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Viana do Castelo

DJ transmite online sessões “de domingo à tarde” dos anos 80 a partir da garagem em Viana

Discoteca

em

Foto: Facebook de Zeze Gonçalves

O DJ de uma antiga discoteca Viana do Castelo vai recriar, na garagem de casa, uma sessão de domingo à tarde dos anos 80, tal como quando animava o espaço de diversão noturna, encerrado há vários anos.

“É uma forma de ocupar o tempo que temos de estar em casa pelas razões que todos sabemos. Eu próprio nem sei o que fazer. Não estava habituado a estar tanto tempo em casa, parado. Por um lado, é uma oportunidade de recordar as músicas que nos fazem lembrar momentos das gerações dos anos 80 e 90 e, por outro lado, de ajudar a passar o tempo”, explicou hoje à Lusa José Gonçalves.

Os dias longos passados em confinamento no domicílio trouxeram à lembrança de Zezé Gonçalves, nome pelo qual é conhecido, “recordações de outros tempos” que, num ápice deram corpo à ideia de fazer “um ‘remember’ Viana Sol”, o nome da discoteca onde trabalhou entre 1989 e 1996, e que viria a fechar portas poucos anos depois.

O espaço de diversão noturna funcionava na cave de um hotel, também encerrado há vários anos, em pleno centro de Viana do Castelo, e que nas décadas de 80 e 90 era muito frequentado.

A sessão ‘on-line’ da matiné dos anos 80 está marcada para domingo, às 15:30, a partir da garagem da casa de Zezé Gonçalves, na freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima.

“Tenho na garagem uma aparelhagem e o material necessário para fazer uma espécie de sessão de discoteca e para a transmitir em direto para o Facebook. Não é nada muito elaborado, nem com grande qualidade de imagem e som mas o suficiente para que as pessoas recordem o que era uma ‘matinée’ nos anos 80 e 90”, explicou.

Zezé Gonçalves ficou surpreendido com o impacto da iniciativa junto dos seus amigos naquela rede social.

“Nunca pensei que a ideia atingisse a dimensão que atingiu. Pensei que ia fazer para meia dúzia de amigos e para divertir a família num domingo à tarde e fiquei surpreendido com o número de pessoas que mostrou interesse em partilhar esse momento. Num primeiro momento, através da minha página no Facebook, perguntei aos meus amigos o que achavam da ideia. Depois um amigo fez um cartaz da sessão que também publiquei, e quando me dei conta tinha mais de 700 pessoas a dizerem que gostavam de assistir”, explicou.

Aos 47 anos, e depois de ter enveredado por outras área profissional, a vendedor de produtos alimentares, Zezé Gonçalves continua a fazer uma “perninha” na animação de festas e eventos e espera no domingo “proporcionar bons momentos a quem gosta de música”.

“A ideia é que cada um, em sua casa, se divirta e dance ao som das músicas que animavam as discotecas, aos domingos à tarde, naqueles tempos. Seria muito bom que houvesse depois também um ‘feedback’ desses momentos, através de fotografias ou pequenos vídeos que possam partilhar”, adiantou.

O conceito dos domingos à tarde passados na discoteca “há muito que desapareceu”, mas Zezé quer relembrá-los num momento “particularmente difícil para todos”, devido à pandemia de covid-19

“Quando temos mais tempo livre a música é, sem dúvida muito importante para nos fazer acreditar”, referiu.

No convite que lançou aos seguidores no Facebook para “uma verdadeira matinée à moda antiga não se esquecer de lembrar a realidade atual: “Ficando o máximo possível em casa, ganharemos esta guerra”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

Dos casos confirmados, 894 estão a recuperar em casa e 126 estão internados, 26 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinalava 7.732 casos suspeitos até quinta-feira, dos quais 850 aguardavam resultado laboratorial.

Das pessoas infetadas em Portugal, cinco recuperaram.

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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo abre nova área destinada a doentes infetados

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai contar a partir de terça-feira com uma nova área para receber doentes com covid-19, no piso de especialidades cirúrgicas, informou hoje a administração hospitalar.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) realçou “não estar esgotada a capacidade instalada da enfermaria já existente para doentes covid-19”.

Em março, a ULSAM informou a abertura das áreas criadas “no departamento de medicina, cuidados intensivos e serviço de urgência” no âmbito do seu plano de contingência.

“A prestação de cuidados está salvaguardada em conformidade com o mesmo, embora esteja sujeito a alterações/ajustes de acordo com a evolução da situação e as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”, referiu na altura.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

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Viana do Castelo

Hospital com 121 camas montado na maior sala de espetáculos do Alto Minho

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O centro cultural de Viana do Castelo, a maior sala de espetáculos do Alto Minho, foi transformado em hospital de campanha com 121 camas destinadas a acolher doentes com covid-19, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia da capital de distrito explicou que o “hospital de retaguarda já se encontra disponível, após vistoria onde marcaram presença o presidente da Câmara, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) e a presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Viana do Castelo.

“Ao todo, o hospital de retaguarda conta com 121 camas, mas poderá ir até às 200, com alas feminina e masculina. Neste momento, o espaço dispõe de 100 camas e enfermaria, 21 quartos individuais, sala de tratamentos, sala de convívio e refeições, unidade de gabinete médico, balneários masculinos e femininos, unidade de armazenamento de equipamento para sujos e limpos, dois acessos diferenciados de entradas e saídas e 80 cacifos individuais”, especifica a nota.

Segundo o município, o modelo do hospital de retaguarda foi projetado de acordo com orientações da ULSAM e das autoridades de saúde pública.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 176.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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Viana do Castelo

Citânia de Santa Luzia, em Viana, recuperada até agosto

Arqueologia

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, um investimento de 100 mil euros, decorre até ao mês de agosto, foi hoje anunciado.

A obra, realizada pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), iniciou no mês de janeiro e incide na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia.

Em comunicado, a autarquia recorda que a “citânia se assume como um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e caráter defensivo”.

A mesma fonte explica que a intervenção observa as técnicas construtivas tradicionais, incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento determinado em obra.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas, evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere a mesma nota.

Serão utilizadas as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares.

Monumento Nacional desde 1926

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo.

A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Corresponde a um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho.

A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso.

O povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.

Intervenção surge após estudo de impacte ambiental

Esta intervenção surge na sequência do estudo de impacte ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses.

“Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a autarquia optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, finaliza a autarquia.

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