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Viana do Castelo

Detido em Viana por incendiar casa com sem-abrigo lá dentro

Fortes suspeitas de tentativa de homicídio

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 67 anos por “fortes suspeitas” de uma tentativa de homicídio e de atear um incêndio em edifício no centro de Viana do Castelo, anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PJ refere que “o incêndio doloso, no dia 09 de agosto, pelas 23:00, ocorreu numa casa devoluta, habitualmente utilizada por indivíduos indigentes e alcoólicos para pernoitar”.

Segundo a PJ, o fogo “destruiu parte da casa e provocou queimaduras de primeiro e segundo grau na face de um indivíduo que lá pernoitava e que foi retirado pelos bombeiros do interior da habitação, em chamas”.

“Não fosse a pronta intervenção dos bombeiros de Viana do Castelo e o incêndio teria destruído totalmente a casa onde se iniciou e propagado às casas contíguas, bem como provocado a morte da vítima, que se encontrava alcoolizada e sem qualquer capacidade de reação”, especifica o comunicado daquela força policial.

A PJ adianta que o suspeito, detido na quinta-feira, “terá agido num quadro de vingança perante a vítima e na sequência de um desentendimento entre ambos”, tendo “utilizado um líquido altamente inflamável, acelerante de combustão, que foi derramado no interior da casa e no quarto onde a vítima dormia”.

O detido vai ser presente às autoridades judiciárias competentes, para primeiro interrogatório de arguido detido e aplicação de medidas de coação.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana lança em janeiro plataforma de notícias “inovadora”

Avançou a vice-presidente da instituição

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Foto: DR/Arquivo

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) vai lançar, em janeiro, uma plataforma “pioneira e inovadora” que fornecerá notícias e agregará a informação de todas as escolas e serviços”, disse hoje à Lusa a vice-presidente da instituição.

Segundo Ana Paula Vale, que é também responsável pela comunicação e imagem do IPVC, a “sala de imprensa do politécnico irá permitir aos jornalistas, devidamente acreditados, aceder a toda a informação do instituto em diversos formatos (texto, imagem, áudio ou vídeo), assim como os contactos dos principais intervenientes da notícia em causa”.

A plataforma, “já em fase de teste”, começou a ser desenvolvida há seis meses, tendo sido “desenhada ainda durante a anterior direção do IPVC, liderada por Rui Teixeira, e tem apenas custos inerentes ao fator humano ligado à informática”.

“O desenvolvimento da plataforma está a ser feito internamente, e deverá estar completamente operacional em janeiro de 2020”, referiu.

Segundo Ana Paula Vale, “a ideia foi a de construir uma sala de imprensa, muito semelhante a um mural de uma rede social na sua filosofia e, que permita registar a hora e a data, e a inserção com o relato da notícia editada em critérios jornalísticos”.

“No anexo da notícia, os jornalistas devidamente acreditados, poderão retirar o texto, as fotos e vídeos editados ou em bruto, nos formatos digitais mais comummente usados nos órgãos de comunicação social e nos produtores de conteúdos. Encerrada a notícia, a mesma fica disponível, de imediato, no portal multimédia para consulta de todos, e constituirá, igualmente, um registo, consultável em qualquer momento, como suporte de informação sobre a vida do IPVC”, explicou a vice-presidente do IPVC.

Ana Paula Vale adiantou que “se por um lado, tudo o que acontece no IPVC e nas suas seis escolas fica registado em pormenor, num ‘BackOffice’, os jornalistas poderão aceder a toda a informação inerente às notícias, ao conteúdo na integra, nos mais diversos registos, seja qual for a natureza dos órgãos de comunicação social, sem outros custos que sejam os de aceder à plataforma digital”, disse.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

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Viana do Castelo

APDL admite revogar contrato com Docapesca de armazéns em Viana com indonésios

“Os armazéns estão concessionados com a finalidade de guardar aprestos de pesca”

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Foto: Arquivo

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) admitiu, hoje, revogar o contrato de concessão à Docapesca dos terrenos, em Viana do Castelo, onde estão instalados armazéns de aprestos, se os mesmos alojarem trabalhadores indonésios.

Em causa está o auto de notícia elaborado no dia 01 de outubro, pela capitania de Viana do Castelo, na sequência de operação de fiscalização realizada naqueles armazéns, na frente ribeirinha de Viana do Castelo. A ação resultou de “uma denúncia” que dava conta que tripulações de diferentes embarcações, incluindo cidadãos de nacionalidade indonésia, se encontravam alojadas nos armazéns de aprestos.

Hoje, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, a APDL explicou que “os armazéns estão concessionados com a finalidade de guardar aprestos de pesca” e adiantou ter sido “notificada” do levantamento do auto de notícia da Capitania do porto de Viana do Castelo”.

