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Braga

Doente de Braga recupera há meses da covid: “Já não vou a casa desde 26 de março”

“Revolta-me saber que há quem desvalorize a doença”

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Foto: Ilustrativa / DR

António Rodrigues, 53 anos, assistente operacional numa escola de Braga, recupera da covid-19 no Centro de Reabilitação do Norte (CRN), em Gaia, no distrito do Porto. À Lusa conta o drama de quem, meses depois de ser infetado, ainda sofre na pele as consequências desta doença e revolta-se contra quem a desvaloriza.

“Toma-se uma pastilha e fica-se bom, não é? Eu não ando. Há quem diga que só apanha quem não for forte. Eu fui à tropa e apanhei”, refere António Rodrigues.

O assistente operacional está a “reeducar” o corpo. Decidiu treinar a mão esquerda para a escrita, uma vez que perdeu movimentos do lado direito e porque não admite a hipótese de não regressar o mais rápido possível ao trabalho.

“Quero ser útil ao meu país, como o meu país, através dos hospitais, me é útil a mim. Salvaram-me e continuam a tratar de mim”, diz à Lusa, enquanto pedala sentado numa cadeira e conta que esteve em coma induzido “alguns meses porque já não respirava bem”. Descobriu que estava infetado no final de março. Foi intubado a 22 de abril.

“Fiz quatro testes e só o quarto deu negativo. Ganhei uma úlcera e apanhei uma bactéria. Estive até 15 de outubro no Hospital de Braga. É impossível saber onde apanhei [o vírus]. No princípio de agosto não dava um passo. Agora já só não levanto os dedos dos pés e mexo pior o lado direito. Lembro-me de ter sonhos. Lembro-me de ter pesadelos, mas é passado. Tinha de fazer muita força para me levantar e agora já me levanto sozinho. Já não me sinto cansado”, resume à Lusa.

“Não sei onde apanhei [o vírus]. Sei que já não vou a casa desde 26 de março. Revolta-me saber que há quem desvalorize a covid. Usei fralda e tomei banho na cama até agosto. Tomar o primeiro banho de chuveiro [sentado e com ajuda] foi uma alegria”, conclui.

“As pessoas não imaginam o que é esta doença”

Sintomas de febre, cansaço e tosse que se transformaram em meses de internamento em cuidados intensivos e em mais meses de reabilitação pós-infeção por covid-19 traduzem-se em “autoridade moral”: “Projetam-se e cuidem uns dos outros”, pedem os doentes.

“Se eu durar mais 20 anos nunca mais me esqueço desta altura. As pessoas não imaginam o que é esta doença”, diz à agência Lusa Fernando Soares, 67 anos, reformado bancário e residente em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

Teve “a tal febre e tosse de que se fala muito”, mas também “alucinações e transtornos psicológicos” que o levaram a “imaginar coisas que nunca existiram”. Após um mês em cuidados intensivos e outro numa enfermaria no Hospital Santos Silva, em Gaia, recupera em regime de ambulatório no Centro de Reabilitação do Norte (CRN).

“Tenho toda a autoridade para pedir a toda a gente que tenha cuidado. Passei momentos em que não sabiam se sobrevivia. Em termos físicos e psicológicos, esta doença é uma brutalidade. Eu perdi 18 quilos”, frisa após terminar as sessões de fisioterapia que lhe devolveram a capacidade para estar de pé e fazer “coisas aparentemente banais” como subir escadas sem sentir fadiga.

“Estive quatro meses em coma”

Esta capacidade ainda não é uma realidade para Rui Ribeiro (53 anos, residente no Porto) que está internado no CRN, mas antes passou por três hospitais, entre os quais o de São João, no Porto, onde esteve ligado “a uma daquelas máquinas que substitui a função dos pulmões e do coração pondo o sangue a correr fora do corpo”, a chamada ECMO, Oxigenação por Membrana Extracorporal.

“Estive quatro meses em coma. Aquela gente salvou-me a vida várias vezes. Agora sei que houve alturas em que nem me mexiam que era para não estragar”, descreve à Lusa.

Sentado numa cadeira de rodas porque ainda não sente as pernas dos joelhos para baixo, Rui multiplica elogios aos profissionais de saúde e faz apelos a quem nega a existência da pandemia: “Projetam-se e cuidem uns dos outros”.

“Uma enfermaria de cuidados intensivos é uma coisa muito agressiva e complicada. Os enfermeiros e os auxiliares trabalham tanto. As pessoas não têm ideia. E ganham tão pouco. É incrível. Eu dava um espirro – em sentido figurado – e tinha três pessoas à minha volta”, descreve.

Rui Ribeiro rejeita a palavra “revolta” para descrever o chamado “negacionismo” que se espelha em movimentos anti-máscara, entre outros, e admite que existe “muita gente desesperada” por causa das dificuldades económicas que medidas como as impostas pelo estado de emergência acarretam, mas também rejeita a ideia de que este “é apenas um viruzinho”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.339.130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.632 pessoas dos 236.015 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Braga

Marcelo vence em Braga com 61%. Ana Gomes tem 15% e André Ventura 10,17%

Eleições presidenciais 2021

Já está fechada a contagem dos votos em Braga, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa. Ana Gomes surge em segundo lugar, seguindo-se André Ventura. Marisa Matias fica em quarto.

Fonte: MAI

No concelho de Braga, Marcelo Rebelo de Sousa obteve 50.577 votos (61%), assumindo destacadamente o primeiro lugar, Ana Gomes em segundo, com 12.440 votos, André Ventura conseguiu 8.443 votos (10,17%).

