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Viana do Castelo

Doze “instagramers’ com a missão de mostrar Viana do Castelo ao mundo

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Foto: DR

Doze ‘instagramers’ de três países vão fotografar e mostrar ao mundo, através de 800 mil seguidores daquela rede social, o “potencial” de Viana do Castelo, no primeiro evento do género realizado em Portugal, disse esta quarta-feira um dos organizadores.


“É quase uma missão impossível. Escolhemos os melhores, que são os agentes especiais que vão mostrar Viana do Castelo ao mundo, através da fotografia, de uma visão muito particular. Viana do Castelo é uma cidade com muito potencial e este evento vai ser uma espécie de ensaio geral, como se de um espetáculo em palco se tratasse”, explicou à Lusa Luís Octávio Costa.

O Viana Winter Adventure, vai decorrer durante três dias, juntando nove dos principais ‘instagramers’ portugueses, dois espanhóis e um sueco, entre eles jornalistas, designers e arquitetos.

Juntos têm 800 mil seguidores na rede social ‘Instagram’ e podem “transformar Viana, cidade que vive do verão, num destino apetecível no inverno”.

O evento, que conta com o apoio da câmara municipal e do hotel FeelViana, pretende ser “o início de uma grande aventura”, noutros locais do país e do mundo”.

Entre os dias 19 e 21 de janeiro, os 12 ‘instagramers’ vão percorrer “um itinerário que valoriza o património histórico, cultural, paisagístico, gastronómico, etnográfico e humano” de Viana do Castelo, a comemorar 170 anos de elevação a cidade.

“Tudo será fotografado de 12 formas distintas por 12 olhares singulares. O Teatro Municipal Sá de Miranda vai abrir só para os ‘instagramers’, vamos fazer foto à la minute, um passeio de bicicleta no Cabedelo, reinventar tradições como a dos cabeçudos, visitar o ateliê de escultura de Iva Viana, o clube náutico as ruas antigas do centro histórico e a Montaria”, explicou Luis Octávio Costa, natural de Viana do Castelo.

“Há muito tempo que sentia a vontade, o impulso de voltar a Viana. Há vários anos que participo em eventos do ‘Instagram’ e achei que estava na altura de dar um salto qualitativo na organização destes eventos em Portugal”, explicou.

O Viana Winter Adventure é organizado por dois jornalistas, Rui Batista da agência Lusa e Luís Octávio Costa do jornal Público, e o designer João Bernardino. Em comum, têm “a vontade de explorar, registar experiências e de as partilhar com todos os que sabem que há um mundo lá fora”.

“É uma ideia que nos une há muito tempo, a necessidade de explorar o mundo, o que está ao nosso lado ou no mundo e mostrar aos outros através da fotografia. Esta é uma ideia mais global, mostrar destinos, mostrar Portugal através da fotografia”, adiantou.

Os ‘instagramers’ locarl, diogolage, jpaulopimenta, alexcoelholima, jessica_reis, marchi3003, teresacfreitas, martanferreira, mctoro_o, são os convidados do evento, que está a ser divulgado numa página na Internet criada para o feito.

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Viana do Castelo

Mulher sofre fratura após queda na Praia Norte em Viana

Praia Norte

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Foto: O MINHO

Uma mulher, cuja idade não foi possível apurar, sofreu uma fratura quando caminhava na praia, ao final da tarde desta quarta-feira, em Viana do Castelo.

A vítima terá sofrido os ferimentos numa zona rochosa de quebra-ondas na Praia Norte, acabando por sofrer problemas de mobilidade provocados por uma queda naquele local.

Uma equipa de nadadores-salvadores da Coordenada Decimal deslocou-se prontamente ao local para prestar primeira assistência à vitima que se queixava de muitas dores, incluíndo na cabeça.

Foto: O MINHO

Após primeira análise, verificou-se que a vítima não tinha sofrido ferimentos na zona da cabeça com a queda, apenas no membro inferior.

Os nadadores-salvadores estabilizaram a mulher em plano duro para proceder ao transporte em prancha até à zona onde já se encontrava uma ambulância de emergência médica, habitualmente sediada no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Foto: O MINHO

A vítima foi então transportada para aquela unidade hospitalar onde foi avaliada pela equipa médica, resultando em ferimentos “ligeiros”.

A Polícia Marítima registou a ocorrência.

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Alto Minho

Transportadora de Viana alega violação do princípio da concorrência em concurso

Transcolvia

em

Foto: Cristiano Nascimento / Flickr

O operador que contesta o concurso para o transporte público rodoviário na Área Metropolitana do Porto acusa aquele organismo de não esclarecer questões essenciais para a decisão de concorrer, pondo em causa os princípios da transparência e da concorrência.

Na ação de contencioso pré-contratual que deu entrada em 26 de junho no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, a Lusa teve hoje acesso, a Transcolvia – Transportes Coletivos de Viana do Castelo pede que seja declarada a ilegalidade do programa do concurso, do caderno de encargos e de outros documentos conformadores, acusando a AMP de não esclarecer questões que considera essenciais para a decisão de apresentar ou não uma proposta.

A primeira, refere o operador, diz respeito a “material circulante”, a segunda a “estrutura de recursos humanos” e a terceira à “remuneração do cocontratante”. Questões que o júri, entende o operador, não esclareceu devidamente.

“Ao não o fazer logo no início, nem, posteriormente, por via do Júri, levando a que este não esclarecesse coisa alguma, incumprindo assim o dever que sobre este impendia de procurar saber, a AMP pôs em causa o princípio da transparência no âmbito da formação dos contratos públicos”, alega a Transcolvia.

Na ação, e no que à estrutura de recursos humanos diz respeito – a mais relevante das questões colocadas -, a empresa argumenta que, atendendo à natureza, dimensão e valor do procedimento, “não é despiciendo equacionar a existência de concorrentes que tenham conhecimento do tipo de informações” que deviam acompanhar a obrigação prevista numa cláusula do caderno de encargos, que introduz um “conjunto de complexas e generalistas obrigações, relacionadas com a eventual transferência de trabalhadores entre prestadores de serviços atuais e prestadores de serviços futuros”.

Para o operador de Viana do Castelo, dada a influência que podem ter no modelo de negócio, impunha-se que essas obrigações “fossem absolutamente determináveis e claras”, pelo que não se pode aceitar o teor daquela cláusula, “nem a ausência de resposta por parte do júri” que afirmou que a AMP não dispõe da informação solicitada, “sem que se considere de imediato a violação, por parte da AMP, dos princípios da transparência, da concorrência e da igualdade”.

No entender da Transcolvia, a transferência de recursos humanos que resulta como uma obrigação deste contrato é discutível à luz do Código do Trabalho, “não é algo que se possa impor sem mais”, e por mera remissão para a lei, tanto mais que a AMP pretende, “em sede de contrato, impor algo que vai para além da exigência legal e, para mais, de uma forma absolutamente ilegal”.

Acresce que, “sabendo-se, como se sabe, e a AMP sabe (…) que a progressão na carreira por antiguidade determina divergências na casa dos dois dígitos dos custos salariais e que estes são mais de metade dos custos globais”, a empresa considera que seria “um exercício temerário fazer uma proposta económico-financeira sem saber, em concreto, que custos se terão de suportar nessa matéria para o lote x ou y”.

Assim, a ausência desse informação é um fator de distorção da concorrência entre interessados e eventuais futuros concorrentes, consubstanciando uma violação ao princípio da concorrência e da igualdade, alega a Transcolvia.

“Pois, se em concurso público de idêntica natureza, mas para a região de Lisboa, a congénere da AMP, a AML [Área Metropolitana de Lisboa], disponibilizou, logo em sede de Caderno de Encargos, tais informações, é naturalmente porque é possível obtê-las junto dos operadores do mercado, e fornecer as mesmas” em sede desse caderno, assinala o operador, que pede que seja declarada a ilegalidade dos documentos conformadores do concurso.

Em resposta à Lusa, no dia 09 de julho, a AMP confirmou que foi já notificada da ação que “impugna os documentos conformadores do procedimento”, tendo já sido entregue a respetiva contestação ao apoio jurídico daquela entidade.

O concurso público internacional para o transporte público rodoviário na AMP, cuja conclusão chegou a estar prevista para abril de 2019, foi lançado em 24 de janeiro, tendo o prazo para apresentação de propostas, que inicialmente terminava no dia 24 de março, sido prorrogado por várias vezes, estando agora fixado para o final do mês.

O contrato, com um preço base de cerca de 394 milhões de euros, tem como objeto a prestação de transporte rodoviário de passageiros nos 17 municípios que compõe a AMP.

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Alto Minho

Viana do Castelo evoca obra de Ruben A. nos 40 anos de feira do livro

De 18 de julho a 01 de agosto

em

Foto: Arquivos RTP

A quadragésima edição da feira do livro de Viana do Castelo, este ano em formato digital devido à covid-19, vai evocar a obra de Ruben A. para celebrar o centenário do nascimento do escritor, foi hoje divulgado.

“A nossa pequena joia da coroa da programação será, no dia 18 de julho, a apresentação da reedição do livro ‘A Torre da Barbela’, de Ruben A., por António M. Feijó, pró-reitor da Universidade de Lisboa e professor catedrático da Faculdade de Letras da mesma Universidade, e a apresentação da reedição das ‘Páginas Minhotas’, de Ruben A., editado pela Câmara Municipal”, afirmou hoje o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.

Ruben A. é o nome literário de Ruben Alfredo Andresen Leitão, que se estreou em 1949 com “Páginas”, obra em seis volumes, na qual o estilo diarístico e a ficção se entrecruzam. Nascido em 1920, em Lisboa, morreu em Londres, em 1975. Encontra-se sepultado no cemitério de Carreço, em Viana do Castelo, freguesia onde construíra a sua casa.

Hoje, na apresentação da 40.ª Feira do Livro, que vai decorrer de 18 de julho a 01 de agosto, com centenário do nascimento de Ruben A. em destaque, o autarca socialista, que detém o pelouro da Cultura, disse que o evento vai decorrer “em moldes diferentes do habitual, utilizando os meios digitais para a promoção do livro e da leitura, dando a conhecer os autores e novas edições”.

“Apesar das limitações do espaço público e da animação que teríamos todas as noites no jardim marginal da cidade, com todos os ‘stands’ ocupados pelas editoras não quisemos deixar de ter um espaço, a sala Couto Viana, da biblioteca municipal para fazer a promoção do livro, da leitura, para apresentação de obras, e tertúlias. Vai ser a feira possível devido às contingências que temos neste momento”, especificou.

A feira do livro vai privilegiar os meios digitais, sendo que o programa vai incluir uma conferência, a inauguração de duas exposições, teatro, a apresentação de livros, dramatizações e leituras, animação infantojuvenil, transmitindo através das redes sociais variados eventos.

Nesta edição decorrerão vários momentos na sala Couto Viana, da Biblioteca Municipal, onde o programa da 40.ª edição foi hoje apresentado, como a apresentação de livros, em conformidade com as regras emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O programa inclui ainda um espaço dedicado à promoção dos jovens talentos, com a apresentação de uma publicação com os premiados dos últimos cinco anos do Prémio Escolar António Manuel Couto Viana.

“É a melhor forma de celebrar este autor português que é uma grande referência para Viana do Castelo”, referiu o autarca.

Durante a Feira do Livro estarão à venda, na Biblioteca Municipal, as edições e publicações municipais a preços especiais.

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