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Futebol

Dupla do Minho enfrenta favoritismo de Sporting e FC Porto na Taça da Liga

Final Four

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Foto: DR / Arquivo

Os minhotos SC Braga e Vitória SC vão fazer face aos favoritos Sporting, detentor do troféu, e FC Porto na ‘final four’ da Taça da Liga de futebol, que arranca terça-feira, em Braga.

Os ‘leões’, vencedores das duas últimas edições da prova, terão pela frente o anfitrião SC Braga, na terça-feira (19:45), numa reedição da meia-final da época passada, enquanto o FC Porto, finalista em 2018/19, vai defrontar o conjunto vimaranense, na quarta-feira (19:45).

Com dois troféus arrecadados nas duas últimas temporadas, ao superar Vitória de Setúbal (2017/18) e FC Porto (2018/19) no desempate por grandes penalidades, o Sporting vai marcar presença na terceira ‘final four’ seguida, na ‘ressaca’ do desaire ante o rival Benfica (2-0), que deixou os ‘verdes e brancos’ a 19 pontos da liderança do campeonato.

Após um mau arranque na fase de grupos, que quase o deixou fora desta ronda, o conjunto orientado por Silas terminou o grupo C no primeiro lugar, à frente de Rio Ave, Portimonense e Gil Vicente, tendo agora pela frente o SC Braga, na primeira meia-final.

Os ‘arsenalistas’, anfitriões da ‘final four’ da prova, não deram hipóteses e terminaram o grupo A com 100% de aproveitamento sobre Paços de Ferreira, Marítimo e Penafiel, condição que lhes garantiu a sétima presença nas ‘meias’ da Taça da Liga.

A equipa agora liderada por Rúben Amorim chega a esta fase da prova ‘embalada’ por um triunfo na casa do FC Porto, por 2-1, para o campeonato, algo que não sucedia há 15 anos.

Vencedores em 2012/13 e finalistas em 2016/17, os bracarenses reencontram o Sporting na mesma fase da edição anterior da prova, na qual foram derrotados no desempate por grandes penalidades, depois do empate 1-1 que se registou no tempo regulamentar.

Na quarta-feira, o FC Porto procura atingir a quarta final, a segunda seguida, da única competição nacional que ainda não consta do palmarés ‘azul e branco’. Os ‘dragões’ chegaram à decisão em 2009/10, 2012/13 e 2018/19, tendo perdido com Benfica, SC Braga e Sporting, respetivamente.

Tal como SC Braga, a equipa de Sérgio Conceição ‘carimbou’ o ‘passaporte’ para a ‘final four’ com três vitórias em três jogos no grupo D, sobre Desportivos de Chaves, Casa Pia e Santa Clara.

Poucos dias depois de ter perdido na receção aos bracarenses, os portistas terão pela frente o Vitória SC, que está de regresso às meias-finais 10 anos depois. Em 2008/09, os vitorianos, então comandados por Manuel Cajuda, foram derrotados pelo Benfica, que viria a conquistar essa edição da Taça da Liga.

Esta época, o conjunto orientado por Ivo Vieira deixou pelo ‘caminho’ precisamente os recordistas de troféus da Taça da Liga (sete), num grupo B no qual somou duas vitórias, com Vitória de Setúbal e Sporting da Covilhã, e um empate, diante dos ‘encarnados’.

No sábado, a equipa da ‘Cidade-Berço’ conseguiu uma importante ‘vitamina’ para a ‘final four’ da Taça da Liga, ao vencer o Santa Clara (1-0) para o campeonato, com um golo em tempo de compensação, da autoria de João Pedro.

Os vencedores das meias-finais apuram-se para a final da Taça da Liga 2019/20, que terá lugar em 25 de janeiro, também no Estádio Municipal de Braga.

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Futebol

“A verdade é que são já seis expulsões para o campeonato”

João Pedro Sousa

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Foto: Divulgação

Declarações dos treinadores do Famalicão e Desportivo das Aves, João Pedro Sousa e Nuno Manta Santos, no final da partida da 21.º jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com um empate, por 1-1

João Pedro Sousa (treinador Famalicão): “Este era o Aves que esperava. Apesar de ser o último classificado, é uma equipa muito competente e desde que este técnico assumiu o comando, é o conjunto do nosso campeonato que menos golos sofre de bola corrida.

Foi um resultado que não contávamos, esperávamos vencer, e entrámos com vontade de resolver rapidamente o jogo, mas fomos um pouco lentos na nossa construção.

Na segunda parte, as condições do campo ficaram mais fracas e tivemos dificuldades em construir. Cometemos uma grande penalidade e depois de sofrer o golo, ficámos impacientes e acusámos alguma fadiga.

A expulsão piorou a situação, mas, felizmente, conseguimos chegar à igualdade. Foi um jogo ingrato, procurávamos a vitória, e de certa forma até a merecíamos.

[Série de sete jogos sem vencer] Cria alguma ansiedade, porque queremos ganhar cada vez mais rápido. Ficámos tristes por ver que aquilo que produzimos ter sido, em algumas ocasiões, suficiente para vencer. Nestes últimos jogos podíamos ter amealhado uma ou outra vitória.

