Seguir o O MINHO

País

Dois bombeiros da corporação de Borba feridos em invasão do quartel por 20 pessoas

Agressões

em

Foto: DR / Arquivo

Dois bombeiros da corporação de Borba ficaram feridos na madrugada de hoje, um deles foi agredido, numa ocorrência que envolveu a invasão do quartel por um grupo cerca de 20 pessoas, disse o comandante da associação humanitária.


Joaquim Branco adiantou à agência Lusa que os dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, um por agressão a murro e o outro devido a vidros partidos da porta principal do quartel, tendo sido transportados para o Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Estremoz.

O comandante da corporação de Borba, no distrito de Évora, explicou que “perto das 00:30, um grupo de cerca de 20 pessoas deslocou-se ao corpo de bombeiros para fazer um pedido de socorro para uma vítima inconsciente, que estaria junto ao quartel de bombeiros, que depois se confirmou não corresponder à versão inicial”.

“Questionados por um dos bombeiros de serviço se tinham acionado o 112, as pessoas responderam de forma indelicada e agressiva e um dos bombeiros foi agredido com dois murros”, relatou o comandante.

Depois, adiantou, “os bombeiros de piquete, fecharam a porta de entrada do quartel, tendo os agressores partido o vidro e invadido as instalações, perseguindo os quatro bombeiros que estavam de piquete, que se refugiram em viaturas ou noutras dependências do quartel”.

A GNR de Borba, alertada pelos bombeiros, esteve no local a tomar conta da ocorrência, posteriormente com reforço de militares do corpo de intervenção, de acordo com o comandante dos bombeiros.

Fonte da GNR indicou à Lusa que não há detenções, nem foram identificados, ainda, suspeitos do grupo envolvido na ocorrência.

A GNR está a investigar o caso.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, em comunicado enviado à Lusa, refere que “está solidária” com a corporação de Borba, que na madrugada de hoje, “viu as suas instalações danificadas e os seus bombeiros atacados e agredidos”, por um grupo de pessoas.

No comunicado, indica que “exara ainda o seu veemente protesto”, considerando que “esta criminalidade não pode ficar impune”.

“Do que estiver ao alcance desta Federação tudo faremos para dissuadir este tipo de comportamentos junto das instâncias competentes na defesa dos interesses dos homens da paz e da sociedade civil”, adianta o comunicado.

Anúncio

País

Bruxelas mais pessimista projeta recessão de 8,7% do PIB na zona euro

Previsões

em

Foto: DR / Arquivo

A Comissão Europeia reviu hoje em baixa as projeções para a economia da zona euro este ano devido à pandemia de covid-19, estimando agora uma contração de 8,7% do PIB.

Nas previsões intercalares de verão hoje publicadas, o executivo comunitário aponta que, “dado o levantamento das medidas de confinamento estar a ser levado a cabo a um ritmo mais gradual do que o assumido” nas anteriores projeções da primavera, há dois meses, “o impacto na atividade económica em 2020 será mais significativo do que o antecipado”.

Assim, a Comissão, que em maio projetava para este ano uma contração, já recorde, de 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no espaço da moeda única, prevê agora um recuo de 8,7%, apenas parcialmente compensado em 2021, com um crescimento de 6,1% (na primavera apontava para 6,3%).

Continuar a ler

País

Mais de 30 concelhos de sete distritos em risco máximo de incêndio

Meteorologia

em

Foto: DR / Arquivo

Mais de 30 concelhos de sete distritos do interior norte e centro e Algarve apresentam hoje um risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Neste risco estão mais de 30 concelhos de Faro, Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Guarda, Viseu e Bragança.

O IPMA colocou também risco muito elevado e elevado de incêndio vários concelhos de todos os distritos (18) de Portugal continental.

Segundo o IPMA, pelo menos até ao final da semana vai manter-se o risco de incêndio máximo e muito elevado em vários concelhos do continente por causa do tempo quente.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.

Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O IPMA prevê tempo quente ao longo da semana, com uma descida hoje e quarta-feira e uma subida gradual a partir de quinta-feira.

