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Viana do Castelo

Diocese de Viana lança formação para melhorar relação entre igreja e fotógrafos

Durante três dias

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Foto: DR/Arquivo

A diocese de Viana do Castelo vai promover, em julho, três dias de uma formação ministrada por sacerdotes e destinada a fotógrafos para “melhorar a relação entre ambos durante as celebrações religiosas”.

“É a primeira vez que a Diocese de Viana do Castelo promove uma formação nesta área. Que tenhamos conhecimento, no país, é também uma iniciativa inédita”, disse hoje à Lusa o padre Renato Oliveira do secretariado diocesano para a comunicação social.

A diocese de Viana do Castelo, fundada através de uma bula do beato Paulo VI, publicada a 03 de novembro de 1977, abrange os dez concelhos do Alto Minho.

Renato Oliveira explicou que a iniciativa, promovida pelo secretariado diocesano de Liturgia, surgiu da necessidade de “estabelecer regras de convivência entre sacerdotes e fotógrafos durante as liturgias”.

“O que se pretende é dar orientações como os fotógrafos se devem posicionar e movimentar durante as celebrações, como casamentos e batizados. Para que isso aconteça é preciso explicar o sentido da liturgia de modo a que o respeito pelo desempenho de cada um seja mútuo e sem perturbações”, especificou.

Renato Oliveira adiantou que atualmente há cada vez mais câmaras e telemóveis durante as celebrações religiosas, impondo-se um “alerta a fotógrafos e sacerdotes para evitar reclamações de ambas as partes”.

“Em plena era digitar há cada vez mais câmaras e telemóveis dentro das igrejas. Há necessidade de criar regras de convivência”, frisou.

Também o diretor do secretariado de liturgia, padre Tiago Rodrigues, explicou que o objetivo é “diminuir os exageros que existem por parte de muitos profissionais da fotografia, aos quais nunca foi ensinado a estar numa celebração, nem a valorizar o espaço sagrado”.

“Ao mesmo tempo pretende-se ajudar todos os párocos na preparação de celebrações em que, por diversos motivos, marcam presença fotógrafos”, especificou.

As inscrições para a formação que “aberta não apenas a fotógrafos profissionais como amadores e que desempenham funções na liturgia” estão a decorrer até dia 21 de junho, sendo que já estão inscritos três dezenas de pessoas.

O curso vai decorrer realizar-se entre 01 e 03 de julho, no salão paroquial de Arcos de Valdevez.

“Escolhemos de Arcos de Valdevez porque o objetivo é descentralizar este tipo de ações. Na diocese aquele concelho é central, em termos geográficos”, adiantou.

O Espaço Litúrgico, pelo padre Fernando Caldas, a celebração do matrimónio pelo pároco Jorge Barbosa e Da Técnica à Celebração Litúrgica, pelo Paulo Gomes são os temas da formação, cuja inscrição é gratuita.

A diocese mais jovem do país integra 291 paróquias espalhadas pelos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e tem 120 sacerdotes.

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Alto Minho

Governo nega cancelamento, mas admite atraso na eletrificação da Linha do Minho

Entre Viana do Castelo e Valença

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Foto: Wikipedia / Arquivo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, admitiu hoje atrasos e constrangimentos em projetos de modernização dos caminhos-de-ferro, mas afastou a hipótese de qualquer cancelamento na execução do plano ferroviário 2020.

“Não há nenhuma obra cancelada, nenhuma obra suspensa, o que temos […] são atrasos nas obras, isso é verdade, mas cancelamento e suspensão não existe um único”, afirmou o governante, à margem da assinatura do Acordo de Empresa da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), hoje em Lisboa.

Pedro Nuno Santos. Foto: Divulgação / Governo de Portugal (Arquivo)

O ministro reagia assim à manchete de hoje do Jornal de Notícias que dava conta do adiamento de 18 obras programadas no âmbito do programa Ferrovia 2020, apresentado em fevereiro de 2016, no valor de dois mil milhões de euros, e de um projeto cancelado de eletrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença.

“O que houve foi um projeto [de eletrificação] com pouca qualidade e foi necessário relançar o projeto de contratação do projetista”, explicou o governante, reafirmando que não há cancelamento ou desistência da obra.

Jornal de Notícias, 19 de novembro 2019. Foto: Reprodução

Pedro Nuno Santos explicou que as obras do investimento público não preveem muitas vezes constrangimentos, como candidatos que impugnam concursos, atrasos no Tribunal de Contas ou avaliações de impacto ambiental que exigem alterações: “Os constrangimentos que o investimento público enfrenta levam a que, infelizmente, tenhamos que regularmente assistir a atrasos em algumas das obras”, defendeu o ministro.

