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Barcelos

Diferendo entre 19 donos de casas na Malhadoura e Câmara de Barcelos aguarda sentença

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Foto: DR / Arquivo

A Unidade Cível do Tribunal de Braga concluiu o julgamento de um diferendo entre a Câmara de Barcelos e 19 proprietários de casas do loteamento da Malhadoura, em Milhazes, construído pela Autarquia. A sentença deve ser dada até às férias judiciais, ou, caso contrário, no recomeço do ano judicial, em setembro.


No julgamento, as testemunhas falaram de “defeitos de fabrico, humidades nas paredes e fissuras”. E apontaram para o “profundo desgosto” que tal causou a quem comprou casa e vive no loteamento da Malhadoura, em Barcelos. E alguns residentes até “preferem sair”, disseram! Foram estas as singularidades negativas apontadas por várias testemunhas no Tribunal de Braga, no início do julgamento.

A Câmara anunciou, entretanto, que vai investir 687 mil euros no loteamento, para corrigir alegados “defeitos” das moradias e avançar com o concurso público para as obras, que se prendem com a sua “reabilitação exterior”.

“Esta decisão surge após a revisão do projeto de reabilitação, que previa, inicialmente, apenas o reforço do revestimento exterior, face aos problemas de infiltrações e humidades detetados”, acrescentou.

Apesar deste compromisso, os proprietários exigem o pagamento de uma indemnização, a calcular em sede de sentença, pelo facto de as casas que compraram terem mais – asseguram – de 81 defeitos de construção.

Dizem que as deficiências ocorrem no interior e no exterior das casas englobando paredes e tetos – afetados pela humidade – com a tinta a descascar, aparecimento de fissuras, falta de acabamentos e de impermeabilidade.

O loteamento, construído pelas empresas Alberto Couto Alves, de Famalicão e Sá Machado &Filhos, de Vila Verde, foi recebida pela Câmara em outubro de 2013. Foi adjudicada no executivo anterior de Fernando Reis (PSD) por 2,898 milhões de euros e concluída já no atual mandato de Miguel Gomes, do PS. Construído entre 2006 e 2008, o loteamento tem 31 moradias em banda, todas com três pisos desnivelados. A Câmara vendeu 29 moradias e doou duas à União de Freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria.

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Barcelos

Creche em Barcelos fecha após mais três funcionárias testarem positivo à covid-19

145 crianças ficam em casa

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Foto: DR / Arquivo

O Centro Infantil de Barcelos (CIB), da Santa Casa da Misericórdia local, encerrou esta quinta-feira, após mais três funcionários terem testado positivo à covid-19. Todos os colaboradores, 27 no total, serão, agora, testados.

Recorde-se que, como O MINHO noticiou, naquele estabelecimento com turmas de creche e pré-escolar, já tinha sido detetado um caso positivo numa funcionária.

Em comunicado, a Misericórdia explica que “tomou conhecimento, ao final da tarde desta quarta-feira, que mais três colaboradoras do Centro Infantil de Barcelos (CIB) tiveram resultado positivo para a covid-19” e, por isso, a instituição “encerrar hoje e amanhã, os serviços do CIB, aguardando que todos os seus colaboradores possam ser testados”.

A Misericórdia refere que “com os resultados de todos os testes de rastreio”, espera “poder reabrir na próxima semana, continuando a garantir os melhores cuidados às crianças”.

Covid-19: Dez infetados no Lar da Misericórdia de Barcelos

“A saúde de todas as crianças e colaboradores é para nós prioritária”, acrescenta o comunicado.

Em causa estão 145 crianças, sendo que uma turma já estava em isolamento.

No sábado passado, a Misericórdia de Barcelos já tinha revelado que seis utentes e quatro funcionários do Lar de Santo André tinham testado positivo à covid-19.

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Barcelos

Depois do Intermarché, abre hoje em Barcelos a loja Bricomarché

Investimento de 3,8 milhões de euros

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Foto: DR

Três semanas depois da abertura do Intermarché, já abriu esta quinta-feira a loja Bricomarché, em Barcelos, no mesmo sítio, junto ao estádio municipal.

A nova loja resultado de um investimento de 3,8 milhões de euros. De acordo com comunicado da empresa, com uma superfície comercial de 3.389 m2, o ponto de venda, além de adotar novas tecnologias amigas do ambiente, terá brevemente o seu parque coberto com painéis fotovoltaicos para autoconsumo e vai permitir criar 27 novos postos de trabalho e oferecer aos clientes um novo conceito otimizado, com serviço personalizado e respostas adequadas às necessidades da comunidade.

