece na noite de 28 para 29 de agosto e no início de cada celebração eucarística decorrerá a bênção dos sobreiros que cada peregrino poderá levar para casa.

“Será uma espécie de compromisso que cada peregrino assumirá para fazer o que estiver ao seu alcance pela proteção ambiental”, disse hoje à agência Lusa o padre Paulo Emanuel Dias.

O pároco explicou que a escolha da proteção ambiental como tema da edição 2019 daquela romaria secular “vem ao encontro, entre outras, das preocupações das populações locais com a ameaça da prospeção de lítio na serra d’Arga, dos incêndios, em particular os que estão a afetar a Amazónia, região que marcará o sínodo de bispos que o papa Francisco convocou para outubro, no Vaticano”.

Padre em seis paróquias de Caminha, distrito de Viana do Castelo, entre elas, Arga de São João, Arga de Cima e Arga de Baixo, Paulo Emanuel Dias referiu que o sobreiro é uma espécie “simbólica” na serra, sendo que o mosteiro erguido em honra de São João Batista “encontra-se rodeado daquela espécie”.

“Pretende-se um alcance mais vasto considerando os excelentes serviços ambientes que o sobreiro proporciona, nomeadamente na conservação dos solos, na regulação do ciclo da água, na diminuição das emissões de carbono e a conservação da biodiversidade”, especificou.

Isolado em plena serra de Arga, o mosteiro data do século XII e, segundo a classificação do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (Igespar), é “um dos mais importantes testemunhos medievais da região, não obstante a sua pequenez e simplicidade”. Em 2015, foi alvo de obras de beneficiação orçadas em mais de meio milhão de euros.

A capela que integra o mosteiro terá sido construída no século XIII, pertencendo ao “românico tardio”, e é “simples e decorativamente despojada”.

O mosteiro prepara-se para receber na noite de quarta para quinta-feira milhares de peregrinos que, “movidos pela fé”, sobem a serra para venerar o santo milagreiro, numa romaria secular, considerada das mais típicas em Portugal.

A 800 metros de altitude, os romeiros pedem todos os anos a São João Batista cura para quistos, verrugas, doenças de pele e infertilidade, ou mesmo uma ‘ajudinha’ para arranjarem casamento.

Assim, na próxima semana o templo irá receber milhares de peregrinos, alguns mantêm a tradição de percorrer a pé várias dezenas de quilómetros.

Se uns são movidos pela fé, outros romeiros procuram a festa para ouvir as concertinas, o despique das bandas de música que tocam no adro com pouco mais de 1.300 metros quadrados de área, ou simplesmente para beber “chiripiti”, uma mistura de mel, produzido naquela serra, com aguardente “para espantar o frio”.

Os enchidos, e o arroz doce ajudam a matar a fome numa noite longa numa aldeia onde vivem 70 pessoas, a maioria idosos.

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Viana do Castelo

Funeral do bispo de Viana realiza-se quarta-feira depois de dois dias de cerimónias

D. Anacleto Oliveira

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Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

O funeral do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, que morreu na sexta-feira num acidente de viação, realiza-se na quarta-feira, no cemitério das Cortes, Leiria, depois de dois dias de cerimónias fúnebres, anunciou hoje a diocese vianense.

O funeral será realizado às 15:00 de quarta-feira no cemitério das Cortes, terra natal de Anacleto Oliveira. Nessa manhã, a partir das 10:00, o corpo do bispo estará em câmara ardente na Sé Catedral de Leiria, informou a diocese de Viana do Castelo, em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, as cerimónias fúnebres terão início na segunda-feira e vão seguir as restrições impostas para controlo da covid-19.

“A despedida de D. Anacleto Oliveira decorrerá entre os dias 21 e 22 de setembro, com o fim de evitar constrangimentos desnecessários, e sempre seguindo as normas de saúde prescritas”, refere a entidade.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o bispo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

De acordo com o anúncio feito hoje pela diocese, a Sé Catedral “acolherá os restos mortais de D. Anacleto” no final da tarde de segunda-feira, sendo o acolhimento assinalado com orações antes do fecho da igreja.