Quanto a obras atrasadas, a edição do Jornal de Notícias informa afetarem a Linha do Norte, a ligação entre Espinho e Gaia, a renovação da linha entre a Covilhã e a Guarda, a modernização da Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Caldas da Rainha, e a eletrificação entre Lagos e Tunes e entre Faro e Vila Real de Santo António.

A Infraestruturas de Portugal, em comunicado entretanto divulgado, reafirmou não haver qualquer suspensão ou cancelamento, e que estão em desenvolvimento e serão concretizados “todos os investimentos previstos”, a executar no âmbito do Ferrovia2020.

“Apesar de alguns atrasos verificados e já esclarecidos publicamente, a IP está a realizar todos os esforços no sentido de concretizar este que é o maior plano de investimentos das últimas décadas na modernização da Rede Ferroviária Nacional”, adianta.

Sobre o projeto de modernização da Linha do Douro, entre Marco de Canaveses e Régua, a IP adianta que “não existe qualquer cancelamento da empreitada e explica que foram “dificuldades técnicas evidenciadas pelo consórcio projetista” que “obrigaram à revogação” do contrato, estando atualmente em fase de contratação um novo consórcio projetista.

Quanto à Renovação Integral de Via (RIV) entre Válega e Espinho, a IP explica que, atualmente, decorre a fase de elaboração do projeto de execução e que se prevê o lançamento do concurso de empreitada em 2020.

As intervenções na Linha de Sines estão incluídas num empreendimento global que envolve a realização de obras do Corredor Internacional Sul, explica, adiantando que o projeto de execução de Modernização da Linha de Sines se encontrar atualmente em fase de revisão pela direção de engenharia da IP.

Quanto à eletrificação da Linha do Algarve, a IP adianta que, contrariamente ao inicialmente previsto, os projetos de eletrificação nos troços Faro-Vila Real de Santo António (VRSA) e Tunes-Lagos vão ser sujeitos a processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).

“Estima-se que estes processos de AIA tenham a duração de cerca de sete meses, incluindo consulta pública, situação que tem implicações nas datas de lançamento dos concursos de empreitada”, esclarece, adiantando ainda que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para o troço Faro-VRSA foi entregue na APA em julho de 2019 e que o AIA do troço Tunes-Lagosvai iniciar-se “ainda este mês”.

O acordo de empresa assinado hoje pela EMEF, e subscrito por várias organizações sindicais (SINDEFER, STMEFE, FECTRANS/SNTSF, SINFB e SINAFE) vai permitir o aumento salarial de 25 euros até 01 de janeiro de 2020, uma subida de 10 euros em janeiro e um aumento do valor do índice remuneratório de entrada na carreira de operário da EMEF, de cerca de 736 euros para 796,11 euros.

A conclusão deste processo negocial inseriu-se na estratégia definida pelo Governo, em finais de junho de 2018, na qual se definiu a contratação imediata de 67 trabalhadores para a EMEF e a substituição dos reformados.

O coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) José Manuel Oliveira, em declarações no final da cerimónia, disse ter expectativa que a empresa “brevemente” volte a ser o setor oficinal da CP – Comboios de Portugal, e não uma empresa autónoma, definindo-se neste acordo os pontos de partida desta fase de integração.

“[O acordo hoje assinado] É um passo de alteração da prática neste setor, que desde 2009 não tinha contratação coletiva”, adiantou o sindicalista.

Por sua vez, o ministro das Infraestruturas disse tratar-se de um acordo “muito importante” de valorização de uma “atividade crítica para o funcionamento da CP e para o país”, e salientou o papel dos trabalhadores da EMEF que disse terem feito, ao longo dos anos, “milagres” ao conseguir manter em funcionamento material circulante “muito antigo”.

 

Notícia atualizada às 14h41.

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Viana do Castelo

Fundador da Casa Peixoto dá nome a rua em zona industrial de Viana

Empresa tem sede na Zona Industrial de Neiva e lojas em Braga e Guimarães, no Minho, Lisboa e Porto

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O nome de Abílio Peixoto, fundador da Casa Peixoto, foi atribuído a uma rua da Zona Industrial do Neiva, em Viana do Castelo, onde se localiza a sede da empresa de materiais para a construção e decoração.

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A iniciativa, que partiu da Junta de Freguesia de São Romão do Neiva, contou com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a placa indicativa do novo nome do arruamento sido descerrada numa cerimónia que decorreu no sábado, e que contou com a presença, entre outros, do autarca José Maria Costa.

Fundada, em 1976, em nome individual, em Alvarães, pelo empreendedor Abílio Peixoto, entretanto falecido, tornou-se sociedade comercial em 1986, integrando os seis filhos do fundador e adotando o nome Casa Peixoto .