Estas temperaturas elevadas devem-se, segundo o IPMA, a “uma massa de ar quente e seca proveniente do norte de África, associada a um fluxo de leste sobre a Península Ibérica, na circulação conjunta de um anticiclone localizado na região dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia, e de uma depressão centrada no interior da Península”.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Santarém, Lisboa Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Beja até às 21:00 de hoje.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Por causa das elevadas temperaturas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) decretou na segunda-feira a passagem de 10 distritos, maioritariamente no interior, ao estado de alerta especial laranja nas próximas 72 horas devido a risco de incêndio rural muito elevado ou máximo.

A informação foi avançada em conferência de imprensa na sede da ANEPC (Oeiras), pelo comandante operacional nacional, Duarte Costa, que afirmou estarem “reunidas as condições favoráveis à eventual ocorrência da propagação de incêndios rurais”, tendo por base as previsões meteorológicas do IPMA para os próximos dias.

O comandante Duarte Costa referiu que as condições previstas para as próximas 72 horas são de tempo seco e quente, com humidade relativa no ar inferior a 20%, vento moderado a forte, sobretudo nas terras altas, temperaturas máximas superiores a 36 graus no sotavento algarvio e no interior norte e possibilidade de trovoada seca no interior norte e centro.

“A ANEPC, através do seu comando nacional, decretou a passagem para o estado de alerta especial laranja para os seguintes distritos: Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu”, disse o comandante Duarte Costa, acrescentando que se mantém o estado de alerta especial amarelo para os restantes distritos do país.

Continuar a ler

País

Plateia alerta que apoio de emergência às Artes ainda não chegou a todos

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A Plateia – Profissionais de Artes Cénicas alertou hoje à noite que as verbas ainda não chegaram a todos os apoiados pela Linha de Apoio de Emergência às Artes, no valor de 1,7 milhões de euros.

Na semana passada, em 30 de junho, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, garantiu, no parlamento, que todos os apoiados pela Linha de Apoio de Emergência às Artes iriam receber até ao final da semana o valor que lhes foi atribuído.

Segundo a Plateia, num comunicado divulgado pelas 23:00 de hoje na sua página oficial na rede social Facebook, “isso não aconteceu”.

“A semana passou, e as verbas não só não chegaram a todos os projetos apoiados (através deste concurso lançado em março, e cujos resultados saíram em maio), como está a haver grandes atrasos nos esclarecimentos por parte do Ministério da Cultura”, lê-se no comunicado.

No dia 30 de junho, Graça Fonseca disse, numa audição na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação, que todas as entidades que concorreram àquela linha de apoio receberiam até ao final da semana o valor que lhe foi atribuído, acrescentando que, até então, cerca de metade já tinha recebido, “na sua conta bancária, o apoio da linha de emergência”.

Entre os apoios de emergência ao setor anunciados pelo Ministério da Cultura, para ajudar o setor no contexto da pandemia, está a Linha de Apoio de Emergência às Artes, que recebeu 1.025 candidaturas, das quais 636 foram consideradas elegíveis e, destas, apenas 311 receberam apoio.

Anunciada inicialmente com um orçamento de um milhão de euros, a linha foi depois reforçada com 700 mil euros.

Os resultados foram criticados pelas estruturas representativas dos trabalhadores do setor, nomeadamente por se ter tratado de um concurso e por não terem sido anunciados os resultados na íntegra, ou seja, que estruturas e profissionais receberam apoio e qual o valor desse apoio.

No comunicado hoje divulgado, a Plateia reitera as críticas.

“Criar uma corrida de todos contra todos num momento de emergência foi um erro. A verba – um milhão de euros – nunca seria suficiente para fazer face às necessidades, mesmo com um reforço de 700 mil euros, os resultados deixaram de fora grande parte dos projetos candidatos, e, além disso, os projetos foram financiados com valores muito menores do que os que tinham sido apresentados a concurso”, refere aquela estrutura.

Continuar a ler

Populares