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Dezenas de doentes covid do hospital de Penafiel transferidos para Braga e Viana

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Mais de 20 utentes do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, em Penafiel, foram transferidos para unidades hospitalares do Minho.


No hospital de Braga, existem atualmente 42 utentes internados com o novo coronavírus, 18 deles transferidos do Hospital Padre Américo, em Penafiel.

Já no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, da responsabilidade da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), há 13 internados com o vírus (cinco em cuidados intensivos), até às 12:00 horas de segunda-feira, mas o hospital não avançou quantos são provenientes de Penafiel.

Em declarações a O MINHO, fonte da ULSAM disse que os hospitais do SNS estão a “trabalhar em rede”, permitindo que unidades com maior sobrecarga transfiram utentes para outras com maior capacidade de resposta no momento.

“É uma situação já prevista e perfeitamente normal”, assegurou a fonte.

Já o Hospital de Braga tem uma taxa de ocupação de 75% das camas atualmente disponíveis para doentes covid-19, anunciou hoje a administração daquela unidade à Lusa.

Numa resposta escrita, o Hospital de Braga revelou à Lusa que tem atualmente internados em enfermaria 42 doentes infetados com o novo coronavírus, 18 dos quais transferidos dos Centro Hospitalar Tâmega e Sousa.

Nos cuidados intensivos do Hospital de Braga há sete doentes com covid-19 e foi já ativado o nível 2 do Plano de Contingência.

“A atividade assistencial programada não foi, até ao momento, afetada”, refere ainda a administração.

As visitas estão suspensas desde o início da pandemia.

A administração do hospital de Braga sublinhou que o número de camas reservadas para doentes infetados pelo vírus SARS-CoV-2 “será reajustado sempre que a situação epidemiológica assim o justifique”.

“Caso seja necessário, em enfermaria, as camas reservadas para a covid podem ultrapassar a centena e meia e em UCIP (Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente) podem ultrapassar as 40”, acrescentou.

O número de casos ativos de infeção pelo novo coronavírus teve 12,6% de aumento percentual em Braga numa semana, segundo relatórios da Direção-Geral da Saúde.

O concelho de Braga, entre dia 19 de outubro e segunda-feira, registou 230 novos casos, passando de 1.819 para 2.049 infeções ativas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Braga

Homem de 44 anos ameaça adolescentes de bastão extensível em Braga

Suspeito detido pela PSP

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Foto: Ilustrativa / DR

Um homem de 44 anos foi detido por ameaçar dois adolescentes com um bastão extensível, ao final da tarde de quarta-feira, no Largo Monte D’Arcos, em Braga.

Em comunicado, a PSP relata que, pelas 18:40, foi alertada por chamada telefónica para um indivíduo que se encontrava a ameaçar uns jovens.

No local, os agentes constataram que o suspeito “havia ameaçado dois adolescentes com recurso a um bastão extensível”.

O homem foi detido e informado que posteriormente vai ser notificado para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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Alto Minho

Caminha quer resposta “à medida” dos concelhos no nível mais alto de risco

Covid-19

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Foto: Imagem CM Caminha

O presidente da Câmara de Caminha defendeu hoje a implementação de cinco “respostas e soluções desenhadas à medida” dos concelhos que venham a integrar o nível mais elevado de risco em função da incidência da covid-19.

Em declarações hoje à agência Lusa, o socialista Miguel Alves disse compreender a eventual definição pelo Governo de patamares de risco em função da incidência da doença causada pelo SARS-Cov-2, mas exigiu que “as respostas sanitárias e as compensações económicas sejam majoradas de acordo com o mesmo critério”.

“Confirmando-se a aplicação de restrições mais gravosas para 28 concelhos que estão no vermelho, quase todos na região Norte, é absolutamente necessário que as mesmas sejam acompanhadas por medidas e soluções desenhadas à medida dessa circunstância”, sublinhou.

Para Miguel Alves, que é também presidente do Conselho Regional do Norte, “não se pode apertar o garrote à economia e à vivência comunitária desses territórios sem encontrar soluções e respostas específicas para os específicos problemas criados”.

“De acordo com os números mais recentes apresentados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Caminha apresenta um índice de 970 novos casos de infeção por 100 mil habitantes, estando incluído no escalão mais grave de incidência cumulativa de casos nos últimos 14 dias”, explicou.

“De acordo com as notícias mais recentes, estes números servirão de critério para o Governo aplicar medidas mais restritivas”, acrescentou.

Para responder a essas restrições, defendeu o “reforço da informação entre entidades”, afirmando ser “incompreensível que o município de Caminha não tenha acesso aos dados por freguesias, não conseguindo traçar um mapa da situação epidemiológica no seu próprio território como condição importante de eficácia no combate à doença”.

O autarca propõe também a implementação, “desde já, de respostas majoradas de apoio à restauração, ao comércio local, à cultura ou às autarquias”.

“Se estes territórios, os seus comércios ou restaurantes, tiverem três vezes mais fins de semana condicionados do que os restantes, têm de ter três vezes mais apoios, financiando campanhas de divulgação ou criando medidas novas que paguem pelo pagamento de rendas ou de despesas fixas”, sugeriu.

No futuro, defendeu também, “estes territórios devem ser discriminados positivamente na adesão a fundos para investimento em cultura, reabilitação urbana, divulgação do comércio, de modo a renovarmos a sua atratividade”.