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Em 1994, mudou de instalações para a Zona Industrial do Neiva, ainda na sua primeira fase.

A partir de 1998 deu início a um ciclo de forte expansão, com abertura de novas lojas, em Braga, Porto, Guimarães e Lisboa.

De acordo com informação disponível no site da empresa, consultada por O MINHO, a empresa vianense conta, ainda, com uma sucursal em Paris (França).

No próximo ano de 2020, a empresa vianense pretende inaugurar, ao longo do primeiro semestre, novas instalações no Porto, de maiores dimensão e com uma oferta mais diversificada de produtos.

Atualmente, a Casa Peixoto conta com mais de 200 colaboradores especializados na comercialização em todas as áreas de negócio ligadas à construção e decoração.

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Viana do Castelo

Viana entre 18 cidades europeias candidatas a prémio de liderança ambiental

Prémio Green Leaf 2021

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Foto: Divulgação

Viana do Castelo está entre as 18 cidades europeias candidatas ao Prémio Green Leaf 2021, informou, esta segunda-feira, a Comissão Europeia. Oliveira do Hospital é a segunda representante do país nestes prémios que visam premiar cidades que lideram na implementações de medidas a nível ambiental e sustentável.

Além das duas cidades portuguesas, concorrem àquele prémio, as cidades Avignon e Vichy (França), Bistrita (na Roménia), Carballo e Riba-Roja de Túria (Espanha), Çiftlikköy (Turquia) e a cidade alemã de Coswig.

Na lista estão também Elsinore, Nyborg e Ringkøbing-Skjern (Dinamarca), Gabrovo (Bulgária), Kemi e Lappeenranta (Finlândia), Sombor (Sérvia), Taurage (Lituânia) e Valmiera (Letónia), concorrem também aquele prémio europeu

Na nota, a Comissão Europeia informou ainda que além dos prémios Green Leaf (folha verde) 2021, há 18 cidades candidatas ao Prémio European Green Capital (cidades verdes) 2022.

Concorrem àquela distinção as cidades de Belgrado (Sérvia), Budapeste e Pécs (Hungria), Dijon, Grenoble e Lyon (França), Gdansk, Katowice, Cracóvia e Poznan (Polónia), Maribor (Eslovénia), Múrcia (Espanha), Parma, Perugia e Turim (Itália), Sofia (Bulgária), Tallinn (Estónia) e Zagreb (Croácia).

Segundo a Comissão Europeia, “as cidades da Europa estão cada vez a tornar-se mais sustentáveis”, referindo que “36 cidades de 18 países europeus estão a competir pelos prémios European Green Capital 2022 e European Green Leaf 2021”.

“Nos 13 anos de existência destes prémios, este é o maior número de cidades até agora a participar na competição”, reforça a nota.

A Comissão Europeia destaca ainda que aqueles prémios “mostram cidades e cidadãos que respondem com sucesso aos desafios do ambiente urbano e das mudanças climáticas”.

“Este ano, a competição atraiu inscrições de toda a Europa, em particular dos países do sul e do leste. A maioria é candidata pela primeira vez, com 23 estreias entre os 36 participantes”, especifica.

Segundo o comissário europeu para o Meio Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, citado naquela nota, face à “crise ecológica e climática” que o mundo enfrenta “as cidades estão na linha da frente das mudanças climáticas e de como melhorar a situação”.

“É por isso que estou muito animado ao ver um número recorde de candidatos ao Prémios European Green Capital 2022 e ao European Green Leaf 2021. As cidades europeias compreendem cada vez mais que, ao tornarem-se verdes, podem oferecer uma boa qualidade de vida aos cidadãos e proteger seus negócios dos riscos ambientais”, salienta.

Para o comissário europeu, aqueles títulos representam “uma grande responsabilidade que a rede de cidades vencedoras leva muito a sério”.

“Uma cidade vencedora é uma embaixadora global vitalícia para a liderança ambiental da Europa. Cidades de todo o mundo, incluindo Nova Iorque, estão agora a aprender com as nossas cidades europeias que lideram o caminho da transição ambiental”, destaca

Os prémios European Green Capital e o European Green Leaf “reconhecem cidades que estão a elevar a fasquia das práticas ambientais urbanas”.

Desde 2010, 12 cidades receberam o título de Capital Verde da Europa. Lisboa é a Capital Verde da Europa em 2020.

O European Green Leaf Award foi lançado em dezembro de 2014 e é dirigido a cidades europeias com entre 20 mil a 100 mil habitantes e que se demonstrem comprometidas com o ambiente e o crescimento da economia verde.

Limerick, na Irlanda, e Mechelen, na Bélgica, são as cidades europeias Folha Verde em 2020.

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