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Braga

Dezenas de motoristas manifestam-se em Vila Verde pelo fim do ‘lay-off’

Protesto

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Foto: União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Quatro dezenas de motoristas de transporte de passageiros manifestaram-se hoje em Vila Verde para reclamar o fim do ‘lay-off’ no setor, alertando para a “situação desesperada” em que muitas famílias já se encontram.


Os representantes dos motoristas reuniram com Patrício Araújo, vereador da Câmara de Vila Verde, que lhes comunicou que o município “não criava qualquer obstáculo às empresas no sentido de elas recomeçarem com mais horários”, contou a O MINHO, Adriano Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O vereador “declina responsabilidade” da Câmara, dado que esta “já atribui subsídios no fornecimento dos passes e que as empresas são privadas e têm que retomar a atividade por iniciativa própria”, acrescentou o sindicalista a O MINHO, adiantando que, agora, os trabalhadores vão “questionar novamente as empresas”.

Ao protesto, juntou-se também cerca de uma dezena de utentes, que se queixam da falta de transportes, nomeadamente para irem trabalhar.

“Cada trabalhador estará a receber cerca de metade do salário, já havendo alguns em situação desesperada”, disse o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

Segundo Agostinho Silva, o ‘lay-off’ dura desde 01 de abril e, atualmente, será total para 70% dos trabalhadores e parcial para os restantes.

O sindicalista sublinhou que a falta de transporte está também a pôr em causa o direito constitucional à mobilidade.

Sindicatos dos transportes protestam segunda-feira em Vila Verde contra ‘lay-off’

“Não se pode ver a questão sob o ponto de vista da procura e dos números. Basta haver uma pessoa sem transporte para se estar a violar a Constituição”, referiu.

Francisco Ramos é motorista, está a receber cerca de metade do salário e tem a mulher desempregada, tudo por causa da crise pandémica.

“Está mais do que na hora de nos mandarem trabalhar”, apela, sublinhando que se torna “quase insustentável sobreviver” com a atual situação.

Vincou que é preciso retomar as carreiras habituais, porque “os motoristas querem trabalhar e as pessoas querem transportes”.

Há 26 anos que Maria de Jesus Monteiro “apanhava a camioneta” para ir trabalhar em Valbom S. Pedro, em Vila Verde, a cerca de 11 quilómetros de casa.

“Desde 16 de março, tem sido um martírio, porque praticamente não há carreiras. Os horários agora em vigor apenas me davam para trabalhar um quarto de hora. Tenho faltado ao trabalho, também já meti férias e não vejo solução à vista”, desabafa.

Promovido pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o protesto poderá repetir-se noutros municípios da região do Minho e de outros pontos do país, se a situação não se alterar substancialmente.

“O Estado português está a pagar a empresas privadas para que estas estejam paradas, numa altura em que há necessidade de maior oferta para proteger os cidadãos. Enquanto milhares de trabalhadores, com a redução dos seus salários e com os dinheiros da Segurança Social estão a suportar a generalidade dos encargos destas empresas”, refere um comunicado da FECTRANS.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Braga

Feira do Livro virtual de Braga regista cinco mil visitas

Cultura

em

Foto: Divulgação

A Feira do Livro de Braga, que arrancou virtualmente na sexta feira, dia 03, contou já com a visita de mais de cinco mil pessoas. A este número juntam-se ainda 500 pessoas que assistiram, nestes primeiros seis dias, às várias sessões do programa cultural promovido pelo Município e pelo mecenas do evento, o dstgroup.

Fonte da empresa municipal InvestBraga adiantou, hoje, que a programação cultural da 29.ª edição conta com várias “Conversas em streaming” com autores nacionais e estrangeiros, passatempos, ofertas de livros e também iniciativas da responsabilidade do patrocinador principal, há mais de 25 anos, o dstgroup, dirigido por José Teixeira.

Nesta edição digital, e para o mundo, é possível visitar entre livrarias, editoras e alfarrabistas, 20 expositores presentes na feira através de um Virtual Tour, e adquirir diversos os produtos a partir da plataforma de vendas online, Dott, que conta com mais de cinco mil livros.