[Sobre expulsão] Não criticando a arbitragem, a verdade é que são já seis expulsões para o campeonato e perto de 350 minutos que jogamos com menos um. Começa a marcar a equipa. É uma situação que temos de melhorar e refletir onde está o problema”.

Nuno Manta Santos (treinador Desportivo das Aves): “Não direi que o último lance foi cruel. É futebol e temos de ser competente até ao fim do jogo. Apesar de trabalharmos as bolas paradas todas as semanas, o Famalicão acabou por ter o mérito de marcar golo, num momento é que podíamos ter feito melhor.

Mas tenho de dar os parabéns aos nossos adeptos e à organização da nossa equipa. Tiveram espírito solidário e cumpriram a estratégia que foi definida com intensidade.

Fizemos tudo para levar daqui os três pontos, e apesar do Famalicão ter feito o seu trabalho para vencer, por aquilo que aconteceu durante os 90 minutos, são dois pontos perdidos para o Aves.

Era importante ganhar e creio que a vitória assentava bem à nossa equipa. Há que pensar já no próximo jogo com o [Vitória de Guimarães] e canalizar para aí a nossa revolta”.

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Futebol

Pedro Proença contra racismo e violência no desporto

Caso Marega

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Foto: Divulgação

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, assinalou hoje que os passos dados pelo organismo na luta contra a violência no desporto também integram o combate ao racismo.

“A Liga tem tido um papel extremamente ativo no combate ao racismo e xenofobia, mas no combate à violência no desporto e no futebol em particular. Há pouco mais de uma semana, estive reunido com o ministro da Administração Interna, fazendo e reivindicando intervenções de natureza objetiva e subjetiva”, afirmou Pedro Proença, em declarações à agência Lusa.

O presidente da LPFP assinalou os pedidos feitos à tutela, como são os casos das “revistas aos adeptos seja feita de uma forma muito mais rigorosa, de forma a que se consiga detetar a inserção de artefactos pirotécnicos em recintos desportivos”, mas também quanto à interdição de adeptos.

“Queremos que, claramente, aos adeptos que não têm comportamentos condignos, sejam aplicadas medidas sancionatórias de interdição de acesso a recintos desportivos e sejam acompanhados do dever de apresentação junto das autoridades às horas dos jogos das sociedades desportivas infratoras”, prosseguiu o antigo árbitro.

O dirigente defendeu a “intervenção robusta, inequívoca e exemplar, até musculada se for necessário”, porque “o combate aos comportamentos antidesportivos é um combate de todos”.

Pedro Proença reiterou o comunicado divulgado pelo organismo que preside, sobre os incidentes ocorridos com o futebolista maliano do FC Porto Marega, assinalando que o racismo “envergonha o futebol e a dignidade humana”.

“Temos a clara noção de que os valores do futebol não são compatíveis com o que se passou na noite de hoje no estádio do Vitória Sport Clube. É importante também afirmar que a grandeza da instituição Vitória Sport Clube não deve ser confundida, em momento algum, com a atitude de uma pequena minoria que não representa esta grande instituição. Estes atos envergonham o futebol e a dignidade humana”, sublinhou.

O avançado pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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Futebol

Famalicão empata com Aves graças a golo nos descontos

21.ª jornada da I Liga, temporada 2019/2020

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Foto: Facebook de FC Famalicão

O Famalicão garantiu hoje, com um golo no último minuto, um empate em casa frente ao Desportivo das Aves (1-1), último classificado, em jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Na marcação de uma grande penalidade, aos 64 minutos, Welinton marcou o golo do lanterna-vermelha, antes de Riccieli empatar aos 90+6.

O Famalicão, que terminou reduzido a 10, por expulsão de Fábio Martins (86), somou o quinto encontro consecutivo sem vencer e segue no sexto lugar, com 33 pontos, enquanto o Aves é 18.º e último, com 13 pontos, a três da zona de manutenção.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Famalicão, em Famalicão.

Famalicão – Desportivo das Aves, 1-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Welinton, 64 minutos (grande penalidade).

1-1, Riccieli, 90+6.

Equipas:

– Famalicão: Vaná Alves, Ivo Pinto (Roderick, 13), Riccieli, Patrick William, Coly (Walterson, 71), Racic, Gustavo Assunção, Pedro Gonçalves (Anderson, 66), Fábio Martins, Toni Martinez e Diogo Gonçalves

(Suplentes: Defendi, Guga, Walterson, Ofori, Rúben Lameiras, Roderick e Anderson).

Treinador: João Pedro Sousa.

– Desportivo das Aves: Beunardeau, Jailson, Buatu, Diakhité, Ricardo Mangas, Estrela, Rúben Oliveira, Kevin Yamga (Pedro Delgado, 90+2), Banjaqui, Welinton (Dzwigala, 84) e Mohammadi (Rúben Macedo, 55).

(Suplentes: Fábio Szymonek, Dzwgala, Pedro Delgado, Marius, Reco, Rúben Macedo e Luiz Fernando).

Treinador: Nuno Manta Santos.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Fábio Martins (32 e 86), Racic (35), Vaná Alves (61), Beunardeau (82) e Patrick William (85) e Diogo Gonçalves (90+1). Cartão vermelho por acumulação a Fábio Martins (86).

Assistência: cerca 3500 espetadores.

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