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Alto Minho

Docapesca aberta a entendimento com pescadores em Caminha sobre venda em lota

Portinho de Vila Praia de Âncora

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Foto: DR / Arquivo

A Docapesca disse hoje estar “disponível” para “analisar” com os pescadores de Vila Praia de Âncora, em Caminha, os termos do contrato das bancas do mercado de segunda venda, de “forma a chegar a um entendimento entre as partes”.


Na quarta-feira, o presidente da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora, Vasco Presa, acusou a Docapesca de ter “modificado unilateralmente” os termos do contrato das bancas do mercado de segunda venda, afetando “muitíssimo” o rendimento da classe.

Hoje, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado na quarta-feira pela agência Lusa, a Docapesca explicou que “os títulos de licença têm a mesma redação, desde que a jurisdição do espaço foi atribuída à empresa e que começaram em 2014.

“São títulos anuais, emitidos de acordo com a Lei da Água, sendo que as bancas são ocupadas por proprietários ou representantes de embarcações de Vila Praia de Âncora”, especifica a empresa.

Sobre a redução dos rendimentos dos pescadores, a Docapesca explicou que “a lota de Vila Praia de Âncora teve, de facto, uma redução nas vendas de 23,5% e da quantidade capturada em cerca de 22% durante o primeiro semestre de 2020, situação similar a alguns portos de pesca, em resultado do contexto atual de pandemia”.

“No final de 2019, as vendas tinham registado um aumento de 38% face ao ano anterior”, acrescenta, garantido que a empresa “fica disponível para analisar a eventual exposição a apresentar pela associação local, de forma a chegar a um entendimento entre as partes”.

Na quarta-feira, Vasco Presa disse: “A Docapesca alterou o contrato, no que diz respeito ao mercado de segunda venda, sem se reunir connosco, sem pedir pareceres, de forma absolutamente unilateral”.

“As bancas são licenciadas como apoio ao titular da embarcação, mas não está definido que tipo de apoio.

Anteriormente, a banca era atribuída à embarcação, apenas para a venda do peixe da pesca local. Este modelo de mercado de segunda venda foi criado para ajudar a pesca local, mas ao mudar uma palavra a Docapesca mudou todo o contexto, o que está a gerar um problema gravíssimo”, afirmou.

Vasco Presa garantiu que os pescadores estão a viver “problemas muito graves”.

“Temos problemas gravíssimos nos rendimentos dos pescadores. Se juntarmos a este os problemas causados pela pandemia de covid-19 e o assoreamento da barra, a frota está a ser muitíssimo afetada e a Docapesca está a fugir à responsabilidade. Há um problema gravíssimo nas vendas e, por isso, estamos a pensar parar a frota no final de agosto. A frota da sardinha já está parada porque não é rentável. Vem sardinha de fora. Há alguns armadores que foram trabalhar para fora porque não tinham rendimentos, e sem rendimento não há tripulações”, sustentou.

No portinho de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, operam, segundo Vasco Presa, cerca de 30 embarcações de pesca tradicional e “entre 60 a 70 pescadores”.

Segundo Vasco Presa “há dois armadores que estão a ganhar balúrdios e a destruir os outros todos que vivem do mar, devido ao novo modelo que passou a vigorar nas 18 bancas do mercado de segunda venda”.

“Há duas bancas a fazer isso, descaradamente. Compram sardinha de cerco a cerca de 15 a 20 euros a caixa, sendo que cada caixa tem cerca de 10 quilos. Depois vendem, em Vila Praia de Âncora, a oito e nove euros o quilo, claro que ganham cerca de cem euros em cada caixa. Se vender dez caixas ganha mil euros, sem investir nada. Não tem tripulantes a quem pagar e não gasta em combustível”, especificou.

Vasco Presa adiantou que os pescadores já reuniram com a Docapesca: “Disseram-nos para manifestar a nossa posição através de um abaixo-assinado para ver se é possível alterar o contrato”, mas “se o problema não for resolvido os pescadores estão a ponderar parar totalmente a partir do final de agosto”.

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Alto Minho

Festival de teclados da Eurocidade Valença-Tui de 02 a 11 de outubro

Concertos presenciais e digitais

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Foto: Divulgação / IKFEM - International Keyboard Festival & Masterclasse

Já é conhecida a programação completa da 8.ª edição do IKFEM – International Keyboard Festival & Masterclasse que se realiza na Eurocidade Valença-Tui de 2 a 11 de Outubro, anunciou hoje a organização.

À soprano Ainhoa Arteta, que partilha o palco com o pianista Javier Carmena, junta-se agora Carlos Núñez que vai estrear um espectáculo com Pancho Álvarez, Daniel Pereira e o trio português Ensemble Med, na Catedral de Tui.
Cantigas sacras galego-portuguesas a partir da gaita-de-foles de Carlos Núñez que regressa, assim, a Tui, terra natal do seu mestre, Antón Corral.

