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Famalicão

Detidos por vaga de assaltos em Famalicão eram quase todos familiares – dois deles menores

PSP deteve nove homens em Famalicão e Guimarães suspeitos de cerca de vinte assaltos

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Foto: DR

Os suspeitos de envolvimento em cerca de duas dezenas de assaltos em Vila Nova de Famalicão e Guimarães, hoje detidos, “atuavam em grupo e de forma organizada” e “eram praticamente todos familiares entre si”, revelou a PSP.

A PSP deteve hoje nove homens em Famalicão e Guimarães suspeitos de cerca de duas dezenas de assaltos a estabelecimentos comerciais, residências e garagens naqueles dois concelhos, anunciou hoje aquela força.

Ao início da manhã, a PSP havia divulgado a detenção de sete pessoas em Calendário, Famalicão, por suspeita de envolvimento numa vaga de assaltos registada nos últimos dias no concelho, acrescentando que tal número poderia “aumentar”.

Já em conferência de imprensa, o chefe do Núcleo de Investigação Criminal da PSP de Famalicão, Dennis da Cruz, acrescentou que os nove detidos são “praticamente todos familiares entre si”, sendo dois deles menores, com 15 e 16 anos.

“Atuavam em grupo e de forma organizada, sempre de noite, em locais que sabiam não terem alarme. Tinham alvos bem definidos e o arrombamento era o método utilizado”, referiu.

A investigação durava há cerca de três meses e culminou hoje, com o cumprimento de dez mandados, nove dos quais em Famalicão, mais concretamente nas freguesias de Calendário, Pelhe, Delães e Lousado.

A outra busca decorreu na cidade de Guimarães.

Na operação, foi apreendido diverso material furtado, como LCD, relógios, computadores, chocolates e bolachas.

Foram ainda apreendidos equipamentos do FC Porto, já que a loja deste clube em Famalicão foi um dos alvos.

A PSP apreendeu igualmente armas de fogo e armas brancas e 352 doses de haxixe.

Um dos suspeitos foi detido por tráfico de estupefacientes, mas, segundo Dennis da Cruz, “poderá estar igualmente envolvido” nos assaltos.

Os detidos de 15 e 16 anos vão ser ouvidos no Tribunal de Família e Menores de Famalicão, enquanto os restantes serão apresentados no Tribunal Judicial da mesma comarca.

“São indivíduos com antecedentes policiais”, referiu Dennis da Cruz, sublinhando que as câmaras de videovigilância foram “importantes” na investigação e identificação dos suspeitos.

O mais velho dos detidos tem 48 anos.

A Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão já tinha manifestado, em comunicado, preocupação pela vaga de assaltos, considerando que estava a colocar em causa a atividade económica dos seus associados e dos comerciantes em geral.

No comunicado, a associação sublinhava a necessidade de serem tomadas “todas as medidas” para garantir “a máxima segurança possível” aos famalicenses”.

A associação foi alvo de uma tentativa de assalto em finais de janeiro.

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Famalicão

Famalicão ajuda 250 famílias a pagar a renda de casa para evitar despejos

Investimento de quase 252 mil euros

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

O programa municipal “Casa Feliz – Apoio à Renda” promovido pela autarquia de Vila Nova de Famalicão vai apoiar, ao longo de um ano, perto de 250 famílias do concelho nas suas despesas com a habitação, anunciou hoje a autarquia, explicando que são agregados familiares que por diversos motivos estão numa situação de carência económica, e que precisam de apoio para cumprir os seus compromissos com as rendas das suas habitações e evitar despejos por falta de pagamento.

A proposta para a atribuição dos apoios foi aprovada esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal e prevê um investimento municipal de quase 252 mil euros.

“Passamos de 199 famílias, em 2018, para 248 famílias, num envelope financeiro na ordem dos 200 mil euros para 252 mil euros”, adiantou o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, aos jornalistas no final da reunião.

