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Atletismo

Dulce Félix vence S. Silvestre de Lisboa pela sexta vez

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Foto: Facebook de Dulce Félix

Dulce Félix venceu este domingo a S. Silvestre de Lisboa, tendo, contudo, sido ultrapassada por João Pereira nos metros finais, que garantiu o triunfo masculino na clássica ‘guerra dos sexos’, que atualmente está empatada a cinco vitórias.


Após várias presenças na competição, soçobrando sempre na subida da Avenida da Liberdade, João Pereira, triatleta do Benfica, conseguiu o triunfo individual e também do sexo masculino, recuperando a desvantagem de 3.53 minutos com que os homens partiram.

O benfiquista começou a desenhar o triunfo logo nos quilómetros iniciais, isolando-se dos restantes adversários e cortou a meta com 29.30 minutos.

“À sexta foi de vez! Depois de tentar cinco vezes, com subidas ao pódio, finalmente consegui triunfar. Esta subida à Avenida da Liberdade estava a ser um inferno. Desta vez consegui chegar aqui sozinho e isso deu-me mais força para lutar pelo triunfo. Já na descida, quando vi que só faltava passar uma atleta, ganhei mais ânimo e consegui ultrapassá-la nos metros finais”, disse João Pereira no final da sua corrida.

No entanto, afirmou que só esperava que Dulce Félix não tivesse velocidade suficiente para um último ‘sprint’, admitindo que “estava nas últimas”.

Hermano Ferreira, da Escola de Atletismo de Coimbra, vencedor em cinco ocasiões, ainda tentou perseguir o fugitivo, mas também ele acabou por ficar para trás, ultrapassado pelos benfiquistas Samuel Barata, vencedor da época passada, que ficou agora em segundo lugar (30.28) e Emanuel Rolim (quarto), mas conseguiu recuperar mesmo nos metros finais, sendo terceiro classificado, com 30.34 minutos.

Em femininos, venceu Ana Dulce Félix (33.32), que conquistou o seu sexto triunfo, mas foi incapaz de impedir a ultrapassagem de João Pereira, mesmo sendo ela fazer o último quilómetro mais rápido (nos homens, o mais rápido nesse último quilómetro foi Ricardo Ribas, totalista em presenças na competição).

“Foi mesmo por um bocadinho que não consegui manter a vantagem. Dei tudo o que tinha, andei sempre na frente, do primeiro ao último quilómetro, mas faltou-me alguém que estivesse ao meu nível para continuar num ritmo mais forte. No último quilómetro dei tudo, mas o João apareceu muito forte e conseguiu ultrapassar-me e dar o triunfo ao sexo masculino”, referiu a atleta, que estava contente pelo seu sexto triunfo na prova feminina, mas que lamentava não ter conseguido manter a vantagem das mulheres, que tinham cinco vitórias e agora foram igualadas pelos homens.

Ainda subiram ao pódio a sportinguista Susana Godinho (34.49) e a individual Ercília Machado (35.27).

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Atletismo

FPA prolonga integração no Projeto de Alto Rendimento até março de 2021

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) prolongou a integração de atletas e treinadores no Projeto de Alto Rendimento (PAR) até março de 2021, “considerando o contexto de pandemia” de covid-19, que provocou a interrupção da atividade desportiva.

A decisão do organismo federativo, anunciada na quinta-feira, visa os atletas de nível quatro e cinco que já estavam no início da pandemia integrados no PAR, programa que é financiado, entre outros, pelo Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ) e o Comité Olímpico de Portugal (COP).

“Esta decisão permite que os atletas tenham a possibilidade de defender o seu nível de integração, através da participação num período competitivo e da possibilidade de participarem nos trabalhos de setor previstos normalmente para final o do ano”, explicou o presidente da FPA, Jorge Vieira.

