Seguir o O MINHO

Alto Minho

Dez autarquias e mais de 30 empresas juntam-se para promover turismo náutico no Alto Minho

Num investimento de mais de 300 mil euros

em

Foto: Divulgação

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, composta pelos dez municípios do distrito de Viana do Castelo, vai investir cerca de 350 mil euros num projeto turístico conjunto que pretende rentabilizar as potencialidades do território para os desportos náuticos, envolvendo mais de 30 empresas da região.

Em causa, segundo informou hoje a CIM do Alto Minho, está o projeto de turismo náutico BlueWays. A iniciativa envolve os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, em articulação com três dezenas de empresas turísticas que operam na região.

O projeto vai ser apresentado publicamente na quinta-feira, pelas 11:00, no Largo dos Poetas, em Ponte da Barca.

Os Percursos Azuis no Alto Minho apostam em “ofertas turísticas que vão desde os recursos naturais (mar, rio e natureza), de lazer, gastronomia, vinho, monumentos, tradições e costumes”.

“De Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo até Vila Nova de Cerveira, o BlueWays pretende divulgar a rede de percursos azuis inseridos em espaços de conservação da natureza com uma grande importância para o turismo e economia”, explicou aquela estrutura.

Orientada para “diferentes públicos alvo, a nova estratégia de valorização ecoturística da região é cofinanciada pelos fundos do Norte 2020”.

O projeto começa este mês com várias atividades em meio aquático como o bodyboard, canoagem, canyoning, kitesurf, passeios de barco, ‘rafting’, ‘Stand Up Paddle’ (SUP), surf, windsurf, pedestrianismo, ‘hidrospeed’ e visitas a lagoas e cascatas.

As “atividades decorrerão até outubro, associando as linhas de água como principal atração, mas complementando com serviços de observação de fauna e flora, passeios de todo o terreno, entre muitas outras possibilidades”.

O projeto, liderado pela CIM Alto Minho, “tem como objetivo desenvolver um conjunto de ações de valorização e promoção das atividades de turismo náutico sustentável, associando ou complementando, de forma sustentável, integrada e coerente, atividades de rio, com atividades de mar e natureza”.

“É um projeto a várias mãos que envolve atores públicos, privados e associativos do Alto Minho. Mas, acima de tudo, pretende mostrar a riqueza do nosso território, fomentando o crescimento do turismo de natureza na nossa região”, explicou Cecília Marques, da CIM, na nota enviada à imprensa.

“Através destas parcerias, o Blueways pretende mostrar, por exemplo, que uma família que venha descobrir Melgaço pode realizar, numa semana, uma caminhada, fazer ‘rafting’ no rio Minho, pernoitar na região e realizar a descida do rio Coura em caiaque e ainda um passeio a cavalo”, especificou.

Anúncio

Viana do Castelo

Viana cria linha de apoio à solidão

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Viana do Castelo tem disponível a partir de hoje uma Linha de Apoio à Solidão. Esta linha telefónica 258 809 317 estará disponível entre as 09:00 e as 13:00 e as 14h:0 e as 17:00, de segunda a sexta-feira, sendo o atendimento assegurado por psicólogos.

Depois de atendida a chamada, será dada toda a informação pretendida pelo munícipe, podendo ser fornecido acompanhamento psicológico, se necessário, ou promovido o devido encaminhamento para outro serviço.

“Neste contexto de pandemia, o papel do acompanhamento psicológico é crucial para promover a literacia sobre o COVID-19, prevenção de comportamentos de risco, e promoção de comportamentos pró-sociais e pró-saúde. Este acompanhamento irá também promover literacia em saúde psicológica e a prestação de suporte emocional e de estratégias para lidar com o isolamento, adaptação à mudança e com situações de crise (perturbação psicológica, situações de negligência, abuso, violência, consumos ou outras)”, escreve a autarquia em comunicado.

A linha visa ainda a “diminuição da perceção de isolamento, promovendo a tomada de consciência de que a pessoa não está sozinha; promoção de comportamentos proativos, para que a pessoa se mostre próxima e socialmente conetável e mantenha contatos com a família e amigos, através de meios de comunicação à distância (telefone, vídeo-chamadas e redes sociais).

Esta iniciativa municipal quer ainda desenvolver a promoção de estratégias psico-educativas, de incentivo à realização de atividades integradas em rotinas e hábitos de vida saudáveis e a promoção de estratégias alternativas e de formas adaptativas para lidar com os efeitos do stresse e da ansiedade decorrentes da situação pandémica e das suas consequências ao nível do bem-estar.

Continuar a ler

Viana do Castelo

60 testes no primeiro dia do centro de rastreio de Viana

Covid-19

em

Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC

Cerca de 60 testes foram realizados hoje no primeiro dia do centro de rastreio em regime de “Drive Thru” de Viana do Castelo, cujos resultados demoram entre 24 a 48 horas, disse o presidente da Câmara.

Contactado pela agência Lusa, José Maria Costa adiantou que centro de despiste rápido de covid-19 irá funcionar de “segunda-feira a sábado, das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00 e terá capacidade para realizar 60 testes”.

Na capital do Alto Minho, aquela estrutura está montada no parque da Escola Superior de Saúde (ESS) em Viana do Castelo, funciona todos os dias entre às 09:00 e as 17:00, disponibilizando o diagnóstico móvel para a recolha de exames para a covid-19 a pacientes referenciados e com prescrição pelo médico de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde.

