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Dezanove pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear 2019

Uma em Viana

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Foto: DR/Arquivo

Dezanove pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear, que terminou na segunda-feira, na qual foram registados 502 salvamentos e 786 ações de primeiros socorros, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional.

De acordo com o balanço, entre 01 de maio e 15 de outubro, registaram-se 19 acidentes mortais, três em praias vigiadas, oito em praias não vigiadas ou zonas não concessionadas, cinco em praias marítimas fora da época balnear e três em outras zonas marítimas não vigiadas.

Entre as três vítimas mortais em praias vigiadas, verificou-se o óbito de uma mulher portuguesa, de 76 anos, por doença súbita, na praia Ribeiro Salgado, no Porto Santo (Madeira), enquanto os outros dois ocorreram no distrito de Lisboa.

Dois homens morreram vítimas de doença súbita. Um homem alemão de 71 de anos morreu na praia da Foz do Lisandro, na Ericeira, e outro de 42 anos, de nacionalidade portuguesa, morreu na praia Grande, em Cascais.

Em relação aos acidentes mortais em praias não vigiadas ou zonas não concessionadas, contam-se cinco mortes por afogamento e três por doença súbita.

Entre as mortes por afogamento, quatro ocorreram em zonas não concessionadas e uma em praia não vigiada, na praia Costa Nova do Prado, em Aveiro, onde morreu um homem português de 64 anos.

Nas zonas não concessionadas, foram confirmadas as mortes por afogamento de um homem irlandês de 52 anos, na praia da Fonte da Telha (Lisboa) e de três homens portugueses noutras praias.

Um de 52 anos na praia da ilha de Tavira (Faro), um de cerca de 40 anos, na praia Norte em Viana do Castelo, e um de 34 anos na praia da Cova-Gala, na Figueira da Foz (Coimbra).

Por seu turno, verificaram-se duas mortes por doença súbita em zonas não concessionadas, de um homem de 53 anos na praia da Fonte da Telha, em Lisboa, e de um homem de 50 anos na ilha da Culatra, em Olhão (Faro).

Um homem de 70 anos também foi vítima de doença súbita, na praia da Calada, na Ericeira (Lisboa), mas em praia não vigiada.

Fora da época balnear, a Autoridade Marítima Nacional contou cinco acidentes mortais por afogamento em praias marítimas, não vigiadas até à data das ocorrências.

Entre as mortes nas praias, quatro ocorreram no distrito de Setúbal, e uma no Funchal, na Madeira, de um russo de 40 anos.

Contabilizam-se dois afogamentos de duas inglesas, de 33 e 34 anos, na praia da Zambujeira do Mar, um na praia dos Alteirinhos, de um moldavo de 46 anos, e um na praia do Malhão, de um português de 65 anos.

Em relação a acidentes mortais em outras zonas marítimas não vigiadas, foram contabilizados dois por afogamento e um por doença súbita.

Os dois afogamentos ocorreram nas proximidades da praia de Cortegaça, em Ovar (Aveiro) – um casal de idosos português de cerca de 70 anos.

Por sua vez, um homem português de 63 anos morreu por doença súbita nos Poços das Calhetas, em Ponta Delgada, São Miguel (Açores).

Do total das 19 vítimas mortais, 13 tinham nacionalidade portuguesa, duas inglesa, uma alemã, uma irlandesa, uma moldava e uma russa.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 17 de janeiro: 8, 19, 20, 29 e 44 (números) e 3 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 100 milhões de euros.

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Iniciativa Liberal quer reduzir IVA da alimentação infantil

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Facebook

A Iniciativa Liberal (IL) apresentou duas propostas para reduzir o IVA da alimentação para crianças pequenas para 6% e para eliminar a limitação etária na dedução do IRS para famílias que tenham mais do que um filho.

De acordo com um comunicado sobre as propostas apresentadas pelo partido no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2020, a Iniciativa Liberal propõe “reduzir o IVA da alimentação infantil”, passando a incluir estes produtos na tabela de bens e serviços essenciais e cuja taxa é de 6%.

O partido liderado por João Cotrim Figueiredo, também deputado único desta força política na Assembleia da República, defende que a proposta contribui para “uma maior inclusão de todos os produtos alimentares destinados a crianças” e também elimina a “injustiça de produtos com base em fruta e sem adições terem uma taxa mais elevada do que a própria fruta”.

A IL também pretende fazer alterações à proposta do Governo, liderado pelo socialista António Costa, de aumentar o valor das deduções no IRS a partir do segundo filho.

“O partido propõe que a dedução se aplique independentemente da idade do primeiro filho, retirando a limitação etária proposta [pelo Governo] de até três anos de idade“.