Dezenas em fila na abertura do Intermarché em Barcelos

Alberto e Maria João Vinhas, o casal responsável pelo projeto do novo Bricomarché, afirmam: “Este foi um projeto ao qual nos dedicámos com todo o entusiasmo e paixão. Optámos por trazer à cidade de Barcelos o maior formato da insígnia, o especialista, com quase 3.400 m2 de superfície comercial. A dimensão deve-se ao facto de acreditarmos que só com um grande formato seria possível uma oferta que desse resposta às necessidades da região. Com este investimento e a concretização de 27 novos postos de trabalho iremos ainda imprimir uma nova dinâmica à economia local.”

Bricomarché vai abrir lojas em Barcelos e Ponte de Lima

O Bricomarché conta atualmente com 41 pontos de venda de norte a sul do país. Na mais recente loja de Barcelos vai ser possível encontrar uma zona de bati drive que irá permitir a recolha direta com o automóvel de grandes formatos de construção e jardim e ainda todos os outros serviços que promovem a conveniência do visitante e um atendimento de excelência, como os serviços de apoio ao cliente, assistência técnica, corte de madeira, corte à medida, entrega ao domicílio, montagem e Instalação, orçamentos, serviço pós-venda, soluções de financiamento e wi-fi gratuito.

Sobre o Bricomarché

O Bricomarché, com atualmente 41 pontos de venda, é uma das insígnias do Grupo Os Mosqueteiros – que, também, integra o Intermarché e o Roady. Cada Bricomarché dispõe de áreas de venda entre os 1400 e os 3400 m2, podendo adotar formatos distintos: Essencial, Generalista e Especialista consoante a dimensão da superfície comercial. No interior as lojas do Bricomarché estão divididas em cinco grandes áreas bem diferenciadas: decoração, bricolage, construção, jardim e petshop.

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Barcelos

Trabalhadores das cantinas escolares de Barcelos marcam greve para 20 de outubro

Greve

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Foto: Ilustrativa / DR

Os trabalhadores das cantinas escolares de Barcelos vão fazer greve a 20 de outubro e concentrar-se frente à Câmara local, em defesa dos seus direitos, designadamente categorias, carga horária e rácios de pessoal, anunciou hoje um sindicato.

Em comunicado, o Sindicato da Hotelaria do Norte sublinhou que aumentos salariais “dignos e justos” e contratos de trabalho para todo o ano letivo são outras das reivindicações dos funcionários das cantinas escolares.

“A Câmara de Barcelos fez o concurso público [para o pessoal das cantinas], mas não teve em conta os direitos dos trabalhadores, designadamente categorias, carga horária e rácios de pessoal”, refere o comunicado.

No protesto de dia 20, os trabalhadores vão concentrar-se frente aos Paços do Concelho “para exigir que a Câmara não dê cobertura às ilegalidades da empresa e interceda na defesa” dos seus direitos.

Contactada pela Lusa, a Câmara de Barcelos enjeita responsabilidades, referindo que no caderno de encargos relativo ao concurso público de fornecimento de refeições escolares estão especificadas as obrigações contratuais por parte do adjudicatário, nomeadamente quanto à integral execução dos serviços e quanto aos recursos humanos necessários.

“Compete à empresa Uniself S.A., vencedora do concurso público para fornecimento de refeições escolares, no cumprimento das obrigações a que está sujeita pelo caderno de encargos, responder a todas as questões relacionadas com os recursos humanos no âmbito do contrato em vigor”, acrescenta.

Para o Sindicato da Hotelaria do Norte, a Uniself “não contratou vários trabalhadores que trabalhavam nas cantinas escolares de Barcelos há muitos anos e reduziu as cargas horárias a muitos trabalhadores”.

Para além disso, “exige mais tarefas devido à covid-19 impondo ritmos de trabalho intensos, está a obrigar os trabalhadores a assinarem contratos sem termo para os poder despedir a qualquer momento e ainda não pagou a totalidade dos direitos dos trabalhadores do ano letivo 2019/2020”.

Para o sindicato, tudo isto acontece porque a Câmara de Barcelos não salvaguardou os interesses dos trabalhos no concurso público.

Os trabalhadores exigem, desde logo, o pagamento das diferenças salariais em dívida da cessação do contrato de trabalho a termo do ano letivo 2019/2020, referentes a férias, subsídio de férias, subsídio de natal, compensação por caducidade e desconto indevido de alegadas férias gozadas a mais.

Exigem ainda a contratação de todos os trabalhadores que trabalharam no ano letivo anterior, a reposição da carga horária diária e semanal do ano letivo anterior e a garantia mínima de 25 horas semanais.

A Lusa tentou ouvir a administração da Uniself, mas ainda não foi possível.

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