Em comunicado enviado a O MINHO, a autarquia do Vale do Ave refere, ainda, que os apoios são divididos em três escalões A, B e C, correspondendo a 100 euros, 75 euros e 50 euros mensais. Com o escalão A foram beneficiadas 114 famílias, com o Escalão B 115 e com o Escalão C 19 famílias.

Para o autarca, citado no texto, este aumento de beneficiários “simboliza duas coisas”, por um lado mostra que a medida está a ser cada vez mais conhecida da comunidade e as pessoas estão informadas. “As famílias conhecem os apoios que a Câmara Municipal concede porque fazemos a informação chegar a toda a gente, quando criamos uma medida social, queremos que as pessoas beneficiem dela”, explica. Por outro lado, “há uma tendência nacional, que tem levado a um aumento do valor das rendas, o que tem provocado que mais pessoas procurem ajuda”.

Desde 2013, segundo é referido, a autarquia já investiu mais de 800 mil euros com os apoios à renda. Sendo que o investimento municipal tem vindo sempre a subir, tendo iniciado com 55.500 euros em 2013, beneficiando 51 candidatos, chegou aos 127 mil euros em 2016 distribuídos por 121 famílias, e atinge este ano os 252 mil euros no apoio a 248 agregados.

Para Paulo Cunha, este é um investimento social importante e indiscutível.

“A área social é uma área onde o orçamento não está previamente definido, a câmara municipal concede aos munícipes uma retaguarda social e a questão da habitação é absolutamente essencial”, salienta o autarca do PSD.

O autarca sublinhou ainda que a relação de proximidade e convivência com a comunidade permite às autarquias perceber quais são as suas principais necessidades.

“A nossa sensibilidade social não é aferida com base naquilo que são as folhas de Excel que evidenciam as curvas económicas, que o PIB está a crescer ou que há mais exportações ou que o salário médio subiu, porque a vida das pessoas não se faz por médias nem por estatísticas, faz-se do ponto de vista real. E se é verdade, que em média o nível de vida das famílias está melhor, também é verdade que há muitas famílias que estão tão mal ou pior do que estavam há sete ou oito anos.”

Refira-se que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão criou em 2005, o programa Casa Feliz com apoio às obras, onde as famílias que mais precisam têm direito a uma ajuda financeira que pode chegar aos 5 mil euros, para reabilitar as suas casas, proporcionando as condições mínimas de bem-estar. Neste âmbito, já foram beneficiadas muitas centenas de famílias.

Em 2012, o programa Casa Feliz foi alargado com o apoio à renda.

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Famalicão

Museu Bernardino Machado, em Famalicão, no centro das comemorações dos 45 anos da Revolução

Comemorações arrancam no dia 22 de abril

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Foto: CM Famalicão

O Museu Bernardino Machado vai ser um dos principais palcos das comemorações do 45.º aniversário do 25 de Abril em Vila Nova de Famalicão.

Até ao dia 28 de abril, o museu famalicense expõe “Voz do Silêncio – Prisões Políticas Portuguesas”, uma exposição fotográfica que resulta de um projeto de reconstituição de quarenta anos de prisões políticas do Estado Novo, levado a cabo por Pedro Medeiros.

Na véspera do Dia da Revolução, dia 24, o Museu acolhe também o espetáculo musical e teatral “Versos e Sons de Abril”, a cargo do músico André Silvestre e da fadista bracarense Carina Amarante. Será a partir das 21:00, com entrada livre.

No dia 25, o museu recebe pelas 21:00 a apresentação do livro “O rapaz que queria aprender a olhar”. Uma obra sobre censura, da autoria do jornalista portuense Vítor Pinto Basto.

Mas as comemorações do 25 de Abril em Famalicão prolongam-se por outros espaços do concelho.

