Seguir o O MINHO

Arcos de Valdevez

Dominado incêndio que destruiu fábrica de madeiras em Arcos de Valdevez

Na zona industrial de Padreiro

em

Foto: Facebook de JF Padreiro

O incêndio que deflagrou numa fábrica de madeiras na zona industrial de Padreiro, Arcos de Valdevez, pelas 20:50 de quarta-feira, foi dominado cerca da 01:00 de hoje, informou o comandante operacional distrital (CODIS) de Viana do Castelo.


Em declarações aos jornalistas junto ao posto de comando instalado nas imediações da fábrica, Marco Domingues adiantou que “os trabalhos de consolidação vão prolongar-se por alguns dias devido à carga [combustível] acumulada no interior” do espaço.

Foto: Facebook de JF Padreiro

O responsável da Proteção Civil distrital referiu que deste incêndio resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma entorse e foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

O CODIS afirmou que “alguns meios estão a ser desmobilizados” face à situação feita neste último balanço.

“Podemos garantir que não há risco de propagação às indústrias contíguas”, declarou Marco Domingues, acrescentando que o fogo, cujas causas não são ainda conhecidas, “destruiu completamente a fábrica que se encontrava encerrada e sem ninguém no seu interior quando as chamas deflagraram”.

Ao local acorreram 14 corpos de bombeiros dos distritos de Viana do Castelo e Braga, num total de 144 operacionais apoiados por 51 veículos.

Anúncio

Alto Minho

Alto Minho vai ter centro de apoio tecnológico à indústria em novembro

Em Arcos de Valdevez

em

Foto: CM Arcos de Valdevez

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) disse hoje à Lusa que o Centro de Interface Tecnológico do Alto Minho (CITAM) vai começar a funcionar em novembro para ser o “braço armado” das empresas na inovação.

“O objetivo do CITAM é ser o braço armado das empresas e com elas fazer o trabalho de inovação, de desenvolvimento do produto, de processos e de internacionalização que cada uma, per si, necessitar”, afirmou Carlos Rodrigues.

O novo centro deverá entrar em funcionamento “até à primeira quinzena de novembro na In.Cubo”, em Arcos de Valdevez.

Contactado pela Lusa, a propósito da decisão hoje divulgada pela Câmara de Arcos de Valdevez de que vai participar no CITAM, Carlos Rodrigues explicou que a missão da nova estrutura é “facilitar” o apoio à indústria do Alto Minho.

“As empresas, principalmente as de pequena e média dimensão, mais características da região não têm a capacidade de poder deslocar recursos humanos para se dedicarem à inovação, à investigação aplicada ao desenvolvimento. Será um centro muito mais focado no trabalho com as empresas e para as empresas, prestando serviços de apoio à inovação, ao desenvolvimento de novos produtos, à internacionalização para as empresas do Alto Minho”, especificou Carlos Rodrigues.

O presidente do IPVC adiantou que a constituição daquele centro passa pela criação de “uma associação sem fins lucrativos, que integrará empresas, entidades do sistema científico e tecnológico nacional, como é o caso do politécnico, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, a Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) e a Associação para o Centro de Incubação de Base Tecnológica do Minho (ACIBTM)”.

Carlos Rodrigues acrescentou que “o capital social da associação será de cerca de um milhão de euros, a realizar em três anos”.

“O que pretendemos é que a associação seja autossuficiente. Até lá temos de assegurar os meios para que possa iniciar a sua atividade, sendo que o que se pretende, no futuro, é que o capital social venha a ser maioritariamente privado”, disse.

Carlos Rodrigues destacou que, na região Norte, o distrito de Viana do Castelo “é o único que não tem um centro específico de apoio às empresas que estão instaladas na região”.

“Há infraestruturas, equipamentos, materiais e laboratórios que já existem e que podem ser rentabilizados, sendo que o conhecimento já existe no IPVC”, referiu.

O novo centro será instalado na In.Cubo, na freguesia de Guilhadeses, em Arcos de Valdevez. Criada em 2007, aquela incubadora de iniciativas empresariais é participada pela Câmara de Arcos de Valdevez, pelo IPVC e pela Associação para o Centro de Incubação de Base Tecnológica do Minho (ACIBTM).

Na nota hoje enviada às redações, a Câmara de Arcos de Valdevez refere que “este projeto resulta da associação, por complementaridade de interesse, de instituições de ensino superior, empresas e respetivas associações com organismos públicos dotados de personalidade jurídica, maioritariamente do Alto Minho”.

“O CITAM tem como propósito dinamizar a economia da região, promover atividades de investigação, inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, processos e produtos, bem como reforçar o emprego altamente qualificado e o emprego científico”, acrescenta a nota.

No documento, o município presidido por João Manuel Esteves realça que o novo centro “pressupõe o aumento da competitividade do tecido empresarial e social da região, a promoção da capacitação técnica e tecnológica, bem como a promoção da colaboração institucional entre as instituições científicas e de ensino superior com o tecido produtivo”.

“A criação deste Centro de Interface Tecnológico gera benefício social, que se traduz na atração de investimento para a região, na fixação da população e na melhoria da qualidade de vida das pessoas do concelho e da região”, reforça.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

Continuar a ler

Alto Minho

Arcos de Valdevez decreta luto municipal pela morte do bispo de Viana

Óbito

em

Foto: Divulgação / Diocese de Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez expressou hoje publicamente “profundo pesar e consternação” pelo “trágico desaparecimento” de D. Anacleto Oliveira, na sexta-feira, vítima de acidente de viação.

Numa nota enviada à Lusa, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez sublinha que D. Anacleto Oliveira, bispo da Diocese de Viana do Castelo foi “uma personalidade marcante para a vida das populações de Arcos de Valdevez e do Alto Minho, pela sua capacidade intelectual e espiritual, simplicidade, humildade, dialogante e proximidade”.

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez refere ainda ter decretado luto municipal no dia do funeral.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu na sexta-feira, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota divulgada pela Presidência, lamentou a morte “repentina e trágica” do bispo Anacleto Oliveira e apresentou “sentidas condolências” à sua família e à Igreja Católica.

Continuar a ler

Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

em

Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios enquanto aguardam testagem para o vírus.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocados em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes. Nenhum apresenta sintomas.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

Continuar a ler

Populares