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Braga

Diretor do SIS em Braga: Europa “não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala

Congresso internacional sobre “Prevenção, policiamento e segurança – Implicações nos direitos humanos”, promovido pela Escola de Direito da UMinho

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Foto: Facebook de Escola de Direito da Universidade do Minho

O diretor-geral do Serviço de Informações de Segurança (SIS), Adélio Neiva da Cruz, afirmou hoje, em Braga, que a Europa “não está livre de um novo ataque terrorista de larga escala”.


Neiva da Cruz alertou que a organização terrorista Estado Islâmico “continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo”, apesar da morte do seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi, divulgada em outubro.

“Continuamos a avaliar que a Europa não está livre de um novo ataque de larga escala nem essa hipótese está sequer excluída”, vincou.

O diretor-geral do SIS falava na Universidade do Minho, durante um congresso internacional sobre “Prevenção, policiamento e segurança – Implicações nos direitos humanos”, promovido pela Escola de Direito daquela academia.

Admitindo que a “derrota territorial” e, sobretudo, a morte do seu líder significaram um “golpe significativo” para o Estado Islâmico, Neiva da Cruz frisou que não consubstanciam “o fim ou a derrota da organização”.

“A organização terrorista Estado Islâmico continua a ser uma ameaça grave a curto e médio prazo (…). Seria imprudente descansar”, referiu, sublinhando que a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi “não terá impacto nos planos da organização para a Europa”.

No entanto, Neiva de Cruz considera que os estados estão hoje “coletivamente mais preparados do que nunca”, já que “aprenderam com os seus erros, colmataram as suas vulnerabilidades e de forma concertada e articulada gizaram mecanismos céleres e eficientes para detetar e reprimir a concretização de ameaças terroristas”.

Neiva da Cruz disse que, no espaço específico dos sistemas de informações de segurança interna, “a cooperação europeia assumiu patamares de confiança e partilha que no passado recente teriam sido considerados irrealistas e simplesmente impossíveis”.

No âmbito da cooperação nacional, Neiva da Cruz destacou que a “transfiguração e a severidade” da ameaça levaram a uma “mudança de mentalidades” e à adoção de estratégias e ferramentas que “reforçam a dependência recíproca” e que “robustecem a capacidade coletiva de identificar e reprimir as ameaças”.

Admitindo que Portugal ainda não tem todas aquelas ferramentas, adiantou que o esforço conjunto está já traduzido em “inúmeros casos concretos, longe dos holofotes do mediatismo, em que o pior cenário não se concretizou”.

“Estamos hoje mais fortes e inequivocamente mais preparados e mais capacitados para combater a ameaça terrorista que se desenha no futuro”, rematou.

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Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

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Braga

Vítimas de assalto ao Santander de Braga lamentam perda de jóias de valor sentimental

Crime

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Tribunal de Braga ouviu, hoje, vários dos assistentes no processo, concretamente pessoas que tinham dinheiro e joias nos cofres alegadamente assaltados, em 2018, por um gangue no banco Santander, em Braga.

O Ministério Público calcula que, só do banco três dos dez arguidos levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças de 52 cofres. Ao todo, quatro milhões.

Os lesados pormenorizaram ao coletivo de juízes quais os valores em causa e a sua proveniência, e o sentimento de perda que sentiram aquando do furto e que ainda sentem hoje, já que, em vários casos, havia recordações de família com dezenas de anos, de “inestimável valor sentimental”. “Algo insubstituível e que ainda hoje lhes causa “mágoa”.

Os dez arguidos estão acusados de terem assaltado o banco Santander, na dependência da Avenida Central, em Braga, e várias vivendas na região minhota.

Na semana passada, o Tribunal concluiu a audição das vítimas de assaltos, os militares do NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR, que coordenaram o inquérito policial.

As audiências, que decorrem no pavilhão desportivo de Maximinos, foram, agora, abertas ao público, o que não sucedeu nas últimas três sessões.

Em julgamento, estão nove homens – quatro em prisão preventiva e um em domiciliária – e uma mulher, por assaltos ao Santander e a dez vivendas.

Eles estão acusados de associação criminosa e furto qualificado, e a mulher, companheira de um deles, apenas por furto. O grupo está acusado pelo MP de furtar 4,7 milhões, em dinheiro e bens, (sem contabilizar a moeda estrangeira), em dez assaltos a casas e ao Santander, em Braga, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo.

Entre os lesados, com casas assaltadas e carros furtados, estão o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia. A investigação foi da GNR e da PJ/Porto.

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Braga

Ricardo Rio candidato a presidente da Mesa na distrital de Braga do PSD

Política

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Foto: Dr

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio aceitou, enquanto militante do PSD, o convite de Paulo Cunha, único candidato nas eleições para a Comissão Política Distrital, marcadas para dia 11, para futuro presidente da Mesa da Assembleia Distrital.

“Sinto-me honrado com o convite e estou igualmente empenhado naa continuação do bom trabalho feito pela equipa que ainda lidera a Distrital, presidida pelo eurodeputado vilaverdense, José Manuel Fernandes”, afirmou hoje, em declarações a O MINHO.

Rio está certo de que a nova equipa de Paulo Cunha, que preside ao Município de Famalicão, trabalhará para manter o PSD distrital como “um bastião”, quer a nível regional quer nacional, a começar já nas próximas eleições autárquicas.

A lista que Cunha vai apresentar aos militantes será apresentada publicamente, no início da próxima semana, em conferência de imprensa.

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