No dia 22, segunda-feira, a escola artística “A Casa ao Lado” promove um atelier de artes plásticas intitulado “Abril e a Liberdade” para as crianças do ensino básico do concelho. A iniciativa é de participação livre, com limite de 30 participantes por sessão

No dia 24, pelas 17:30, “o centenário de nascimento do advogado, escritor e político famalicense Armando Bacelar – prestigiado militante na Resistência contra o regime fascista”, como refere nota municipal, dá o mote para mais uma mesa redonda do ciclo de conferências “Conta-me a História”.

A iniciativa terá lugar no Arquivo Municipal Alberto Sampaio e é de entrada livre.

Neste dia, nota ainda para a realização do sarau cultural “Abril, Abril”, às 21:30, no Centro Cultural e da Juventude de Joane, coorganizado pelo Grupo Musical Pedra D’Água e pela Associação Teatro Construção.

Para o dia 25, às 10:00, estão agendadas as habituais cerimónias protocolares, com o hastear da bandeira ao som do Hino Nacional nos Paços do Concelho e a realização da tradicional sessão solene da Assembleia Municipal comemorativa do 25 de Abril, com a intervenção dos vários partidos políticos.

Às 10:00, o Joannem Auditorium, em Joane, promove uma oficina de trabalhos manuais intitulada “Cravo, Flor da Liberdade”. As comemorações do 25 de Abril terminam com uma sessão da iniciativa “Noite do Conto e da Poesia” sob o tema “Liberdade”, às 21:30, na Junta de Freguesia de Bente.

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Famalicão

Alunos de externato insolvente em Famalicão vão para outra escola no 3.º período

“Não há nada a fazer”

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Foto: DR/Arquivo

Os cerca de 180 alunos do insolvente Externato Delfim Pereira, em Famalicão, vão ter de cumprir o terceiro período letivo noutro estabelecimento de ensino, disse hoje um encarregado de educação.

Segundo Nelson Costa, os pais tentaram que os alunos cumprissem naquele externato o que resta do ano letivo, mas “não houve qualquer recetividade” por parte do poder político.

“O que aconteceu é que andaram a enredar durante 15 dias, deixando-nos na expectativa, para agora pura e simplesmente nos dizerem que não há nada a fazer”, criticou.

Sublinhou “o enorme revés” que esta situação vai acarretar, “sobretudo para os alunos”, que ficam obrigados a cumprir o último período letivo noutra escola e com outros professores.

Os pais já estão a diligenciar no sentido de colocar os filhos numa nova escola.

No início de abril, o Ministério da Educação referia que a situação dos alunos seria “sempre acautelada na escola pública”.

A sociedade proprietária do Externato Delfim Pereira foi declarada insolvente em março, depois de ter sido recusado o Processo Especial de Revitalização (PER) que apresentou.

O PER foi apresentado devido a dívidas que, no total, ascendiam a 4,1 milhões de euros, a repartir por 163 credores.

Daquele montante, 1,5 milhões dizem respeito aos créditos dos 23 trabalhadores (professores e funcionários) alvo de despedimento coletivo, na sequência do corte nos contratos de associação.

O PER foi homologado em junho de 2018, pelo Tribunal de Famalicão, mas uma trabalhadora interpôs recurso para a Relação, que revogou a decisão, recusando a homologação.

A direção recorreu, mas o recurso foi indeferido, em fevereiro, o que levou à declaração da insolvência.

Os trabalhadores alegavam “claro estado de insolvência” do externato e consideravam que se a insolvência fosse decretada receberiam “de imediato a totalidade dos seus créditos”.

O PER, por seu lado, previa que os créditos aos trabalhadores fossem pagos em 100 prestações mensais, a primeira das quais a vencer 18 meses após a aprovação do programa.

Os trabalhadores também não receberiam os juros vencidos e vincendos.

Já o Estado receberia a primeira prestação logo após a aprovação do PER, tendo também direito aos juros.

Para o tribunal, era “evidente o desfavorecimento” dos trabalhadores, sem que se vislumbrem “razões objetivas e relevantes” para esse tratamento desigual entre credores.

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