Seguir o O MINHO

Alto Minho

Dez projetos do primeiro orçamento participativo de Viana vão ser executados

em

A Câmara de Viana do Castelo vai executar este ano as dez propostas finalistas do primeiro Orçamento Participativo (OP), sendo cinco na área social e outras tantas na vertente cultural.

A decisão foi hoje comunicada à vereação durante a reunião ordinária do executivo municipal, e justificada com o facto de todas as propostas, juntas, não esgotarem “o teto máximo” do OP no montante de 250 mil euros.

Os dez projetos finalistas estiveram em votação durante de 12 de abril a 14 de maio tendo recolhido 403 votos.

“Viana: Vamos ativar a esperança”, dirigido a desempregados qualificados em diferentes áreas, “Espaço +”, para ocupação de crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais (NEE), “Espaço Interativo Sénior”, de apoio à população idosa, “Intercâmbio de idosos entre freguesias” e “Hortas Comunitárias”, são os projetos finalistas na área social.

Na vertente cultural encontram-se as propostas “Sala de Autoformação”, espaço de estudo a criar na biblioteca municipal, “Itinerário Turístico-Religioso de Viana a Trento – Uma visitação Bartolomeana”.

Há ainda a “Oficina dos Saberes”, para promover costumes e tradições do concelho, o projeto “Promoção da Leitura”, junto de crianças e jovens colocados em instituições de acolhimento temporário ou permanente e o “M e Duas salas-Mercado Municipal”, que propõe a reabilitação de espaços daquele mercado para usufruto dos munícipes.

Por se tratar de um projeto-piloto a participação dos munícipes ficou restringida à União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior, Monserrate e Meadela) tendo sido apresentadas um total 39 propostas.

Deste grupo inicial, a equipa técnica nomeada pela autarquia selecionou dez projetos elegíveis de onde saíram os vencedores agora anunciados.

Anúncio

Ponte de Lima

Morreu Cinda Borges, histórica figura do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima

Óbito

em

Foto: DR

Morreu aos 75 anos Maria Gracinda Pelote, mais conhecida como Cinda Borges, uma das figuras mais emblemáticas da gastronomia de Ponte de Lima, anunciou a família. Vítima de doença prolongada, Cinda terá morrido durante esta madrugada, com o anúncio a ser feita durante esta manhã.

Com três restaurantes fundados, entre os quais a Casa Borges, hoje em dia a cargo dos filhos, Cinda Borges, natural da freguesia de Correlhã, era uma figura emblemática na confeção do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, sendo alvo de entrevistas de vários órgãos de comunicação nacionais ao longo da sua vida.

O funeral da conhecida cozinheira realiza-se na igreja românica da Correlhã, esta quarta-feira, a partir das 17:00 horas, indo a sepultar no cemitério local.

Continuar a ler

Ponte de Lima

Joana Amaral Dias (ex-BE) em conferência de Abel Baptista (ex-CDS) em Ponte de Lima

Movimentos independentes na política

em

Foto: DR / Arquivo

A ex-deputada do Bloco de Esquerda, psicóloga Joana Amaral Dias, é uma das figuras públicas que irá marcar presença na conferência “A importância das candidaturas independentes na sociedade”, organizada pelo movimento independente “Abel Baptista – Ponte de Lima Minha Terra”, anunciou a organização do evento.

Para além da psicóloga que faz furor no Instagram, também o histórico militante e ex-líder do CDS, José Ribeiro e Castro, marcará presença no evento que decorre no próximo sábado, 26 de outubro, no auditório municipal de Ponte de Lima, a partir das 17:00.

Para além destes dois convidados, é ainda esperada a presença de Leonor Lêdo da Fonseca, ex-vereadora da Câmara de Espinho, que apresentou candidatura independente nas últimas autárquicas naquele município.

Recorde-se que Abel Baptista já se mostrou disponível para encabeçar uma candidatura independente à Câmara de Ponte de Lima nas eleições autárquicas de 2021.

“O objetivo desta conferência é ser um momento de reflexão e discussão acerca da crescente importância destes movimentos de pessoas no panorama autárquico nacional, e como o movimento PLMT em Ponte de Lima pode ser uma alternativa ao atual panorama político local”, referiu o antigo vereador e deputado à Assembleia da República pelo CDS.

Abel Baptista, licenciado em Direito, foi jurista e funcionário autárquico, tendo desempenhado funções de deputado à AR durante quatro legislaturas.

