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Região

Dias vão ficar maiores: domingo chega a hora de verão

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Foto: DR/Arquivo

Portugal, à semelhança de toda a União Europeia, adianta os relógios na madrugada do próximo domingo, dia 25 de março.


Até final de outubro o sol volta a pôr-se mais tarde e os dias ficam aparentemente maiores. Na madrugada de sábado para domingo, os relógios adiantam 60 minutos, às 01:00, no continente, mantendo-se até 29 de outubro, durante 218 dias, cerca de sete meses.

No domingo, quando for 1:00 da manhã, deve adiantar o relógio 60 minutos.

Portugal passa a estar alinhado com o tempo universal (tempo médio de Greenwich, TMG).

Estar alinhado com o tempo universal significa que está no fuso horário 0 (igual ao do meridiano de Greenwich, que se convencionou usar como marcador para o tempo).

O Observatório Astronómico da Ajuda explica que a mudança da hora, com o objetivo de poupar energia, foi falada pela primeira vez há séculos (na altura para poupar velas) e um dos primeiros que a sugeriu foi o cientista, inventor e político americano Benjamim Franklin (1706-1790).

Em Portugal, em 1992, o Governo, então chefiado por Cavaco Silva, adotou o horário da Europa central, mas a opção foi muito criticada, porque, no inverno, o sol nascia muito tarde e, no verão, era de dia até depois das 22:00. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres voltou ao antigo método.

Desde 1996 que a mudança da hora acontece em todos os países da União Europeia, no mesmo momento, mas outros países que não fazem parte do grupo dos “28” escolheram seguir as mesmas normas.

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Cávado

Filha salvou da morte pai esfaqueado pela mulher em Esposende

Julgamento continua esta terça-feira no Tribunal de Braga

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Foto: Ilustrativa / DR

A filha do homem que terá levado uma facada nas costas da mulher, Eliana Yurlev Henão, de 37 anos, uma colombiana, na casa onde viviam – quando ele dormia – em Marinhas, Esposende, é ouvida esta terça-feira no Tribunal de Braga, na segunda sessão do julgamento.

A jovem, de nome Maria, agora com 18 anos, acudiu ao pai quando este foi atingido pela faca, salvando-o de uma provável morte por perda de sangue: “Ouvi os gritos dele, fui a correr e arranjei uns panos molhados para estancar o sangue que jorrava intensamente”, contou a testemunha ao juiz na fase de inquérito. “ E consegui”.

Esta versão vai ser hoje repetida perante o coletivo de juízes.

Mulher que esfaqueou o marido em Esposende diz que não se lembra do crime

A jovem garante que, ao contrário do que diz a Eliana, foi ela que acordou com os gritos, não tendo sido chamada pela madrasta: “O meu pai deitou tanto sangue que, no final, quando veio a ambulância, eu própria estava ensanguentada da cabeça aos pés”.

A vítima, António Ganas, não pediu nem vai pedir qualquer indemnização pela facada – isto se o coletivo de juízes o der como provado. “A única coisa que quer é que ela o deixe em paz”, disse fonte da família.

“Não tentei matá-lo”

Na primeira sessão, e conforme O MINHO noticiou, a mulher declarou: “Não sei. Não fui eu que o esfaqueei, nem tentei matá-lo”. E, posteriormente, veio a acrescentar que se ‘enrolou’ com o marido numa briga e que este caiu em cima da cama, tendo sido espetado pela faca que ali estaria. Foi esta a versão dada ao Tribunal de Braga pela imigrante colombiana, já naturalizada portuguesa, a qual contou que, na noite do crime, em abril de 2018, discutiu com o marido, o português António Maria Ganas, após ter ido à cozinha beber água e comer uma maçã. Diz ter pegado numa faca para cortar a fruta e ter ido dormir para o quarto em que estava com dois adolescentes, um filho seu e uma jovem de 16 anos, filha dele. Afirmou que não sabe o que sucedeu depois, nem mesmo o destino da faca, só se lembrando de ter acordado os filhos e chamar o 112. Atribuiu as discussões do casal a ciúmes do marido.

Esta versão é desmentida pela vítima que disse a O MINHO que ela o esfaqueou nas costas, enquanto dormia, deixando-lhe uma parte da lâmina, com nove centímetros, no corpo, o que lhe perfurou um pulmão e chegou ao coração. E ainda tentou impedi-lo de respirar. “Mente. Quando foi detida disse à PJ de Braga e ao juiz que me tinha dado uma facada para me matar. Está no processo”, acrescentou.

No final da audiência, a arguida empurrou, deitando-a ao chão, a mãe da vítima, tendo-lhe ainda chamado puta, o que lhe vai valer novo inquérito judicial no Tribunal, tendo como testemunhas alguns jornalistas que presenciaram os factos.