Na terça-feira, “a parte da manhã será destinada à oração livre e espontânea dos fiéis”, que terão de respeitar uma entrada controlada e condicionada na igreja, e às 15:00 será celebrada uma missa presidida pelo arcebispo primaz de Braga, Jorge Ferreira da Costa Ortiga.

A cerimónia contará ainda com a presença dos restantes bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, do presbitério da diocese de Viana do Castelo e dos representantes dos diversos movimentos eclesiais, assim como autoridades civis e militares, segundo os lugares disponíveis na Sé Catedral, explica o comunicado.

A diocese pede ainda a “toda a família diocesana” que realize “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”.

O colégio de consultores da diocese de Viana do Castelo elegeu, entretanto, monsenhor Sebastião Pires Ferreira como administrador diocesano interino até à nomeação, pelo papa Francisco, de um novo bispo de Viana do Castelo.

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Alto Minho

Mais um óbito por covid em Ponte de Lima. Há 19 casos ativos

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até esta sexta-feira, com 19 casos ativos de covid-19, mais sete do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperados, há 57 pessoas já curadas da doença, mais cinco desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, mais um do que na semana passada.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 78.

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Viana do Castelo

Sinos das igrejas de Viana vão tocar às 15:00 horas em memória de D. Anacleto Oliveira

Óbito

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Foto: dkixot / Até Brilhas

Os sinos das igrejas de Viana do Castelo vão tocar em uníssono, pelas 15:00 horas deste sábado, em memória do falecido bispo D. Anacleto Oliveira, anunciou hoje a diocese.

Em comunicado enviado às redações, aquela instituição religiosa explica que esta medida foi deliberada pelo novo administrador diocesano, monsenhor Sebastião Ferreira, em conjunto com o colégio de consultores da diocese.

Este ato serve para sinalizar, em conjunto, o falecimento de D. Anacleto Oliveira.

Recomenda ainda a diocese a que se reze pelo “descanso eterno” do malogrado bispo durante as celebrações eucarísticas por ocasião da comemoração dos defuntos, e se substitua a invocação “pelo nosso Bispo, Anacleto”, pela prece pelo “nosso administrador diocesano Sebastião”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu ontem na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Anacleto Oliveira celebrou, em agosto, 50 anos de ordenação e 10 anos como bispo de Viana do Castelo.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 11:29.

Fonte da GNR indicou que o óbito foi declarado no local, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de Medicina Legal do hospital de Beja, e que o homem era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu ao quilómetro 200 da A2, no sentido sul-norte, entre São Bartolomeu de Messines e Almodôvar.

Foram mobilizados, de acordo com o CDOS, bombeiros e veículos das corporações de Almodôvar e São Bartolomeu de Messines, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Albufeira e elementos da Brisa, além da GNR, num total de 16 elementos, apoiados por seis viaturas.

Natural da diocese de Leiria-Fátima onde nasceu, na freguesia de Cortes, frequentou o seminário diocesano de Leiria entre 1957 e 1969, tendo sido ordenado presbítero a 15 de agosto de 1970.

Em Roma fez a licenciatura em Teologia Dogmática na Universidade Gregoriana (1971), obtendo ainda, na mesma cidade, a licenciatura em Ciências Bíblicas no Instituto Bíblico de Roma (1974).

De 1974 a 1977 foi professor de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, tendo igualmente, neste último ano, obtido a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Na Alemanha fez o doutoramento em Exegese Bíblica na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Westfälischen Wilhelms-Universität de Münster (1987).

Naquele país foi Capelão de Emigrantes Portugueses na Diocese de Münster. De regresso a Portugal, a partir de 1988, retoma a lecionação de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e, ao mesmo tempo, no seminário diocesano de Leiria, na Escola de Formação Teológica de Leigos de Leiria e na Faculdade de Teologia (Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa.

Em 2001 assumiu, a presidência da Comissão diretiva do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

Entre outras funções, Anacleto de Oliveira foi ainda secretário da Comissão Científica dos Congressos Internacionais de Fátima (1997, 2001 e 2003), e membro do Conselho de administração e de gestão e finanças do Santuário de Fátima.

Atualmente era presidente da comissão episcopal para a liturgia e coordenador da nova tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa.

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