Segue-se Marisa Matias, em quarto, com 3.172 votos (3,83%), Tiago Mayan, em quinto, com 3053 votos (3,68%), João Ferreira foi sexto, com 2936 votos (3,54%),  e Vitorino Silva somou 2304 votos (2,78%).

As freguesias do centro histórico da cidade, São Vicente, Maximinos, Sé e Cividade, São José de São Lázaro, São João do Souto e São Vítor ofereceram a Marcelo Rebelo de Sousa, 16.054 votos. Nas mesmas freguesias, Ana Gomes recebeu o apoio eleitoral, de 5.231 eleitores, ocupando o segundo lugar. André Ventura reuniu 2.901 votos ocupando o terceiro lugar.

Nas freguesias do centro histórico, os restantes lugares são partilhados, por João Ferreira, com 1.296 votos, Marisa Matias com 1.293 votos, Tiago Mayan com 1.202 votos e Vitorino Silva com 656 votos.

Nas freguesias suburbanas circundantes do centro histórico de Braga, de Ferreiros e Gondizalves, Nogueira, Fraião e Lamaçães, Real, Dume e Semelhe, as classificações de pódio mantêm-se: Marcelo Rebelo de Sousa reuniu 10.432 votos, Ana Gomes 2.793 votos e André Ventura conseguiu 1.823 votos.

Seguiu-se Tiago Mayan, com 753 votos, Marisa Matias com 675, João Ferreira com 572 e Vitorino Silva com 470.

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Braga

Já há resultados em mais oito concelhos do distrito de Braga (Ventura é 2.º em Fafe e Vila Verde)

Já estão fechadas as contagens dos votos nos concelhos de Vila Verde, Amares, Fafe, Esposende, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa em todos os concelhos. Ana Gomes e André Ventura dividem segundo e terceiro lugar em diferentes locais. Também em Vieira do Minho e Terras de Bouro já se conhecem resultados, conforme noticiado anteriormente por O MINHO.

Resultados em Esposende. Fonte: MAI

Resultados em Póvoa de Lanhoso. Fonte: MAI

Resultados em Cabeceiras de Basto. Fonte: MAI

Resultados em Celorico de Basto. Fonte: MAI

Resultados em Fafe. Fonte: MAI

Resultados em Vizela. Fonte: MAI

Resultados em Amares. Fonte: MAI

Resultados em Vila Verde. Fonte: MAI

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Braga

Marcelo vence em Vieira do Minho e em Terras de Bouro (André Ventura em segundo)

Já estão fechadas as contagens dos votos nos concelhos de Vieira do Minho e Terras de Bouro, apontando uma vitória expressiva a Marcelo Rebelo de Sousa em ambos. André Ventura ficou em segundo nos dois concelhos, enquanto que Ana Gomes foi terceira.

Em Vieira do Minho, o atual Presidente conseguiu 2.951 votos (65,80%), seguindo-se André Ventura com 552 (12,31%). Ana Gomes ficou em terceiro, com 483 votos (10,77%), Vitorino em quarto (154 / 3,43%), Marisa Matias em quinto (133 / 2,97%), Tiago Mayan em sexto (108 / 2,41%) e João Ferreira em sétimo (104 / 2,32%).

Votaram 4.585 pessoas de entre 12.516 inscritos (36,63%).

Fonte: MAI

Em Terras de Bouro, o atual Presidente conseguiu 1.999 votos (67,58%), seguindo-se André Ventura com 419 (14,16%). Ana Gomes ficou em terceiro, com 242 votos (8,18%), Vitorino em quarto (107 / 3,62%), João Ferreira em quinto (88 / 2,97%), Marisa Matias em sexto (55 / 1,86%) e Tiago Mayan em sétimo (48 / 1,62%).

Votaram 3.053 pessoas de entre 6.709 inscritos (45,51%).

As projeções à boca das urnas das televisões apontam a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa, à primeira volta, nas eleições presidenciais realizadas hoje em todo o país, obtendo entre 55,6% a 62% dos votos.

As projeções dão Ana Gomes em segundo e André Ventura em terceiro.

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Tiago Mayan, Marisa Matias e João Ferreira encontram-se praticamente empatados, mas o liberal parece levar vantagem.

Tino de Rãs terá sido o menos votado.

Projeções das quatro estações televisivas

RTP

Marcelo Rebelo de Sousa: 57%-62%
Ana Gomes: 13%-16%
André Ventura: 9%-12%
Marisa Matias: 3,5%-5,5%
João Ferreira: 3,5%-5,5%
Tiago Mayan Gonçalves: 3%-5%
Vitorino Silva: 2%-4%

SIC

Marcelo Rebelo de Sousa: 55,5%-60,5%
Ana Gomes: 13,1%-17,1%
André Ventura: 10,1%-14,1%
João Ferreira: 3,3%-6,3%
Marisa Matias: 2,4%-5,4%
Tiago Mayan Gonçalves: 2,3%-5,3%
Vitorino Silva: 1,3%-3,3%

TVI

Marcelo Rebelo de Sousa: 56,4%-60,4%
Ana Gomes: 12,2%-16,2%
André Ventura: 9,9%-13,9%
Tiago Mayan Gonçalves: 2,3%-6,3%
Marisa Matias: 2,2%-6,2%
João Ferreira: 2,1%-6,1%
Vitorino Silva: 0,9%-4,9%

CMTV

Marcelo Rebelo de Sousa: 55,8%-60,6%
Ana Gomes: 12,7%-16,3%
André Ventura: 10,1%-13,7%
Marisa Matias: 3,1%-5,5%
Tiago Mayan Gonçalves: 3%-5,4%
João Ferreira: 2,9%-5,3%
Vitorino Silva: 1,6%-4%

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