Foi ainda vereador em Monção e em Ponte de Lima, para além de diretor do Departamento da Câmara de Lamego, diretor do Centro Distrital de Solidariedade de Viana do Castelo; chefe de Divisão da Câmara da Nazaré; presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima; secretário da Mesa da Assembleia da República e presidente da Comissão de Educação Ciência e Cultura

Continuar a ler

Alto Minho

Confrontos à porta de escola em Valença

EB 2/3 de Valença

em

Imagem via CMTV

Mais de 100 pessoas, entre professores, pais e auxiliares, participaram esta segunda-feira num cordão humano por uma escola mais segura, na sede do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença.

A iniciativa começou a formar-se cerca das 10:00, organizada pela comunidade educativa, e circundou todo o espaço exterior da escola EB 2,3/S daquela cidade.

No recreio do estabelecimento de ensino, junto às grades, dezenas de alunos assistiam ao protesto, alguns exibindo cartazes onde se lia: “Não há violência na escola” e “Queremos uma convivência sã na escola”.

No espaço fronteiro à escola, no interior do cordão humano que a comunidade educativa formou contra a violência, concentraram-se cerca de duas dezenas de pessoas de etnia cigana que gritaram “Não ao Racismo”.

Os protestos, ambos pacíficos, que decorreram durante cerca de meia hora acompanhados de perto por militares da GNR, surgem na sequência da alegada agressão, na semana passada, dos encarregados de educação de uma aluna a dois professores e dois auxiliares de ação educativa, caso que está a ser investigado pela GNR.

No cordão humano, Catarina Domingues, uma das professoras alegadamente agredidas, explicou que apenas quis defender uma das auxiliares envolvidas no caso.

A docente de educação especial e educação visual garantiu que a funcionária foi “injustamente” agredida pela mãe da aluna de 14 anos.

“Quando tentei defender a funcionária fui apanhada pela mãe da criança. Mais tarde, chegou outro colega que também foi agredido”, explicou.

A professora referiu a existência de “alguns casos” de violência envolvendo encarregados de educação e “invasões” do estabelecimento de ensino, que passou a estar “protegido por portões automáticos”.

“Temos situações pontuais, mas desta gravidade não. Tantas agressões de uma vez só, e com tanta agressividade, nunca aconteceu”, destacou.

Uma das duas funcionárias alegadamente agredida, Célia Rodrigues, garantiu “não se tratar de questão de racismo, mas de respeito”, explicando que a aluna “queria passar a frente de todos” numa fila de alunos e que a impediu de o fazer.

“Fui insultada com todos os nomes possíveis e imaginários. Um professor que veio tentar apaziguar a situação também foi insultado”, afirmou.

Já o pai da aluna, Bruno Rossio, culpou a direção do estabelecimento de ensino que disse “ter-lhe virado as costas por ser cigano”.

“Não é a primeira vez que a minha filha é ameaçada. Falei com a direção da escola para ver se tomavam medidas drásticas e não tomaram. Porquê? Porque não sei ler nem escrever e porque sou cigano. É uma vergonha”, disse.

O encarregado de educação acusou uma funcionária de ter “apanhado a filha, deitando-lhe a mão ao pescoço e arranhando-a toda no pescoço”, e um professor que “apanhou a filha e ameaçou-a”.

“Apresentei queixa, só que antes da queixa a minha mulher bateu, não nego. A minha mulher bateu porque já que não vemos a direção a tomar medidas drásticas, o pai e a mãe da criança tomam medidas”, reforçou.

O cordão humano promovido pela comunidade educativa contou com o apoio do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) e do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que exigiram “medidas urgentes para travar este tipo de casos, cada vez mais frequentes nas escolas”.

Uma das auxiliares alegadamente agredidas declarou que a aluna terá sido “extremamente mal criada” e “nunca quis cumprir regras”, o que terá levado a um “raspanete” por parte da auxiliar. Conta ainda que a jovem terá pedido desculpas mas, na sequência desse “raspanete”, o pai da aluna deslocou-se à escola e terá agredido a auxiliar, uma colega e ainda um professor.

Na ocasião, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo disse à Lusa que as quatro vítimas apresentaram queixa no posto local.

O caso “não ocorreu em flagrante delito, estando em curso diligências para apurar o que terá acontecido”, disse a fonte da GNR, acrescentando que na origem deste caso, cerca das 15:30, fora do estabelecimento de ensino, estará uma outra agressão, “alegadamente praticada por um auxiliar de ação educativa à aluna”.

De acordo com a fonte policial, “o pai terá esperado que os dois professores e os dois auxiliares saíssem da escola para tirar satisfações, agredindo as quatro pessoas”.

Duas das quatro vítimas, um professor e um auxiliar, receberam assistência médica no centro de Saúde de Valença, segunda cidade do distrito de Viana do Castelo.

Os agentes da Escola Segura tomaram conta da ocorrência, tendo encaminhado o processo para a GNR.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares