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Braga

Domingos Névoa quer comprar 50% da Bragaparques por 65 milhões

Manuel Rodrigues pode não aceitar e caso vai para tribunal

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Domingos Névoa, co-fundador do grupo "Rodrigues e Névoa". Foto: O MINHO

A guerra entre os empresários bracarenses Manuel Rodrigues e Domingos Névoa subiu de tom.

Manuel Rodrigues e Domingos Névoa. Foto: DR / Arquivo

Nos últimos dias, Rodrigues disse de sua justiça sobre a posse da Bragaparques, no jornal Correio da Manhã, e na revista Sábado. Afirmando que só não comprou a firma de estacionamento, em dezembro passado, porque Névoa não apareceu para fazer a escritura.

O comprador oferecera 105 milhões pela metade pertencente a Névoa e à mulher, valorizando a empresa em 210 milhões, enquanto que este se dispôs a pagar 65 milhões pela mesma metade.

Os dois, sócios desde o início da atividade nos anos 70 do século passado, haviam decidido separar-se em 2016, tendo ficado acordado que cada um ofereceria, em carta fechada, o valor que entendesse dever pagar pela parte do outro nas muitas empresas que ambos detinham.

Como sucedeu com a própria Rodrigues & Névoa – do setor imobiliário e da construção – e com a Carclasse, esta do ramo automóvel.

Falta de comparência

As declarações de Rodrigues – e outras críticas – sobre a “falta de comparência” de Névoa na assinatura da escritura são rebatidas por “inverdadeiras” por este.

Fonte que lhe é próxima adiantou a O MINHO que, “em dezembro o empresário Manuel Rodrigues não tinha a Bragaparques em condições de lhe ser transferida. Pois, ainda não tinha sido retirado o aval de Névoa nem se tinha retirado a empresa de águas e resíduos, a Geswater, dos ativos da Bragaparques”.

A Geswater – que tem, ainda, como sócios a DST e a ABB – é a firma que detém 49 por cento da empresa municipal AGERE. Havia, portanto, que decidir quem ficaria com a Geswater. Só em março, – salienta a mesma fonte – a Braparques ficou em condições de ser transferida, com aqueles dois problemas solucionados”.

Impasse?

E sublinha: “a partir desta data até agosto, por várias vezes, Manuel Rodrigues foi interpelado pelo Névoa para vir pagar e assinar a competente escritura. E nunca apareceu para pagar e comprar”.

A partir de meados de agosto, e dado que não compareceu, Névoa decidiu comprar conforme o previsto no acordo negocial entre os dois e por eles assinado. O prazo limite é, também, em dezembro. Se Rodrigues não quiser vender, Névoa recorre ao Tribunal.

Neste momento – sustenta – “é Manuel Rodrigues quem se encontra em falta perante o Névoa, pois este pretende comprar e pagar o preço que contratualmente está previsto, cerca de 65 milhões”.

Por isso, Domingos Névoa, pelo contrato existente, vai obrigá-lo a vender, nas condições previstas nesse mesmo contrato, dado já não se encontrar obrigado a vender, pelo menos desde agosto”

Contactados por O MINHO nenhum dos dois empresários se quer pronunciar.

Ações em Tribunal

No começo de setembro, e conforme o MINHO noticiou, um juiz do Tribunal de Comércio de Famalicão titular do processo rejeitou dar andamento a uma providência cautelar interposta por Fernanda Serino, mulher de Manuel Rodrigues, visando impedir Névoa, de imediato, de gerir a firma, e decidiu que a ação avança, mas com a contestação e audição do demandado e suas testemunhas. Mantendo-se este como administrador até ao julgamento da ação.

Rodrigues encobriu assédio

No Tribunal de Trabalho, e de acordo com o jornal I, está um processo que envolve uma funcionária do empresário, a qual se queixa de ter sido assediada no local de trabalho por um quadro da firma de Rodrigues. Ao que soubemos, este desvaloriza e nega.