Entretanto, António Ganas disse a O MINHO que apresentou duas outras queixas-crimes contra a mulher, de quem já pediu o divórcio. Diz que, quando saiu do hospital, ela tinha vendido um Audi seu e que os pertences pessoais que tinha em casa desapareceram.

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Ave

Recuperado carro roubado a mulher que fazia voluntariado em Famalicão

“Sem danos de maior”

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Foto: Ilustrativa / DR

Já foi recuperado o carro que, na tarde de sábado, tinha sido roubado a uma mulher de Famalicão quando esta fazia uma ação de voluntariado junto à estação de comboios daquela cidade, nas instalações da Refood.

“Queremos agradecer a todos aqueles que partilharam a nossa publicação que fez com que a viatura da nossa querida voluntária regressasse sem danos de maior”, escreveu esta segunda-feira a Refood nas suas redes sociais.

Foi fazer voluntariado e roubaram-lhe o carro em Famalicão. Associação deixa apelo

A instituição de solidariedade tinha deixado um apelo a quem tivesse visto o automóvel para que contactasse aquela associação ou as autoridades, que já tomaram conta da ocorrência.

O carro, um Toyota Starvan de cor vermelha, estaria estacionado em frente ao centro de operações da Refood quando foi levado por desconhecidos.

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Barcelos

PAN questiona governo sobre ETAR em Barcelos

Areias de Vilar

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Foto: PAN

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza questionou o governo sobre a ETAR de Areias de Vilar, em Barcelos, anunciou hoje o partido.

Numa visita ao concelho, a Comissão Política Distrital do PAN Braga constatou que a estação de tratamento apresenta uma capacidade insuficiente de tratamento do volume de águas residuais, realizando como tal frequentemente descargas no rio Cávado.

Consequentemente, “dada a urgência da situação”, deu questionou Ministério do Ambiente sobre o funcionamento desta unidade e das razões que se prendem com o atraso na entrada em funcionamento de uma nova ETAR.

O PAN refere que se trata de uma ETAR provisória compacta, construída em 1999 pela Câmara Municipal com vista a dar resposta aos efluentes domésticos, até à entrada em funcionamento de outra ETAR, de maior dimensão e definitiva.

“A construção desta última ficou a cargo da Águas de Barcelos (AdB), empresa responsável pelo tratamento das águas residuais desde 2005, que terminou a construção da mesma em 2009, com um custo de 1,8 milhões de euros, sendo que até à data ainda não entrou em funcionamento”, refere a AdB.

Questionada pelo partido, a Câmara de Barcelos remeteu esclarecimentos para a empresa.

Na resposta, esta faz depender o funcionamento da ETAR “da construção de uma estação elevatória de grande dimensão, a respetiva conduta elevatória e alguns pequenos troços de rede gravítica.”

Segundo a empresa, “esta tipologia de ETAR compacta/provisória tem uma capacidade e flexibilidade de tratamento limitada no que toca à receção de descargas pontuais com cargas elevadas, não possibilitando que a AdB controle, ou impeça, as descargas de efluentes de operadores que prestam o serviço de esvaziamento/limpeza de fossas sépticas, efluentes de indústrias e oficinas, bem como alguns aumentos bruscos de caudal provenientes de precipitação (caudais de infiltração), o que compromete diretamente os rendimentos da instalação”.

Acionista da Águas de Barcelos comprada por fundo de capital de risco. BE questiona governo

A AdB diz “não ter capacidade financeira para realizar as obras necessárias para a entrada em funcionamento da nova ETAR”.

A situação arrasta-se devido ao diferendo entre a AdB e a Câmara que levou à condenação do município em 172 milhões de euros.

Recorde-se que o serviço de água e saneamento foi concessionado em 2005, por um período de 30 anos, pelo então presidente da Câmara, o social-democrata Fernando Reis.

O negócio esteve sempre envolto em polémica. Já com o PS no poder, a Águas de Barcelos exigiu à autarquia o “reequilíbrio financeiro” da empresa, processo que, muitos episódios jurídicos depois, acabou na condenação da Câmara a pagar uma indemnização de 172 milhões de euros.

O presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, chegou, então, a acordo extra-judicial para a aquisição, por parte da autarquia, de 49% do capital, solução que está agora dependente do visto do Tribunal de Contas.

“Vemos com muita preocupação esta situação, dado que, em face da resposta da Águas de Barcelos, não só se confirma que a ETAR atual não tem capacidade para tratar todos os efluentes, como não vislumbra nem adianta qualquer prazo ou solução para o problema”, declara a deputada à Assembleia da República Bebiana Cunha.

O Grupo Parlamentar do PAN pretende igualmente saber junto do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, se tem conhecimento da situação, se está a decorrer algum processo de fiscalização sobre o funcionamento da ETAR, se a AdB incorre num incumprimento do contrato de concessão e sobre as medidas que pretende adotar para garantir que o tratamento das águas residuais cumpre todos os parâmetros legais.

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