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Braga

Detido homicida foragido que matou próprio funcionário em Arcos de Valdevez

Crime remonta a 1999

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um homem, de 58 anos, foi detido em Vila Verde, esta sexta-feira, para cumprir uma pena efetiva de 16 anos de prisão por homicídio qualificado, anunciou a GNR.

Em declarações a O MINHO, fonte de relações públicas da GNR informa que o homem era procurado não só no território português, mas como em todo o espaço Schengen, por ter sido condenado por homicídio qualificado, em crime que remonta a 1999, em Arcos de Valdevez.

O crime, sabe O MINHO, ocorreu num estabelecimento de diversão noturna que o homem dirigia, tendo sequestrado, torturado e assassinado um funcionário daquele espaço.

A mesma fonte explica que esse assassinato terá sido cometido durante uma saída precária do indivíduo, que, na altura [em 1999], se encontrava preso na cadeia de Coimbra, por crimes de extorsão, tráfico de droga e outros relacionados com o tráfico de pessoas e prostituição.

Em 2002, o homem terá saído novamente em precária, mas acabou por se evadir, não regressando ao estabelecimento prisional.

Em 2003, foi condenado a 16 anos de prisão, por homicídio qualificado, mas nunca se entregou. Por existirem suspeitas de que o mesmo se encontrava em Espanha, foi emitido um mandado de captura internacional, que ainda se encontrava em vigor.

A mesma fonte explica que o homem foi detido pelos militares, esta sexta-feira, na sequência de uma intervenção dos serviços de emergência, após este se ter sentido mal, numa habitação onde residia com familiares, em Vila Verde.

Após uma confusão com a identidade do detido, que não parecia ser verídica, um dos familiares indicou que o homem teria problemas pendentes com a justiça, pelo que foi acionada a GNR.

Uma vez no local, os militares constataram que o homem estava foragido da cadeia, tinha um mandado internacional de captura e estava condenado a cumprir uma pena de 16 anos de prisão efetiva.

O detido foi conduzido ao Estabelecimento Prisional de Braga.

Matou funcionário de 17 anos

Segundo o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça do homicídio ocorrido em 1999, citado pela agência Lusa, o arguido suspeitou que a sua filha, de 13 anos, manteria um namoro com a vítima, incluindo relações sexuais.

Em meados de 1999, o arguido despediu a vítima, de 17 anos, e decidiu dar-lhe uma “sova”, com a ajuda de mais dois homens.

A vítima foi conduzida para um bar em Rio de Moinhos, Arcos de Valdevez, onde foi agredida “de forma indiscriminada com murros e bastonadas, em todas as partes do corpo”.

O arguido agora detido utilizou um chicote e um bastão de madeira e agrediu a vítima durante cerca de uma hora, só parando “quando não teve força para mais”.

Abandonou a vítima num quarto do bar, após o que, horas mais tarde, meteu o cadáver na mala de um carro e levaram-no para um prédio onde moravam, em Fafe, tendo espalhado sangue pela garagem.

De seguida, foi ao Hospital de Fafe, onde entregou o cadáver, e logo depois deslocou-se à à GNR, referindo que tinha sido o seu filho o autor do homicídio, na referida garagem.

Quanto aos outros dois homens que participaram nas agressões, um foi condenado a 1 ano e 5 meses de prisão e o outro a 1 ano

Um deles é filho do arguido agora detido.

Com menos de 16 anos, foi colocado a ajudar na “gerência” dos estabelecimentos de diversão noturna explorados pelo pai.

(notícia atualizada às 19:37 com mais informação)

*Com Lusa

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