“Na sequência da ação de fiscalização, a APDL desencadeou todas as diligências possíveis com vista a apurar junto do concessionário se, de facto, estava a ser dado aos armazéns um fim distinto do previsto no contrato de concessão, caso em que poderá vir a lançar mão das prerrogativas estabelecidas na lei, como sejam, designadamente, a revogação do contrato”, reforça.

Em causa estão 20 armazéns de aprestos da cidade, orçados em 2,2 milhões de euros, inaugurados em 2016 e reclamados durante mais de uma década pela comunidade piscatória local.

A intervenção foi comparticipada por fundos comunitários e nacionais em cerca de 1,7 milhões de euros, cabendo à VianaPesca, cooperativa de pescadores, assegurar o montante restante.

A APDL adiantou que, no início do ano, “na sequência de uma ação de fiscalização promovida no na área concessionada foram encontrados alguns indícios” de que os armazéns estariam a ser utilizados como alojamento.

Anteriormente à Lusa, a Docapesca explicou que “os armazéns encontram-se instalados numa área de domínio público marítimo concessionado pela APDL à Docapesca e subconcessionado à Vianapesca pelo prazo de 25 anos, para a construção de armazéns de aprestos de apoio ao porto de pesca de Viana do Castelo, sendo a VianaPesca a responsável pela gestão da ocupação dos mesmos e pela cobrança da respetiva utilização”.

O investimento na construção dos armazéns resultou de uma candidatura apresentada em 2013 pela cooperativa de pescadores VianaPesca, com mais de 560 empresas de pesca associadas, ao Programa Operacional da Pesca (PROMAR), e aprovada em abril de 2015.

Os armazéns foram inaugurados em fevereiro de 2016 pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

A empreitada incluiu a construção de 20 novas estruturas, em terrenos situados junto ao novo porto de pesca da cidade, gerido pela Docapesca, bem como os acessos rodoviários, e as infraestruturas de apoio.

Com cerca de meia centena de embarcações, a comunidade piscatória “há muito” que reclamava a construção dos novos armazéns que permitiram a reabilitação da zona junto às instalações da Docapesca, dando cumprimento ao estabelecido no Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha.

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Viana do Castelo

Viana: Investimento de 2 milhões cria praça de 20 mil metros quadrados em Alvarães

“Primeiro passo” para a concretização do projeto é a “demolição do antigo edifício do sindicato dos cerâmicos”, marcada para este sábado

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Foto: Facebook

Um investimento de dois milhões de euros vai criar uma praça pública, com 20 mil metros quadrados, na freguesia de Alvarães, Viana do Castelo, dotada, entre outras valências, de unidade de saúde, disse hoje à Lusa o autarca local.

Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Alvarães, Fernando Martins, o projeto irá criar uma “centralidade inexistente”, garantindo “maior proximidade e bem-estar” da população.

De acordo com o autarca, o projeto, a concretizar nos próximos cinco anos, e “há muito ansiado pela vila”, prevê a construção de um “centro cívico que poderá integrar a nova Unidade de Saúde Familiar (USF) já prevista pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte”.

“Na proposta feita pela Junta de Freguesia à Câmara de Viana do Castelo, o centro cívico terá creche, lar, centro de dia, farmácia, sede da junta de freguesia, capela mortuária, cemitério e sede do grupo folclórico e a extensão de saúde”, especificou.

No sábado, vai ser dado o “primeiro passo” para a concretização do projeto, com a “demolição do antigo edifício do sindicato dos cerâmicos de Alvarães desativado há cerca de duas décadas, que a Câmara de Viana do Castelo comprou à estrutura sindical por 80 mil euros”.

A demolição do edifício está marcada para as 10:00, com a presença prevista do presidente da autarquia da capital do Alto Minho.

Com a demolição da sede antiga do sindicato dos cerâmicos, o executivo “vai solicitar à estrutura sindical a cedência do espólio/arquivo dos trabalhadores cerâmicos de Alvarães para que aquele material seja integrado no futuro museu cerâmico de Alvarães”.

Para completar os 20 mil metros quadrados de área total da futura praça pública de Alvarães, faltam ainda, “mais duas frações”, com cerca de 800 metros quadrados.

“Essas duas frações estão a ser negociadas entre o município e os proprietários, mas já foi feita a declaração de utilidade publica para expropriação”, especificou Fernando Martins.

Segundo o autarca “parte dos terrenos já adquiridos, no valor de 200 mil euros, servirão para criar zonas de estacionamento e para acolher a feira quinzenal” da vila.

Na envolvente do centro cívico vai ainda nascer uma praça central, com um parque infantil e um polidesportivo.

“Esta é uma pretensão com muitos anos, mas acima de tudo é uma necessidade na freguesia para dar respostas aos habitantes e um maior bem-estar. Começamos a dar os primeiros passos para a realização de um sonho”, disse Fernando Martins.

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