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Braga

DST entrega 151 computadores a alunos carenciados de Braga

Responsabilidade social

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Foto: Divulgação / DST

O Grupo DST, de Braga, entregou esta segunda-feira 151 computadores portáteis novos a alunos carenciados. O número de equipamentos corresponde ao levantamento que a direção do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda (AESM) identificou decorrente de um diagnóstico de necessidades solicitado pela Câmara de Braga a todas as escolas do concelho.

Na presença dos estudantes e respetivos pais, Joaquim Teixeira, vice-presidente do Grupo DST, e Margarida Antonieta da Rocha e Silva, diretora do AESM, assinaram o protocolo de doação, que visa possibilitar aos alunos do agrupamento o acesso às metodologias de ensino à distância durante a pandemia de covid-19.

Recorde-se que, já em maio de 2020, por ocasião do primeiro confinamento, o grupo liderado por José Teixeira havia doado 50 computadores e assegurado a oferta de serviço de internet durante quatro meses.

Em comunicado, a empresa salienta que “a desigualdade no acesso dos alunos ao ensino à distância tem estado em debate desde o início da pandemia, por incrementar ainda mais a vulnerabilidade das famílias de condições socioeconómicas mais desfavorecidas. Também no AESM essa realidade se fez sentir com acuidade”.

“Assim, com o regresso do ensino à distância, considerado menos eficaz do que o ensino presencial e um multiplicador de desigualdades de vários tipos, não apenas educacionais, que penaliza os alunos mais vulneráveis, o Grupo DST, consciente da sua responsabilidade social e das repercussões que o atual momento tem na educação e nas perspetivas futuras dos alunos, decidiu atribuir um donativo em espécie ao AESM, no valor de cerca de 50 mil euros”, acrescenta o comunicado.

Para Margarida Antonieta Silva, esta doação vem responder às situações, que o AESM já havia identificado, de alunos que estavam fortemente condicionados no acesso ao ensino à distância, por não possuírem equipamento informático ou porque, tendo-o, têm de o partilhar com outros elementos do agregado familiar, porque alguns estão em teletrabalho ou têm outros irmãos em ensino não presencial.

A diretora do AESM, citado no comunicado, louva o Grupo DST “por se associar ao agrupamento para ultrapassarem estes obstáculos que, no ensino não presencial, constrangem fortemente o acesso dos alunos às aulas e ao trabalho que têm de realizar para desenvolverem as suas aprendizagens”.

Já para José Teixeira, presidente do dstgroup, igualmente citado no comunicado, “este apoio significa mais do que filantropia. A educação é a variável que influencia a competitividade das famílias, das empresas, das cidades e dos países. É responsabilidade da economia e das empresas contribuir para eliminar as barreiras do ensino, esbater as desigualdades no acesso a ferramentas para uma educação de idênticas oportunidades e alargar o elevador social para que os que menos podem consigam prosperar e empreender”.

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