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Alto Minho

Dois funcionários da Câmara de Melgaço infetados

Covid-19

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Foto: CM Melgaço

A divisão contabilística e financeira da Câmara de Melgaço foi hoje encerrada após um segundo caso de infeção pelo novo coronavírus e mais de 80 funcionários camarários vão ser testados durante a tarde, disse o presidente da autarquia.


Contactado pela agência Lusa, Manoel Batista disse que “foram enviados para casa” os “oito funcionários daquela divisão” em que se registaram dois casos de covid-19 e que funciona nos Paços do Concelho.

O autarca socialista adiantou que “a primeira funcionária a testar positivo já não está a trabalhar desde sexta-feira passada, e a segunda viu hoje confirmada a infeção”.

“Face a esta segundo caso decidimos encerrar a divisão e enviar as funcionárias para casa. Durante a tarde vamos testar todos os funcionários do edifício central, cerca de 60 pessoas e ainda todos os funcionários da divisão de obras e serviços urbanos, cerca de 20 pessoas. Os elementos permanentes no executivo municipal, três pessoas, serão também testados. Eu serei o primeiro”, destacou.

O autarca socialista disse que os resultados dos testes permitirão “ter uma noção exata do grau de contaminação na autarquia e da gestão de recursos e serviços é que terá de ser feita a partir de quinta-feira”.

“Só depois de teremos a noção exata é que tomaremos medidas adicionais”, referiu adiantando que a reunião de câmara presencial marcada para as 14:30, vai ser realizada por vídeo conferência”.

Segundo o último relatório epidemiológico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, de segunda-feira, Melgaço registava nove casos ativos.

Desde o início da pandemia, o concelho registava um acumulado de 98 infeções, 77 recuperados e 12 óbitos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Notícia atualizada às 13h14 com mais informação.

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Alto Minho

Monção vai ter novo parque empresarial

Investimento de 1,6 milhões

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Capacidade Parque empresarial da Lagoa já está "esgotada"

A Câmara de Monção lançou hoje o concurso público para a construção, por 1,6 milhões de euros, de um polo industrial em Vale do Mouro para dar resposta à procura de promotores locais, nacionais e estrangeiros.

“Este projeto surge da necessidade de colmatar a grande falta de terrenos industriais que, neste momento, existe no concelho de Monção. A capacidade do polo industrial da Lagoa está totalmente esgotada”, disse hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara de Monção, António Barbosa (PSD).

Contactado pela Lusa, a propósito da publicação, hoje, em Diário da República (DR), do anúncio do concurso público daquela empreitada, o autarca garantiu o início da empreitada no primeiro trimestre de 2021 e a previsão de conclusão dos trabalhos para o verão de 2022.

“O nosso objetivo é responder à procura de empresas locais que pretendem novos espaços para poderem alavancar às suas empresas e, por outro lado, responder à procura interessante por parte de empresas nacionais e estrangeiras que se querem fixar em Monção”, referiu.

O novo polo industrial com cerca de 60 mil metros quadrados, com 13 novos lotes, num investimento superior a 1,6 milhões de euros, com uma comparticipação de 750 mil euros de fundos comunitários e, o restante, esforço municipal.

“Quando fizemos a candidatura aos fundos comunitários tivemos de apresentar declarações de compromisso de várias empresas interessadas em fixar-se no novo polo industrial. Essa demonstração de interesse inicial ultrapassa em 50% a capacidade do parque”, especificou António Barbosa.

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Alto Minho

Desapareceram mangueiras dos bombeiros enquanto lavavam estrada em Cerveira

Apelo

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Foto: Bombeiros de Cerveira

Dois lances de mangueira dos Bombeiros de Cerveira desapareceram misteriosamente durante esta quinta-feira, quando os operacionais procediam à limpeza de via na Estrada Nacional 301.

Numa publicação divulgada através das redes sociais, aquela associação humanitária explica que os operacionais procediam a lavagem da via entre as freguesias de Covas e S. Martinho de Coura quando foi necessário reabastecer a viatura com água, noutro ponto da estrada.

Os dois lances que ficaram no local, “por breves instantes”, foram “levados”, diz a mesma publicação.

“Quem os levou provavelmente pensou que estavam esquecidos, assim sendo, e numa altura em que o socorro acarreta diariamente avultados custos, pedimos que os façam chegar ao nosso quartel”, apela a associação.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo aprova orçamento de 114 milhões para 2021

Economia

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A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje o Plano de Atividades e Orçamento (PAO) para 2021, no valor de 114 milhões de euros, com as abstenções do PSD e da CDU.

Na apresentação do documento, o presidente da Câmara da capital do Alto Minho disse tratar-se do “maior orçamento de sempre”, sendo que, do valor total, 108,2 milhões de euros são orçamento da autarquia e 5,9 milhões dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo.

“Este Plano de Atividades e Orçamento é marcado por duas matrizes. Por um lado, o combate à pandemia, afetando verbas suficientes para prevenção da doença durante o primeiro semestre de 2021, com incentivos à economia e reforço de apoios às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPPS)”, referiu José Maria Costa.

Como segunda matriz do documento, o autarca socialista apontou a “recuperação da economia” com uma “forte aposta no investimento”.

“O orçamento tem um plano de investimentos muito forte, decorrente a conjugação de três instrumentos financeiros, o atual e o novo quadro comunitário de apoio, que começa já no dia 01 de janeiro de 2021, e a chamada bazuca, o Plano de Recuperação e Resiliência”, adiantou.

“Temos de aproveitar bem os financiamentos comunitários para consolidar as infraestruturas de apoio às populações nas áreas social, de saúde, habitação no abastecimento e saneamento básico”, reforçou.

O documento “tem em consideração o facto de as transferências provenientes do Orçamento de Estado terem aumentado, atingindo em 2021 os 19,9 milhões de euros”.

Já os fundos comunitários e os contratos programa atingem uma verba de 8,5 milhões no próximo ano.

José Maria Costa salientou ainda que a autarquia vai estar “muito focadas nos indicadores ambientais, com a consolidação das redes de água e saneamento, eficiência hídrica, recolha de resíduos sólidos”, entre outros.

Os dois vereadores do PSD, Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, justificaram a abstenção com a “situação excecional” causada pela pandemia de covid-19.

Na declaração de voto que apresentaram destacam “a reformulação ou acréscimos de atividades, traduzidas em medidas de mitigação dos efeitos da atual pandemia”.

“Se não fosse as circunstâncias que vivemos, votaríamos contra”, reforçou a vereadora social-democrata, Cristina Veiga.

A abstenção foi também o sentido de voto da vereadora da CDU, Cláudia Marinho.

“A CDU abstém-se no Plano de Atividades e Orçamento da CMVC para 2021, ressalvando que só não votamos contra pois nas GOP é focado como primeiro objetivo fundamental o apoio às populações”, destaca a declaração de voto apresentada.

Na reunião camarária de hoje foi ainda aprovada, com a abstenção do PSD, a contratação de um empréstimo de 2,9 milhões de euros para investimentos a concluir até 2022.

No final da sessão, e questionado pelos jornalistas, José Maria Costa disse que a dívida da autarquia é “sustentável”.

“A capacidade de endividamento da Câmara de Viana do Castelo é ainda de 60 milhões de euros. A situação financeira é estável e de grande capacidade de endividamento, ainda, que está de reserva para uma emergência que possa surgir no futuro”, referiu.

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