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Braga

Diretora de programa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts dá conferência em Braga

Programa Concourse do MIT

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Anne McCants. Foto: Divulgação

Anne McCants, presidente da Associação Internacional de História Económica e diretora do Programa Concourse do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, está quinta-feira na Universidade do Minho para proferir a conferência “Economia, História e Tecnologia: um tripé para o futuro?”. A sessão decorre às 17h00, no auditório B2 do campus de Gualtar, em Braga, e tem entrada livre.

A iniciativa é organizada pelo Centro Interdisciplinar em Ciências Sociais, pelo Núcleo de Investigação em Políticas Económicas e Empresariais e pela Pró-reitoria para a Investigação e Projetos da UMinho, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

A professora de História no MIT vai propor uma visão integrada entre humanidades e ciências exatas, baseada na sua investigação conjunta naquelas áreas desde os anos 1970. A ideia é mostrar a importância de se saber e de ensinar História, Sociologia, Geografia e demais ciências humanas, numa sociedade tendencialmente preocupada com os avanços económicos, médico-científicos e tecnológicos. Competitividade, empreendedorismo e desenvolvimento têm sido palavras de ordem num mundo globalizado e interligado, onde cresce a procura por recursos humanos cada vez mais completos, desafiando por isso universidades e agências financiadoras a criar ofertas com outro nível de interações curriculares e disciplinares.

Anne McCants é mestre em Economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e doutora em História pela Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA. Leciona há quase três décadas no MIT, no qual dirige também, desde 2012, o programa de vanguarda Concourse, que traz abordagens multidisciplinares para os alunos, ao congregar ciências sociais e exatas. McCants tem centrado a pesquisa na História económica e social da Europa moderna e na aplicação de métodos de investigação em ciências sociais para outras disciplinas. É autora de inúmeros artigos em revistas de excelência, livros, capítulos e entradas em dicionários e manuais. Coordena ainda diversos eventos, nomeadamente o recente Congresso Mundial de História Económica, e tem colaborado com a UMinho, como sucedeu na coorganização da conferência internacional “Railroads in Historical Context ” em 2012, que resultou num livro.

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Braga

‘Vezeira’ do Gerês e Rio Caldo pode ser classificada como património imaterial

Subida do gado à serra durante o verão

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Foto: Divulgação / CM Terras de Bouro (Arquivo)

As tradicionais ‘vezeiras’ do Gerês e de Rio Caldo, em Terras de Bouro, podem ser uma das próximas classificações no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial Português, anunciou a autarquia.

Em comunicado, a Câmara de Terras de Bouro dá nota da elaboração de um dossier de caracterização desta prática ancestral, que consiste na subida às serras do gado típico da região, para lá passarem o verão, onde são guardados ‘à vez’ pelos proprietários. Habitualmente, regressam às ‘terras-baixas’ em meados de setembro.

A subida do gado, este ano, deu-se a 17 de maio, com um evento que não contou com as tradicionais festividades face à pandemia de covid-19. Todavia, os bovinos não deixaram de subir às serras, onde se alimentarão no selvagem durante os próximos meses.

No mesmo comunicado, é explicado que a tentativa de inclusão desta tradição no inventário destina-se a proteger este tipo de manifestações que corre “risco de desaparecimento a curto e médio prazo”.

“Desta forma, espera-se poder ajudar a travar o declínio desta atividade tão importante e tão identitária das nossas populações, assumindo o município as ações de salvaguarda e valorização na edição de 2021”, destacam

A tradição, cuja descrição remonta ao século XIX, não é ímpar ao concelho terra-bourense. Também em Vieira do Minho, Ponte da Barca e em Arcos de Valdevez se cumpre a tradição, ainda que o gado seja em menor número.

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Braga

Dois homens apanhados a roubar gasóleo numa obra em Braga

Crime

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Foto: DR / Arquivo

Dois homens, de 28 e 33 anos, foram detidos em flagrante delito a roubar gasóleo de uma máquina industrial numa casa em construção, em Palmeira, Braga, no domingo, anunciou a GNR.

“Na sequência de uma denúncia a alertar para a presença de estranhos numa obra, os militares dirigiram-se para o local, onde surpreenderam dois homens a furtarem gasóleo do depósito de uma máquina industrial com o auxílio de um tubo”, explica o comunicado da força militar.

Os suspeitos foram detidos e constituídos arguidos.

Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Sindicato diz que Bosch/Braga tem de incluir horas noturnas no ‘lay-off’

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Sindicato das Indústrias Transformadoras anunciou hoje que a fábrica de Braga da Bosch “tem de incluir as horas noturnas no ‘lay-off’”, acrescentando que a Autoridade para as Condições do Trabalho irá notificar a empresa para “corrigir a falha”.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (SITE Norte) diz que “contestou, desde sempre, a intenção da Bosch Car Multimedia de excluir as horas noturnas” no cálculo da retribuição para efeitos do ‘lay-off’, aplicado devido à covid-19, congratulando-se com a decisão da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

“Quando a administração comunicou a sua intenção de avançar para o ‘lay-off’, na figura da suspensão, assim como a intenção de não incluir as horas noturnas no cálculo da remuneração a considerar, o sindicato desde logo afirmou que estava errado o entendimento patronal e declarou que não iria permitir abusos, especialmente no momento difícil que os trabalhadores atravessam”, indica o SITE Norte.

Depois “desta tentativa de chamar a administração à razão”, o sindicato refere que “foram tomadas as medidas necessárias para repor a justiça”.

“Ficou agora provado que as instituições estatais da área do trabalho acompanham a posição do sindicato. Depois de todas as diligências, a inspeção do trabalho (ACT) irá notificar a empresa para corrigir esta falha”, lê-se na nota publicada na página da internet da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Energia e Minas (Fiequimetal), afeta à CGTP.

Em resposta enviada hoje à agência Lusa, a Bosch reitera o que já havia dito em 14 de maio, dia em que, em conferência de imprensa, Sérgio Sales, dirigente do SITE Norte, acusou a fábrica de Braga de “surripiar” no valor a pagar aos trabalhadores em ‘lay-off’, sublinhando que, em alguns casos, o salário iria sofrer cortes de 300 euros.

“Mantemos a mesma posição divulgada inicialmente e que é sustentada pelas indicações da Segurança Social [SS]. Até à data temos cumprido escrupulosamente essas indicações na contabilização das horas de trabalho para efeitos de pagamento em regime de ‘lay-off’ simplificado. Essas indicações foram transmitidas pela própria entidade, da mesma forma que constam do guia prático, disponibilizado para o efeito”, sublinha e empresa.

Nesse sentido, a Bosch Car Multimedia, assume que, “assim como qualquer outra empresa no mesmo regime, cumpre as disposições legais e os procedimentos formais às quais está obrigada, não havendo base legal para proceder de outro modo”.

“Existindo algum tipo de diferendo entre a ACT e a SS, terá que ser discutido e solucionado entre as mesmas. A Bosch Car Multimedia cumprirá aquilo que for legalmente definido e formalmente indicado”, lê-se na resposta escrita da empresa de Braga.

O ‘lay-off’ consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo.

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