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Braga

Dois mil idosos já foram apoiados pela equipa social da rede May em Braga

Programa será prolongado a expensas da Câmara

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Foto: DR

A rede May de apoio a idosos em meio rural do Município de Braga atendeu duas mil pessoas, de junho de 2019 a dezembro de 2020, em 23 freguesias, ajudando-as em áreas como as da habitação, de transporte para consultas médicas, compra de medicamentos e resolução de problemas burocráticos junto a Segurança Social ou dos serviços de saúde.

Ana Ferreira, chefe de Gabinete da Presidência e que coordena a área social, revelou a O MINHO que o May, um projeto europeu de cooperação entre o Município, a Xunta de Galicia e a Universidade de Vigo, termina em maio, mas vai ser prolongado a expensas da Câmara.

Para o programa criou-se uma equipa técnica que leva apoio personalizado e de prevenção de demências, a cidadãos com mais de 55 anos, com ações gratuitas de serviços sociais, enfermagem (aconselhamento e rastreios), neuropsicologia (avaliação e estimulação cognitiva) e psicomotricidade (estimulação funcional). “Chegámos a atender 150 pessoas numa só semana numa freguesia”, adiantou.

O prolongamento do projeto é debatido esta manhã em reunião do Executivo.

Ana Ferreira adiantou que, em termos sociais, está em andamento o projeto “ROOF”, que decorre entre 2019 e 2022, no qual estão envolvidas nove cidades europeias e que tem financiamento comunitário.

O ROOF engloba a preparação de uma equipa técnica que irá gerir uma casa, adaptada para receber seis a oito sem-abrigo, que abre em 2022. “Será um espaço não apenas de acolhimento, mas com um programa de reinserção da pessoa na vida diária, através da capacitação pessoal e profissional”, esclareceu.

Para este ano, a Câmara tem 1,5 milhões para 21 projetos ou departamentos da área social, 500 mil de verbas europeias. A que acrescem os apoios à renda de casa (800 mil) e ao Braga a Sorrir (dentistas gratuitos), 150 mil.

Oposição critica

Questionado por O MINHO sobre a política social autárquica, o vereador do PS, na oposição, Artur Feio, considera que houve um “desinvestimento” propositado em programas criados na gestão socialista, casos da Rede Social e do Banco Local de Voluntariado.

Defende a criação de um observatório social, que identifique novos problemas, e que sejam criados os prometidos planos de habitação, gerontológico e para a igualdade.

Pede maior robustez ao nível da organização e de recursos, para corresponder às transferências de competências no domínio da ação social.

Já o autarca da CDU; Carlos Almeida critica a pouca dinâmica da Rede Social, o que “prejudica quer o diagnóstico das situações quer o seu encaminhamento e resolução”. Lamenta a “insuficiência da resposta” às carências de habitação de famílias necessitadas, bem como a falta de apoio às pessoas sem-abrigo.

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