A representar Portugal e a música tradicional vão estar também o Quarteto Contratempus, no Teatro Municipal de Tui, com o espectáculo “Variações a partir de um coração”. O Auditório do Centro de Inovação e Logística de Valença vai receber o Trio Casperveck, liderado pelo pianista Brais González, que vai musicar ao vivo o filme mudo de Buster Keaton, “O Marinheiro de Água Doce”. Por sua vez, a Igreja de Santo Domingo, em Tui, acolhe uma viagem pela música barroca com a dupla Eutherpe, que junta o violiono de Ângela Neto Domingues com o cravo de Erea Blanco Balvís.

Aos concertos presenciais juntam-se os digitais numa edição adaptada à nova realidade imposta pela pandemia da covid-19.

Mantendo o carácter transfronteiriço, o IKFEM convidou os músicos portugueses e espanhóis a apresentarem-se no canal online do festival. Com o intuito de sensibilizar o público para a realidade do sector e apoiar o regresso à actividade cultural da euroregião, o IKFEM Digital foi criado em parceria com a Afundación, obra social do ABANCA, com o objectivo de dar oportunidade aos músicos profissionais, de qualquer estilo, de partilhar o seu trabalho e a sua história na luta contra o coronavírus. Para participar, os interessados devem gravar um vídeo com 10 minutos de duração máxima, onde contem a sua história e interpretem um tema. Os vídeos dever ser submetidos em www.ikfem.com até 27 de Setembro. Os solistas ou grupos seleccionados terão a oportunidade de apresentar um concerto de 60 minutos no IKFEM, via streaming no canal Afundación TV, e recebem um cachet de 500 euros.

Os cinco projectos escolhidos apresentam-se via streaming dias 3, 5, 6, 8 e 9 de Outubro.

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Viana do Castelo

Mais de 400 produtos em plataforma de vendas online de Viana do Castelo

Viana Market

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Foto: DR

Mais de 400 produtos de 35 lojistas de Viana do Castelo, de nove áreas de negócio, estão disponíveis na plataforma eletrónica Viana Market, criada para dinamizar a economia do concelho, foi hoje divulgado.

Segundo Duarte Vaz, porta-voz do consórcio de empresas de Viana do Castelo responsável pela conceção da plataforma de comércio digital, “há mais de 75 empresas em processo de adesão” àquela ferramenta eletrónica.

A plataforma eletrónica, hoje lançada na sede da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, no Castelo Santiago da Barra, foi desenvolvida no âmbito do projeto Comércio Digital de Viana do Castelo, iniciado pela Câmara em outubro de 2019 e que junta a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), instituição que representa cerca de 1.100 empresas do concelho, e a Associação da Economia Digital (ACEPI).

A plataforma Viana Market foi apresentada publicamente em abril, com o objetivo de ajudar os comerciantes em período de isolamento e confinamento social devido à covid-19, e é “totalmente gratuita”.

Presente na sessão, o presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou que, “nos próximos seis meses, o município vai apoiar a monitorização e consolidação do projeto, garantindo a adesão, gratuita, de todos os lojistas do concelho”.

“Queremos passar rapidamente das 110 empresas para as 300, 600. Não queremos que ninguém fique de fora porque esta ferramenta é uma alavanca para o desenvolvimento económico, para o aumento das vendas, do emprego. Queremos um comércio pujante e pró-ativo também para acelerar quem produz. O digital é ainda vital e fulcral para a internacionalização da nossa economia”, sustentou José Maria Costa, apontando como exemplos os setores da ourivesaria e do artesanato.

Segundo números avançados anteriormente pela AEVC, na área urbana de Viana do Castelo estão situadas cerca de 600 lojas comerciais, sendo que em todo o concelho o tecido empresarial integra cerca de 3.400 empresas, das quais perto de 1.000 são dos setores de hotelaria, restauração e similares.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 965.760 mortos e mais de 31,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.925 pessoas dos 69.663 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Presidente da Câmara de Viana apela ao uso de máscara nos espaços públicos

Covid-19

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Foto: CM Viana do Castelo / Arquivo

O Presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, apela aos cidadãos que utilizem máscara nos espaços públicos.

Recorde-se que, na segunda-feira, a DGS anunciou que iria recomendar o uso de máscaras ao ar livre quando não fosse possível garantir o distanciamento social.

“Muito brevemente, e depois de termos consultado os peritos nacionais e internacionais, vai sair uma orientação no sentido de que quando as pessoas, no exterior, não conseguirem garantir para elas ou para os outros a distância física recomendada, deverão usar máscara”, afirmou Graça Freitas.

DGS vai recomendar uso de máscara ao ar livre quando não houver distanciamento

José Maria Costa pede ainda, citado em nota de imprensa, para que a população esteja atenta ao distanciamento social para “não deitarmos por terra um esforço muito grande que fizemos ao longo destes meses”.

“Apelo a todos os vianenses para que cumpram o distanciamento social, para que não estejam juntos em grupos ou em atividades que não cumpram as regras da DGS”, apelou o autarca, pedindo a colaboração de todos no combate à pandemia por covid-19.

“Somos todos convocados a sermos parceiros num esforço nacional em prol da saúde pública. Cada um de nós é um agente de saúde pública”, sublinha.

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