Sporting Clube de Braga

Manuel Rodrigues integra a administração da SAD do Sporting de Braga, cuja gestão, liderada por António Salvador, está em investigação no Ministério Público. Por causa de um alegado saco azul e de compras de jogadores, serviços e brindes.

Ao que O MINHO apurou nenhum dos administradores é arguido, e todos se dizem “alvo de calúnia” e de consciência tranquila. Mas o MP confirmou ao JN, recentemente, o inquérito judicial.

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Braga

GNR identifica homem por posse ilegal de arma em Vieira do Minho

Caçadeira e 28 cartuchos apreendidos

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Foto: DR / Arquivo

A GNR identificou, em Vieira do Minho, um homem de 45 anos por posse ilegal de arma em Vieira do Minho e apreendeu-lhe uma caçadeira e 28 cartuchos, anunciou hoje aquela força.

Em comunicado, a GNR refere que, no âmbito de um processo por danos materiais numa máquina agrícola que decorre há seis meses, os militares deram cumprimento a uma busca domiciliária, que culminou naquela apreensão.

O suspeito foi constituído arguido e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Póvoa de Lanhoso.

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Braga

Casal detido por tráfico em Vila Verde tinha na sua posse computador roubado em Viana

GNR encontrou, ainda, um computador portátil furtado em Viana

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

“Um casal de 32 e 30 anos” foi detido, esta terça-feira, no concelho de Vila Verde, por tráfico de estupefacientes, anunciou fonte da GNR.

De acordo com o Comando Territorial de Braga, em comunicado enviado a O MINHO, a detenção deu-se na sequência de um alerta recebido por uma patrulha, que foi avisada acerca de “um comportamento suspeito junto a vários veículos, estacionados numa zona de parqueamento, naquela localidade”.

Dirigido-se ao local indicado, os militares encontraram heroína e haxixe, e, ainda, um computador portátil furtado em Viana do Castelo, no Alto Minho.

“De imediato a patrulha deslocou-se ao local e acabou por abordar um veículo, cujo condutor correspondia com as características do homem que rondava os veículos parqueados, tendo detetado no seu interior um casal que tinha na sua posse 28 doses de heroína e 12 doses de haxixe, e um computador portátil que havia sido furtado de uma viatura da zona de Viana do Castelo naquela semana”, é referido pela GNR.

Os detidos foram constituídos arguidos, e os factos participados ao Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Dona do Braga Parque com ‘luz verde’ para comprar Fórum Aveiro

Mundicenter detém, entre outros, o Amoreiras, em Lisboa

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Foto: DR / Arquivo

A Autoridade da Concorrência (AdC) deu ‘luz verde’ à compra pela Mundicenter, dona do centro comerciai Braga Parque, Amoreiras e Strada, do Fórum Aveiro, centro comercial a céu aberto inaugurado há 20 anos, revela um aviso da AdC.

“O Conselho da AdC adotou uma decisão de não oposição na operação de concentração”, lê-se no aviso, que dá conta de a decisão ter sido tomada na terça-feira, justificada pelo Conselho por se tratar de uma operação de concentração que “não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste”.

A compra notificada em 09 de outubro à AdC consiste na aquisição, pela Mundicenter, detida pela construtora Alves Ribeiro, do controlo exclusivo da Sociedade Imobiliária RPFI Aveiro, através da aquisição de 100% do seu capital social.

Segundo a edição de julho da revista Forbes, Vítor Manuel da Silva Ribeiro é o terceiro empresário mais rico de Portugal, e tem como principais ativos a Alves Ribeiro Construção, o Banco Invest e a Mundicenter, proprietária e gestora de oito centros comerciais, entre os quais o Braga Parque, em Braga, o Amoreiras Shopping Center, o Centro Comercial de Alvalade e o Spacio Shopping, em Lisboa, o Arena Shopping, em Torres Vedras, o Oeiras Parque, o Strada Outlet, em Odivelas, e o Campus São João, no Porto.

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