O plano de apoio ao alto rendimento foi desenvolvido pela FPA, com o objetivo de melhorar as condições de preparação dos atletas portugueses com vista aos Jogos Olímpicos Rio2016 e Tóquio2020, adiados para 2021 devido à pandemia.

São integrados no PAR os atletas e os seus treinadores que obtenham determinadas classificações em competições internacionais, ou que alcancem determinadas marcas de acordo com as tabelas de prestação desportiva, atualizadas anualmente.

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Atletismo

Provas da Liga Diamante de Eugene e Paris canceladas

Por causa da pandemia

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Foto: DR / Arquivo

Os ‘meetings’ de atletismo de Eugene, nos Estados Unidos, e de Paris, pontuáveis para a Liga Diamante, foram anulados devido à pandemia de covid-19, anunciaram hoje os organizadores.

A competição de Paris, marcada inicialmente para junho e depois reagendada para 06 de setembro, foi anulada pela Federação Francesa de Atletismo devido, entre outros fatores, “às restrições sanitárias em vigor” e “à incerteza sobre a presença de atletas oriundos do mundo inteiro”.

Os organizadores do ‘meeting’ de Eugene justificaram o cancelamento da prova, prevista para 04 de outubro, com as “condições sanitárias” que vigoram no estado norte-americano de Oregon.

A Liga Diamante, que com estes dois cancelamentos fica reduzida a 11 provas, em vez das 15 inicialmente previstas, deverá ter início em 14 de agosto, no Mónaco, seguindo-se, em 23 do mesmo mês, o ‘meeting’ de Estocolmo.

Além das duas provas hoje canceladas, já tinham sido retirados do calendário a de Rabat e a de Londres, que deveriam ter sido disputados em 31 de maio e 04 de junho, respetivamente.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infetou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Atletismo

Federação de atletismo tem plano de retoma e vai anunciar calendário

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) definiu o seu programa de retorno à competição após a interrupção pela covid-19, acompanhado de um plano de recomendações para os treinos e atividades.

Na quarta-feira, a FPA divulga a calendarização e locais do primeiro período competitivo, que se inicia no sábado, com o setor de lançamentos, e que “visa tocar em todos os domínios do atletismo português”.

“É um programa de retoma progressivo, dividido por fases e focado em alcançar a normalidade desportiva e social”, especifica Jorge Vieira, presidente da FPA, que não garante que, face às incertezas provocadas pela pandemia, essa calendarização seja “definitiva”.

Confederação de Treinadores pede retoma urgente do desporto federado

O documento teve em consideração as normas e recomendações das várias entidades nacionais e internacionais e, segundo a federação, vai ao encontro das orientações mais recentes da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a utilização de recintos desportivos e para a realização da prática desportiva.

“Apesar de abrangente, é preciso realçar que a realidade que vivemos, ainda no meio de uma pandemia, impõe inúmeros desafios e uma constante atualização de regras, normas e recomendações, por isso, sempre que justificável, as recomendações constantes neste documento serão atualizadas, em conformidade com as orientações emanadas dos órgãos decisores”, esclarece a entidade.

A FPA lembra que “a segurança, o desenvolvimento e a promoção da modalidade serão sempre os objetivos na base destas e de futuras recomendações”.

Jorge Vieira destacou o papel dos clubes neste processo – “habituados a viver com dificuldades, sobretudo financeiras” – e manifestou-se confiante de que os mesmos “vão superar, progressivamente, as dificuldades resultantes desta paralisação da atividade social e económica”.

O dirigente considera ainda que este é o “momento e oportunidade para aprofundar o relacionamento do desporto federado com o desporto escolar”, sugerindo uma “cooperação sem precedentes”, medida que, defende, “não pode ser mais adiada”.

O documento da retoma foi elaborado pela direção da FPA juntamente com a direção técnica nacional, tendo passado posteriormente pela “análise crítica e respetivos contributos” de todos os diretores técnicos regionais, contando também com o contributo dos treinadores em cada setor.

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