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Braga

Detidos por tráfico de droga em Braga saem em liberdade

Crime

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os dois detidos por suspeitas de tráfico de droga, em Braga, detidos durante uma operação da PSP, saíram em liberdade provisória, a aguardarem as restantes investigações criminais, mas com diferentes medidas de coação, decidiu o Tribunal de Instrução Criminal de Braga, após ouvir o Procurador da República e a Defesa em alegações, decorridos interrogatórios judiciais, durante esta quinta-feira, no Palácio da Justiça de Braga.

Em causa estava a detenção de uma mulher de 37 anos e de um homem de 52 anos, por terem sido apanhados a meio da manhã de quarta-feira, na cidade de Braga, com uma porção de cocaína, que seria suficiente para cerca de 307 doses individuais, caso não tivesse sido entretanto dividida, droga que se suspeita tinha sido já adquirida num bairro social do Porto, tendo sido intercetados quando seguiam dentro de um automóvel, sendo-lhes também confiscados 115 euros, por suspeitas desse mesmo dinheiro ter proveniência criminosa.

Ainda segundo a decisão tomada pelo juiz de instrução criminal de Braga, a mulher terá que se apresentar semanalmente nas instalações do Comando Distrital de Braga da PSP, estando proibida de residir dentro do Bairro Social do Monte Picoto, na freguesia de São José de São Lázaro, situado em frente ao Estádio 1º de Maio, bem como proibida de frequentar meios ligados ao tráfico e ao consumo de droga, enquanto para o homem as medidas de coação foram somente esta última inibição, de aceder a zonas referenciadas como locais privilegiados de toxicodependência e de narcotráfico, bem como contactar por qualquer meio com a outra arguida ou inclusivamente pessoas que estejam de algum modo conotadas com o submundo da droga.

A posição do Ministério Público era a aplicação de prisão preventiva, para os dois suspeitos, à qual se opôs a Defesa, por entender não existirem indícios suficientemente fortes para a medida de coação mais restritiva.

À saída das diligências, o advogado João Ferreira Araújo, defensor de ambos os arguidos, recusou-se a dar qualquer informação relacionada com o processo criminal, mas ressalvou que “nesta fase compreendem-se todas as medidas de coação acabadas de decretar, porque estamos ainda numa fase meramente indiciária”.

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