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Braga

Distrito de Braga tem 28% da indústria de fabricação do têxtil no país

Economia

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Têxtil Manuel Gonçalves (TMG). Foto: DR / Arquivo

As atividades ligadas à indústria da moda em Portugal geraram um volume de negócios de 15 mil milhões de euros em 2018, menos 3% que no ano anterior, representando 11,5% das exportações portuguesas, divulgou hoje a Iberinform.

O distrito de Braga é o segundo do país a gerar mais receita no que diz respeito à fabricação do têxtil, um total de cerca de 5,5 milhões de euros durante 2018. É ainda neste distrito que se concentram 28% das sedes deste tipo de indústria, no total de 5.348 empresas.

De acordo com a filial da Crédito y Caución, embora na indústria nacional têxtil, do vestuário e do calçado as insolvências tenham aumentado mais de 35% em 2019, “o risco de incumprimento do setor é inferior à média de todas as outras atividades económicas” e estes setores “continuam a atrair investimento”.

Um estudo setorial elaborado pela Iberinform para analisar a evolução do risco financeiro e dos determinantes estratégicos das empresas da fileira da moda entre 2018 e 2019 aponta que, no ano passado, houve mais 35% de empresas neste setor a entrar em insolvência (730) face a 2018, sendo a confeção de outro vestuário exterior em série a atividade com maior número de insolvências registadas.

Contudo, nota, “no mesmo período verificou-se um aumento de 3% na constituição de novas empresas (1.390 empresas), dado que indicia algum interesse em investir no setor”, destacando-se o comércio a retalho de vestuário para adultos em estabelecimento especializado com o maior número de constituições em 2019.

O trabalho da Iberinform aponta a existência de 19.312 empresas (64% das quais microempresas, com uma média de 10 empregados) na indústria ligada à moda e um ‘score’ de 4,4 ao nível do incumprimento, o que traduz um ‘risco médio’, “inferior à média de todas as atividades económicas nacionais”.

O ‘score ‘é um modelo de avaliação de risco que mede a probabilidade de incumprimento de uma empresa a 12 meses, avaliando o risco de 1 a 10 numa escala de maior ou menor risco respetivamente.

Segundo as conclusões do estudo, as empresas classificadas com ‘risco médio’ representam 39% do total do setor têxtil, vestuário e calçado, tendo o modelo atribuído ‘risco elevado’ a 5.644 empresas (29% do total), enquanto 5.322 (28%) apresentam ‘risco baixo’.

O grau de compromisso financeiro do setor é apresentado como “bom”, com a respetiva autonomia financeira a ultrapassar os 40% em 2018, e, “embora as empresas não cubram todas as suas dívidas com capitais próprios, apresentam um rácio de solvabilidade de 67,4%, valor ligeiramente acima de 2017, mas cinco pontos percentuais acima dos valores de 2016”.

“Durante os últimos três anos, os prazos médios de recebimento (67 dias) foram sempre e gradualmente inferiores aos pagamentos a fornecedores e empregados (81 dias) o que é favorável em termos de caixa gerada pelas operações”, refere o estudo.

A maior percentagem de empresas da fileira pertence ao setor do comércio a retalho de vestuário e estabelecimentos especializados (27% do total), com 5.150 empresas que geraram um volume de negócios de mais de 2,4 milhões de euros.

Seguem-se a indústria do vestuário, que representa 24% do total, mas lidera em volume de negócios, com mais de 3,7 milhões de euros, e a indústria do calçado, que congrega 2.158 empresas (11,2%) geradoras de um volume de negócios superior a 2,3 milhões de euros”.

Já o setor da fabricação de têxteis representa 10,7% do total, com 2.078 empresas, que são responsáveis por um volume de negócios superior a 3,5 mil milhões de euros.

Embora as empresas do setor estejam dispersas por todo o país, os distritos do Porto e de Braga concentram o maior número de sedes: 5.755 (30%) e 5.348 (28%) respetivamente.