O autarca socialista, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM)do Alto Minho, adiantou que durante a semana abrirão mais dois daqueles centros, em Ponte de Lima e Valença, tal como tinha avançado, no sábado, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

Em comunicado enviado às redações, a ULSAM realçava a “excelente colaboração” com as três autarquias, reforçando tratar-se de “excelentes exemplos de sintonia e colaboração em prol do bem comum”.

Na nota, a ULSAM explicou que a estes centros de modelo Drive Thru, “os pacientes referenciados deslocam-se dentro do seu veículo ao ponto de recolha sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo assim o risco de infeção em cada colheita”.

A “realização do teste covid-19 só poderá ser feito através da prescrição pelo médico de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde”, sendo que “o laboratório é informado pelo médico do caso suspeito, sendo o doente agendado pelo laboratório que após receber SMS se dirige ao centro “Drive Thru”.

“O doente desloca-se até ao ponto de recolha, de acordo com as orientações do laboratório. Os resultados do exame serão depois enviados diretamente ao doente, ao médico e às autoridades de saúde pública”, especifica.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Também hoje, a Câmara de Viana do Castelo iniciou a distribuição de cinco mil máscaras P1 e cinco mil pares de luvas às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

A “primeira de várias distribuições já previstas” deverá terminar na terça-feira.

“Esta distribuição faz parte de um conjunto de iniciativas de apoio a instituições, que integram as medidas de mitigação do município, que prevê também um apoio excecional a IPSS do concelho para auxílios diversos no âmbito social e aquisição de equipamentos de proteção individual ou outros”, explicou a autarquia numa nota, hoje, enviada à imprensa.

Na semana passada a autarquia aprovou, por unanimidade, um orçamento destinado à proteção civil, coesão social, apoio a freguesias e ação social escolar de cerca de meio milhão de euros para dar resposta às necessidades de assistência aos vianenses durante a pandemia de covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 396 mil infetados e perto de 25 mil mortos, é aquele onde se regista atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.779 mortos em 97.689 casos confirmados até domingo.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana: Moradores do prédio Coutinho em casa para se protegerem

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Os últimos moradores no prédio Coutinho não saem de casa para se “protegerem” e puderam continuar a “contactar uns com os outros” sem propagar a pandemia de Covid-19, disse hoje uma das habitantes no edifício.

“Entre nós fizemos um pacto de ninguém sair, ou sair o menos possível para não pormos em risco a saúde uns dos outros e assim podermos estar em contacto e dar apoio uns aos outros. Estamos todos bem”, afirmou hoje à agência Lusa, Maria José da Ponte.

A moradora no apartamento do sétimo andar direito, do bloco nascente, disse tratar-se de uma “opção” tomada pelos últimos nove moradores no edifício de 13 andares, maioritariamente “pessoas com bastante idade e algumas em situações de saúde de risco elevado “, explicando que as compras do que necessitam lhes são entregues “à porta de casa”.

No dia 24 de junho de 2019, a VianaPolis iniciou o despejo de seis frações habitadas por nove moradores, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, aqueles moradores recusaram sair. A sociedade que gere o programa Polis de Viana do Castelo determinou que quem saísse do prédio não era autorizado a regressar, cortou a eletricidade, o gás e a água de todas as frações do prédio, impediu a entrada de outras pessoas e de bens, bem como avançou com a “desconstrução” do edifício.

O impasse terminou no dia 01 de julho, data em que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga aceitou uma providência cautelar movida pelos últimos moradores do prédio. Foram suspensos os despejos, a desconstrução do edifício e restabelecidos os serviços de água, luz e gás.

“No prédio estão os mesmos moradores que estavam em junho de 2019 e, estamos todos bem. A situação que vivemos no passado acabou por ser um treino. Isto é uma repetição mas, claro que em condições que não se comparam às do ano passado. Temos tudo ao nosso alcance. Não estamos privados de água, luz e alimentos. Podemos comunicar com o exterior, como qualquer família dentro de sua casa na situação em que o país, atualmente se encontra”, explicou.

A economista de 55 anos, que está em teletrabalho, vai ocupando parte dos dias de confinamento social por causa do surto do novo coronavírus, com “os cursos de formação ‘online’ que ministra para uma empresa de Espanha”, de onde é natural e onde tem a família.

“Estou muito preocupada porque a família está Espanha. Tenho primos, que têm um apartamento no prédio, que são médicos e que estão na primeira linha deste combate. Tenho a minha irmã e o meu pai. Ligo todos os dias para saber como estão”, explicou.

No bloco nascente do edifício onde vive Maria José da Ponte, reside mais um casal de antigos emigrantes em França.

“Quase todos os dias jantamos juntos, tal como aconteceu o ano passado. Conversamos e vemos as notícias”, explicou.

No bloco poente, estão os outros seis moradores com os quais mantém contacto diário.

“Falamos todos os dias, mantemo-nos em contacto e estamos todos bem”, reforçou.

O edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada desde então pelos moradores tem vindo a travar o processo.

Em fevereiro, o Tribunal Central Administrativo (TCA) Norte anulou a decisão proferida, em primeira instância, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) quanto à ação de impugnação da Declaração de Utilidade Pública (DUP) que os moradores interpuseram, e mandou repetir todo o procedimento”.

A DUP foi publicada em Diário da República em agosto de 2005, requerendo, com caráter de urgência, a expropriação das frações, com vista à demolição do prédio situado no coração da cidade.

Na altura, a VianaPolis indicou que a sentença do TCA Norte relativa à DUP do prédio Coutinho “não suspende, de forma alguma” o documento “nem o andamento dos restantes processos”.

A sociedade VianaPolis é detida a 60% pelos ministérios do Ambiente e das Finanças e 40% pela Câmara de Viana do Castelo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Continuar a ler

Populares