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Doze filmes portugueses integram em agosto competição em Melgaço

Cinema

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Foto: DR

Doze filmes, entre os quais “Alcindo”, “Paraíso” e “Viagem ao sol”, integram a competição do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, que decorrerá em agosto nesta localidade minhota, foi hoje anunciado.

O festival, que tem como missão divulgar o cinema etnográfico e social, terá este ano na programação “alguns dos títulos que marcaram o último ano”, nomeadamente 12 longas-metragens portuguesas já exibidas em vários festivais portugueses e estrangeiros.

Entre a dúzia de filmes escolhidos estão “Alcindo”, de Miguel Dores, a partir da história do homicídio de Alcindo Monteiro, “Paraíso”, de Sérgio Tréfaut, rodado no Brasil, e “Viagem ao Sol”, filme construído apenas com imagens de arquivo, com testemunhos de crianças austríacas, enviadas para Portugal no pós-Segunda Guerra Mundial.

A eles juntam-se também “Dispersos pelo centro” e “Quis saber quem sou”, ambos de António Aleixo, “Nous sommes venus”, de José Vieira, “Os fotocines”, de Sabrina Marques, “Transit”, de Hugo dos Santos.

“Águas do Pastaza”, de Inês T. Alves, exibido em Berlim, “Via norte”, de Paulo Carneiro, “No táxi do Jack”, de Susana Nobre, e “Paz”, de José Oliveira e Marta Ramos, também serão mostrados em Melgaço.

Uma das novidades deste ano é a secção “X-RayDoc”, dedicada à análise “de um filme marcante na história do documentário”, com coordenação de Jorge Campos, e que irá abordar o filme brasileiro “Cabra marcado para morrer” (1984), de Eduardo Coutinho.

No âmbito das residências de criação realizadas em 2021, o MDOC exibirá este ano quatro documentários “que traçam novos olhares para as histórias da região” de Melgaço.

São eles “A Inverneira de Pontes”, de Luís Miguel Pereira, “Alua Pólen – Para Ela, D’Ele”, de Beatriz Walviesse Dias, “Até Ao Amanhecer”, de J. L. Peixoto, Henrique Queirós e Sebastião Guimarães, e “Cristóval – Pontebarxas”, de Alexandra Guimarães e Gonçalo Almeida.

Anualmente, o festival atribui vários prémios, entre os quais o Prémio Jean-Loup Passek para o melhor filme e o melhor cartaz de cinema, e o Prémio D. Quixote, atribuído pela Federação Internacional de Cineclubes.

O júri deste ano contará com a professora de cinema Aida Vallejo, com a diretora do Instituto de Cinema e Artes Teatrais da Universidade da Silésia, na Polónia, Anna Huth, com o crítico de cinema Carlos Natálio, com o realizador mexicano Juan Pablo Gonzalez e com a codiretora da Documentary Association of Europe, Marion Schmidt.

O Festival Internacional de Documentário de Melgaço, organizado pela associação Ao Norte com a Câmara Municipal de Melgaço, está marcado de 01 a 07 de agosto.

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