A viagem virtual pela feira inicia-se numa «street view» das avenidas onde a feira tinha usualmente lugar e é nesse espaço que é possível entrar em cada um dos stands dos diferentes expositores para consultar os seus catálogos de livros. Nessa fase, os  visitantes são direcionados para a loja online da Feira, onde podem efetuar todo o processo de compra dos produtos escolhidos. A entrega das encomendas fica, por sua vez, a cargo dos CTT.

De referir que a Feira do Livro é uma organização do Município de Braga e da InvestBraga em estreita colaboração com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, com a The Book Company | Booktailors, os CTT e a DOTT e com o mecenato da dst group.

A feira virtual está disponível desde o dia 3 e prolonga-se até ao dia 03 de setembro de 2020.

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Braga

Advogados querem que brasileira detida na Cairense deixe de se apresentar na PSP

Provas de que se prostituía são “meras conjeturas”

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Imagem via Google Maps

O Tribunal Central Administrativo do Norte rejeitou um recurso do SEF e confirmou a decisão do Administrativo de Braga de suspender a expulsão de uma cidadã brasileira, a qual não chegou a sair de Portugal, devido à interposição de uma providência cautelar.

A imigrante havia sido detida, em dezembro, com outras sete mulheres, numa operação policial na Residencial Cairense em Braga. Agora, o seu advogado de defesa, João Magalhães que representa, ainda, outra cidadã brasileira detida na mesma noite na Cairense, pediu à juíza que anule a obrigatoriedade de as duas se apresentarem semanalmente na PSP.

‘Rusga’ em ‘casa de alterne’ de Braga termina com identificação de 28 mulheres e 50 clientes

No requerimento, o jurista lembra que, e conforme o MINHO noticiou, o Administrativo de Braga já considerara, na sua sentença, não ter ficado provado que a mulher trabalhasse no alterne ou na prostituição já que foi encontrada a tomar café naquela unidade hoteleira.

O Tribunal do Norte, a segunda instância, confirmou esta versão e diz que o SEF a expulsou com base em “meras conjeturas, não demonstradas e apenas com provas indiciárias”.

Embora o advogado não o especifique, a verdade é que, se a medida de coação de apresentações semanais na Polícia não for revogada, as duas imigrantes terão de ali se deslocar ao longo de vários anos, já que, como é sabido e não se prevê que tenha alteração a breve prazo, um processo no Tribual Administrativo de Braga pode durar seis a dez anos a ser decidido, por falta de juízes e de salas.

“É inaceitável e inconcebível que o Estado Português e o Tribunal continue a tratar a aqui Requerente , como uma prostituta. Quando, na verdade, a mesma, tem uma Sentença do Tribunal Administrativo Fiscal de Braga e um Acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte, que prova, inegavelmente, que a mesma não se encontra em território português a prostituir-se. Encontrando-se sim, à procura de emprego, na tentativa de se estabilizar profissional e economicamente”, lê-se no requerimento.

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Braga

Braga prevê investir 11 milhões na requalificação do parque escolar

Investimento público

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Foto: DR

O município de Braga prevê investir, até ao final do próximo ano letivo, cerca de 11 milhões de euros em obras de requalificação do parque escolar concelhio, entre as quais seis “grandes intervenções de fundo”, disse hoje o presidente da câmara à Lusa.

Ricardo Rio adiantou que, naquelas seis escolas, serão investidos oito milhões de euros.

Hoje, foi publicado, em Diário da República, o concurso público para a requalificação da Escola Básica de Figueiredo, pelo preço-base de 1,4 milhões de euros. Os interessados têm 30 dias para apresentação de propostas, sendo o prazo de execução de um ano.

Entretanto, os alunos terão aulas em contentores. “São contentores com todas as condições”, acentuou Ricardo Rio.

Igualmente em concurso está a requalificação da Escola Básica de São Pedro de Este, pelo valor de 1,2 milhões de euros.

Para breve, está previsto o lançamento dos concursos para obras “igualmente de fundo” nas escolas de Nogueira, S. Vicente, Ponte Pedrinha e Bairro Económico.

Segundo Ricardo Rio, estão igualmente previstas intervenções de “menor monta” noutras escolas, que, no total, poderão ascender a perto de três milhões de euros. É o caso da escola de Sequeira, já em concurso público por 177 mil euros.

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