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País

Detidas 14 pessoas por desobediência no país desde sexta-feira

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A PSP e a GNR detiveram 14 pessoas pelo crime de desobediência desde as 00:00 de sexta-feira, totalizando 122 as detenções no âmbito do estado de emergência devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).


Em comunicado, o MAI refere que, entre as 00:00 de 03 de abril e as 17:00 de hoje, foram “detidas 14 pessoas por crime de desobediência, designadamente por violação da obrigação de confinamento obrigatório e por outras situações de desobediência ou resistência”.

O MAI avança também que, durante o mesmo período, foram encerrados 121 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas no estado de emergência.

Em relação ao último balanço feito às 18:00 de sábado pelo MAI, nas últimas 24 horas foram detidos mais seis pessoas.

Estes dados são referentes ao segundo período do estado de emergência, que foi renovado na sexta-feira e termina a 17 de abril.

O Ministério da Administração Interna destaca que a estes números juntam-se os verificados no primeiro período de estado de emergência, que vigorou entre os dias 22 de março e 02 de abril, onde se registaram 108 detenções por crime de desobediência e foram encerrados 1.708 estabelecimentos comerciais.

No âmbito do estado de emergência, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública têm vindo “a desenvolver uma intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população”.

No comunicado, o MAI apela ao “cumprimento rigoroso” das medidas impostas pelo estado de emergência para que seja contido o contágio da covid-19.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Os primeiros casos confirmados foram registados em Portugal no dia 02 de março.

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País

CDS-PP diz que PEES é “pouco ambicioso” e vago sobre retoma económica

Covid-19

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Cecília Meireles. Foto: DR / Arquivo

O CDS-PP considerou hoje que o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) apresentado pelo Governo é “pouco ambicioso”, fica “aquém do esperado” em matérias essenciais e “pouco ou nada diz” sobre retoma económica.


Em declarações aos jornalistas no parlamento, a deputada Cecília Meireles fez o que disse ser uma “primeira análise” do documento apresentado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, remetendo para depois uma reação mais aprofundada do partido.

“Para já, depois de uma primeira leitura do grupo parlamentar, o fundamental dizer é que o plano é muito pouco ambicioso, fica aquém do que do que era esperado em algumas questões essenciais, noutras é demasiado vago e, em terceiro lugar, era preciso que fosse bastante mais concreto no que toca à retoma económica”, defendeu.

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País

Jerónimo aguarda “propostas concretas” mas quer “salário pago a 100%”

Covid-19

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Jerónimo de Sousa. Foto: DR / Arquivo

O secretário-geral do PCP disse hoje que só tomará uma posição quanto ao Orçamento Suplementar quando souber as “propostas concretas” do Governo, mas defendeu que os trabalhadores em ‘lay-off’ devem ter “um salário pago a 100%”.


“Creio que não é excessivamente ambicioso afirmar que o trabalhador que está em ‘lay-off’ veja o seu salário ao fim do mês completo, um salário que seja pago a 100%, isto não é pedir ‘o céu e a terra’”, afirmou Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

O líder comunista falava à margem de uma visita ao Parque Urbano da Várzea, em Setúbal, para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, mas as declarações acabaram por se focar no Plano de Estabilização Económica e Social (PEES), apresentado na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa.

“É evidente que só com o conhecimento concreto, para além dos anúncios do Governo, é que assumiremos a nossa posição”, referiu Jerónimo de Sousa, apesar de admitir que o partido continua “com preocupações sérias, particularmente na área social”.

“Por aquilo que o Governo anunciou, vê-se que há procura de passos adiante, mas a verdade é esta: hoje, com esta situação, de três em três meses os trabalhadores perdem salário e isto com todas as consequências económicas e sociais que existirão, particularmente para os mais vulneráveis”, considerou.

Por este motivo, na visão do secretário-geral comunista, o regime de ‘lay-off’ simplificado, que abrange cerca de 600 mil trabalhadores, “não pode ser eternizado e precisa de uma evolução em que seja respeitado o salário por completo”.

O PCP continua com a dúvida sobre se o Governo “fará um esforço para que manter a palavra dada de que não vamos andar para trás, de que não vamos regressar aos tempos da chamada austeridade”, assinalou.

“Todos os anúncios tiveram como pano de fundo a declaração de que iam correr tempos difíceis, tempos que vão doer e era importante perceber: vão doer a quem?”, questionou.

Perante estas dúvidas, Jerónimo de Sousa considerou que o PCP ainda não está em condições de definir uma posição sobre o Orçamento Suplementar, que será apresentado pelo Governo na próxima terça-feira.

“Como digo, não queria fazer juízos de valor antecipados. Perante o pano, nós talhamos a obra”, frisou.

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País

Centeno admite queda de 25% do PIB nos últimos dias de março e derrapagem de 13 mil milhões no ano

Economia

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Mário Centeno. Foto: DR / Arquivo

O ministro das Finanças admitiu hoje que o PIB tenha caído 25% nos últimos dias de março devido à crise provocada pela pandemia de covid-19, estimando uma derrapagem de 13 mil milhões de euros nas contas públicas nacionais.


“Nos últimos dias de março e nos primeiros de abril o PIB [Produto Interno Bruto], a nossa produção, terá caído face ao mesmo período do ano passado números próximos dos 25%. Isto não aconteceu na nossa memória recente nunca em Portugal”, disse Mário Centeno em entrevista à Antena 1.

O titular da pasta das Finanças, deverá apresentar o quadro orçamental no âmbito do orçamento suplementar na terça-feira.

“Devemos ter uma diferença, digamos assim, de necessidades de financiamento face àquilo que tínhamos projetado no início do ano para 2020, próxima dos 13 mil milhões de euros. Treze mil milhões de euros para financiar no mercado”, disse.

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