João Cotrim Figueiredo afirma que a proposta do partido “torna o incentivo efetivo” e anula a forma “artificiosa como o Governo pretende limitar o benefício” fiscal.

O executivo identificou “um problema real”, mas adotou “medidas pouco ambiciosas e pouco eficazes, aparentemente só para enganar os mais distraídos”, prosseguiu a IL.

A nota refere também que a Iniciativa Liberal vai apresentar outras propostas “com o objetivo de desagravar e simplificar outros impostos” e de resolver “problemas reais como a emigração jovem”.

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Professores protestam em cordão humano em frente do parlamento

Profissionais da educação mostram descontentamento com o Orçamento de Estado de 2020

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Foto: mas.org.pt / DR

Cerca de uma centena de professores juntaram-se, esta sexta-feira, em frente da Assembleia da República, exigindo que o Governo repense o investimento na Educação no próximo Orçamento do Estado.

Foi de mãos dadas que os professores se colocaram em frente da Assembleia da República, formando um cordão humano, à mesma hora em que, no interior do parlamento, os deputados se preparavam para receber o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE2020).

No exterior, os docentes faziam ouvir o seu descontentamento em relação a uma proposta de orçamento que dizem passar ao lado da educação. Nos cartazes liam-se palavras de ordem como “Aposentação justa, escola renovada” e “Gestão democrática para as escolas”, trazidas à rua pela primeira vez em 2017, mas que dizem continuar a fazer sentido.

A ação de protesto, organizada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), serviu para pedir que os partidos integrem a educação na agenda política e na discussão do orçamento, que os professores afirmam manter uma situação de suborçamentação.

“Um Orçamento do Estado que não aumenta o investimento na educação é sinónimo de retrocesso”, afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acrescentando: “Estagnar na situação de suborçamentação que neste momento temos na educação é sinónimo de retrocesso”.

Em declarações aos jornalistas, o sindicalista afirmou que o OE2020, que começou esta sexta-feira a ser discutido no parlamento em sede de especialidade, ignora vários problemas que acompanham a profissão há muito tempo.

“O Orçamento do Estado ignora que a carreira tem tempo por recuperar e ignora que a profissão está envelhecida”, disse Mário Nogueira, referindo também o problema da precariedade, os “horários de trabalho ilegais que têm de ser regularizados” e a redução do número de alunos por turma.

“[O OE2020] só não ignora aquilo que o Governo quer fazer, que é atirar as escolas para os braços das câmaras municipais”, criticou o secretário-geral, referindo-se processo de descentralização de competências para os municípios.

Entre as principais preocupações dos professores estão a regularização dos horários e o envelhecimento do corpo docente, preocupações que os docentes manifestaram com a disposição de relógios e bengalas junto às escadas da Assembleia.

Mário Nogueira admitiu que a possibilidade de professores do pré-escolar e 1.º ciclo com mais de 60 anos deixarem de dar aulas para desempenhar outras atividades, anunciada pela tutela, é uma medida positiva e necessária, mas tem dúvidas de que seja possível neste momento, face à falta de docentes.

Sobre este tema, o secretário-geral da Fenprof considerou também que as instruções que o Ministério enviou, no início desta semana, às escolas para responder ao problema de turmas que continuam nesta fase do ano letivo sem professor são preocupantes.

Em causa está uma nota da Direção-Geral da Administração Escolar, enviada na terça-feira, que informa as unidades de ensino da possibilidade de contratar professores de outras áreas para dar as aulas de Português, Inglês, Geografia e Informática.

Maria José Pisco é professora de Informática há mais de 20 anos e esta foi uma das muitas questões que a levaram a participar no cordão humano.

“Enquanto professora de Informática, sinto-me descredibilizada”, lamentou à Lusa, apontando que a alteração é particularmente preocupante no caso desta disciplina, que vai poder ser dada por qualquer professor, desde que tenham concluído ações de formação na área.

“A política está sempre a dizer que não existem jovens suficientemente preparados para as tecnologias, mas com esta medida está a pensar as TIC à moda antiga”, afirmou, acrescentando que se vai abrir um grande espaço entre as competências que os jovens do século XXI deveriam ter e as habilitações destes professores.

Sobre a falta de professores, Mário Nogueira alertou que este problema existe porque a profissão tem vindo a ser continuamente desvalorizada e esse é um problema de fundo que deve ser resolvido.

A Fenprof aproveitou o protesto para anunciar que já entregou ao Governo um pré-aviso de greve de professores, educadores e investigadores para dia 31 de janeiro, no mesmo dia em que se junta ao protesto nacional da Administração Pública.

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