“A própria autarquia, que sempre fará um esforço maior, deverá ter a possibilidade de aderir a planos de incremento de tesouraria mais simplificados”, observou.

Segundo o autarca de Caminha, a aplicação de mais restrições também “deve ser acompanhada de um plano intensivo de rastreamento em lares, centros de dia, unidades de cuidados continuados, centros de saúde e todas as escolas, de todos os ciclos, incluindo as profissionais”.

O socialista defendeu ainda que os autarcas dos concelhos que venham a integrar o nível mais alto de risco da doença “devem ser chamados a participar nas reuniões do Infarmed”, porque só assim podem “conhecer melhor a evolução da situação epidemiológica no país e nos territórios”, bem como podem “colocar as questões aos especialistas, contribuindo, também, para futuras decisões”.

Por fim, Miguel Alves insta à criação de “um núcleo de acompanhamento e avaliação da aplicação destas medidas no território, que não se limite a tomar nota da evolução dos números, mas que possa estar no território, perceber as fragilidades e propor soluções”.

“Esta equipa deverá apresentar relatório simplificado da situação a cada 15 dias, contribuindo para as decisões que o Governo terá de tomar”, referiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.632 em Portugal.

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Braga

Braga: Grupo criminoso acusado de legalizar “largas dezenas” de brasileiros

Crimes terão sido cometidos com ajuda de advogada

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Foto: Ilustrativa / DR

O Ministério Público (MP) acusou 13 arguidos, incluindo uma advogada, de pertencerem a um grupo criminoso, cujos alegados líderes têm morada em Braga, que legalizou “largas dezenas de cidadãos brasileiros” com recurso a documentos forjados, cobrando 17 mil euros por cada atribuição de nacionalidade portuguesa.

Segundo o despacho de acusação do MP, a que a agência Lusa teve hoje acesso, pelo menos desde meados de 2015 e até finais de 2019, 12 dos arguidos organizaram-se e criaram um esquema fraudulento, com o objetivo de “obter avultados lucros económicos com a tramitação e instrução de pedidos de atribuição da nacionalidade portuguesa a cidadãos de origem brasileira, recorrendo, para isso, à fabricação dos documentos exigidos pela lei”.

Doze dos arguidos (10 homens e duas mulheres), com idades entre os 27 e os 55 anos, são de nacionalidade brasileira, exceto a advogada, portuguesa, de 40 anos, que recebia os “clientes” nos escritórios que tem em Lisboa e na Póvoa do Varzim.

“A organização assim formada por aqueles arguidos desenvolveu uma atividade relativamente complexa pelo menos ao longo de quatro anos, compreendendo a angariação de cidadãos brasileiros residentes quer no Brasil, quer já, e em situação irregular, no Reino Unido, [nos] Estados Unidos da América, [no] Canadá e [na] Holanda, dispostos a pagar avultadas somas monetárias, com vista à atribuição da nacionalidade portuguesa”, refere a acusação.

O MP conta que “através da atuação organizada dos ora arguidos e seus companheiros, um elevado número de cidadãos brasileiros tem vindo a beneficiar, ou a tentar beneficiar, da atribuição da nacionalidade portuguesa”, a troco de 17 mil euros (20.000 dólares) por processo de atribuição da nacionalidade”.

O Ministério Público sublinha que “as somas monetárias cobradas a tais indivíduos foram divididas entre os arguidos, em função da participação de cada um no esquema”, acrescentando que “largas dezenas de cidadãos brasileiros obtiveram deste modo a nacionalidade portuguesa” durante mais de quatro anos.

De acordo com a acusação, a advogada “quis associar-se ao grupo com o objetivo de obter proventos económicos”, alegando os dois principais arguidos, ambos com morada em Braga, que a mesma “tinha influência sobre a atividade de determinados conservadores [Conservatórias], circunstância que estes invocaram aos indivíduos que os procuraram para obter a nacionalidade portuguesa”.

O esquema passava pela obtenção, pelos arguidos, de dados identificativos de cidadãos portugueses, os quais utilizaram múltiplas vezes, forjando-os e fazendo-os constar nas certidões de assentos de nascimento “pretensamente emitidas pelas autoridades brasileiras nas cópias certificadas de carteiras de identidade brasileiras e/ou nas páginas biográficas dos passaportes dos ‘clientes’ do grupo”, de molde a que da respetiva filiação e/ou avoenga (descendência) se demonstrasse serem filhos ou netos de cidadãos portugueses.

O alegado líder da organização criminosa, um dos dois arguidos que se encontram em prisão preventiva, está acusado de 122 crimes de auxílio à imigração ilegal, de associação de auxílio à imigração ilegal e de 122 crimes de falsificação de documento.

A advogada está acusada de três crimes de auxílio à imigração ilegal, de um crime de associação de auxílio à imigração ilegal e de três crimes de falsificação de documento.

Os restantes arguidos estão acusados, ao todo, de cerca de uma centena de crimes de auxílio à imigração ilegal e de falsificação de documento, e de associação de auxílio à imigração ilegal.

Na acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) o MP pede ainda que seja aplicada a alguns dos arguidos a pena acessória de expulsão do território nacional.

Como seis dos arguidos estão em paradeiro incerto, o MP solicitou a emissão de Mandados de Detenção Europeu, com vista a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, assim que forem localizados e extraditados para Portugal, de forma a assegurar a sua presença em audiência de discussão e julgamento.

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