Por volume de negócios, destacam-se os distritos de Angra do Heroísmo, com 7,9 milhões de euros, Braga (mais de 5,5 milhões de euros), Porto (4,6 milhões de euros) e Lisboa (2,4 milhões de euros).

A maioria das empresas (23%) ligadas à moda tem entre dois e cinco anos e 18% já operam no mercado há mais de 25 anos, “o que traduz a maturidade do setor”, enquanto 13% foram constituídas há menos de um ano, com a Iberform a destacar o “potencial de crescimento” que tal representa.

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Braga

Braga apresenta novo albergue para peregrinos

Freguesia de Merelim São Pedro

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Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

Braga disponibilizou um novo albergue público para peregrinos situado na Rua do Carmo, na freguesia de Merelim São Pedro.

Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

 

Segundo a página Caminhos Por Braga, o albergue conta com cozinha completa, camarata, casas de banho separadas para o sexo masculino e feminino e Wi-Fi.

Foto: Facebook de Caminhos por Braga / DR

Os peregrinos terão também acesso a um mini-mercado e a uma Caixa Multibanco situadas na proximidade do local.

 

 

 

 

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Braga

Queijaria de Braga vence prémio de melhor loja gourmet em Portugal

Prémios da revista Vinho Melhores Escolhas

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Foto: Facebook de Corriqueijo

A empresa Corriqueijo, sediada no centro da cidade de Braga, na Rua dos Biscainhos, foi considerada a “Melhor Loja Gourmet” nos prémios da revista VINHO Grandes Escolhas.

O prémio foi entregue na passada sexta-feira, durante a gala que decorreu no velódromo nacional de Sangalhos, no distrito de Coimbra, recolhendo vários elogios do júri.

De acordo com os jurados, a marca artesanal bracarense“distingue-se pela grande variedade de queijos artesanais, internacionais e nacionais, garantindo um contacto pessoal e privilegiado com os pequenos produtores do país e uma experiência única a todos os que a visitam”.

Recorde-se que, na mesma gala, a quinta Soalheiro, sediada em Melgaço, foi distinguida como “Melhor Marca do Ano”.

Soalheiro eleito Marca do Ano 2019 nos prémios Revista dos Vinhos

O grande destaque desta edição foi para o Niepoort Porto Vintage 2017, considerado o Vinho do Ano 2019. O prémio produtor do ano foi para a Quinta da Boavista. O Produtor de Vinhos Fortificados do Ano foi para o grupo Fladgate Partnership (Taylor”s, Fonseca, Croft e Krohn).

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Braga

Investigador da UMinho desenvolve composto capaz de matar células cancerigenas

Ricardo Pires

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Foto: researchgate.net / DR

O investigador da UMinho, Ricardo Pires, comanda uma investigação responsável pela criação de um composto capaz de neutralizar células cancerígenas criando uma cápsula de fibras que envolve o tumor e provoca a sua morte celular.

Segundo o programa 90 Segundos de Ciência, da Antena 1, Ricardo Pires, do grupo 3B’s – Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho (UM), tem criado métodos para a distinção das células cancerígenas das células saudáveis utilizando enzimas e proteínas para reduzir os avanços da doença.

O composto criado é capaz de se auto-organizar em estruturas pré-programadas e será este avanço que permitirá ao investigador neutralizar as células malignas.

O investigador afirma que “ao haver esta conversão é formada uma rede à volta da célula que encapsula a célula nessa rede e inibe a troca de nutrientes promovendo a morte celular auto-regulada. Isto é, a própria célula cancerígena inicia processos internos para se suicidar. Nesta altura estamos a ultimar as partes dos testes in vivo em animais e a seguir iremos fazer testes de eficácia do composto a longo termo, utilizando tempos mais longos, para ver se há algum retrocesso no cancro ou não”, conclui.

Os testes efetuados até agora utilizam com modelos de osteossarcoma, um cancro que afeta os ossos.

 

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